Ministra Maria do Rosário pede que PF investigue assassinato de jornalista

Rodrigo Neto, assassinado no dia 8 de março em Ipatinga, denunciava a participação de policiais militares em grupos de extermínio do Vale do Aço

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Rodrigo Neto, assassinado no dia 8 de março em Ipatinga, denunciava a participação de policiais militares em grupos de extermínio do Vale do Aço

Da Redação

Ministra afirmou que o assassinato de Rodrigo Neto possui características de execução que ferem a Constituição (Foto: www.durvalangelo.com.br)

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, pediu a participação da Policia Federal na investigação do assassinato do jornalista Rodrigo Neto, que denunciava o envolvimento de policiais militares em crimes no Vale do Aço, Minas Gerais.

Maria do Rosário foi até Ipatinga, cidade da região mineira conhecida como Vale do Aço, atendendo o pedido do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Durval Ângelo (PT), que afirma ter conhecimento de que Rodrigo Neto sofria ameaças por denunciar a atuação de policiais militares em grupos de execução.

“Não podemos nos calar diante desse crime. Existem duas situações hoje: É preciso apurar a morte de Rodrigo e investigar esses inúmeros crimes denunciados por ele aqui na região. Até o momento ninguém foi preso e nem os inquéritos foram concluídos”, declarou o deputado.

Após participar da audiência pública, a ministra se reuniu com a equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte e também com representantes do Comitê Rodrigo Neto, grupo que exige o esclarecimento do crime e a punição dos responsáveis. Na saída da reunião, que ocorreu a portas fechadas, Maria do Rosário afirmou acreditar que o assassinato do jornalista trata-se de um crime federal.

“Não é uma questão de não confiar nos trabalhos realizados pela polícia do estado. Estamos solicitando a presença da Polícia Federal no caso por achar que a execução tem características que ferem a Constituição. Portanto, é um crime federal, que necessita da presença da PF para ajudar nas investigações”, disse a ministra.

O crime

O jornalista Rodrigo Neto foi assassinado a tiros, na madrugada do dia 8 de março, em Ipatinga. Ele foi surpreendido por dois homens quando deixava, à 0h30, o bar Churrasquinho do Baiano, no bairro Canaã. Os assassinos chegaram de moto e, sem tirar os capacetes, fizeram cinco disparos. Dois deles atingiram o jornalista na cabeça e no tórax.

Uma semana antes de ser morto, Rodrigo Neto procurou o deputado Durval Ângelo (PT) para denunciar o assassinato de um idoso em Santana do Paraíso. O jornalista suspeitava de vingança, pois a vítima era pai de um dos suspeitos da morte, duas semanas antes, de um cabo da PM supostamente envolvido com grupos de extermínio que atuam no Vale do Aço.

Com informações do portal G1.



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