A Copa do Mundo é deles! (Com a Fifa há quem possa?)

O futebol e os mascotes que nos impõem

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O futebol e os mascotes que nos impõem

Por Mouzar Benedito

Amijubi? Dizem que é uma união de parte das palavras amizade e júbilo. Mas você poria esse nome num filho?

E Zuzeco, mistura de azul com ecologia?

E Fuleco, mistura de futebol com ecologia? A palavra lembra mais o adjetivo “fuleiro”.

Que a Fifa e a CBF tenham escolhido o tatu-bola como mascote da Copa de 2014, vá lá. Ele é um bicho inofensivo, não faz mal a ninguém, as pessoas é que fazem mal a ele. Tanto que o coitado está em perigo de extinção.

A sua escolha tem sentido, é um animal que vira bola, portanto tem algo a ver com o futebol, embora mais uma vez como vítima dos homens: bola, no futebol, é para ser chutada.

A Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci) tinha proposto que nosso ídolo, o Saci, fosse o escolhido. Seria legal para estimular o maior conhecimento da nossa cultura popular, da riquíssima mitologia indígena, no caso a tupi-guarani. Mas há algum tempo eu mesmo já vinha pensando que se a Copa for mal organizada e causar vergonha, ou se a seleção brasileira for uma porcaria e não chegar nem às quartas-de-final, tendo o Saci como mascote, uns bobões iriam dizer: “Também, com um mascote como o Saci”.

 

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