O novo velho Mano Brown

Confira a primeira parte da entrevista com o rapper Mano Brown, capa da edição 120 da revista Fórum

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Confira a primeira parte da entrevista com o rapper Mano Brown, capa da edição 120 da revista Fórum

Por Glauco Faria, Igor Carvalho e Renato Rovai. Fotos de Guilherme Perez

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“A gente não foca na polícia, a polícia é um tentáculo do sistema, o mais mal pago. Mas é armado e chega com autoridade, é um tentáculo perigoso”

“Eu sou o Brown mais velho, macaco velho. Estou menos óbvio, menos personagem e mais natural. Comecei a tomar cuidado. Nunca fui oportunista, vivo de música, não sou um político que faz música.” Essa é uma das formas pelas quais o líder e vocalista do Racionais MC’s se define hoje, 25 anos depois de o grupo de rap conseguir levar sua mensagem não apenas às periferias de todo o Brasil, mas também a muitos lugares e pessoas que não tinham intimidade com o ritmo.

A mensagem de Brown sempre foi forte e contundente, mas hoje o músico prepara o lançamento de um álbum solo, no qual o soul e o romantismo predominam. Isso não significa, nem de longe, que o seu pensamento tenha se modificado, até porque muito do contexto que propiciou o nascimento do Racionais ainda está presente na realidade brasileira. “Eu não estava falando de chacina, de nada disso, estava preparando um disco de música romântica, aí começou a morrer gente aqui e tive de fazer alguma coisa.”

O músico se refere à chacina que matou sete pessoas na região do Campo Limpo, zona sul paulistana, em 5 de janeiro. Entre as vítimas, DJ Lah, em um primeiro momento tido como autor de um vídeo que denunciava a execução de um comerciante no mesmo local, feita por policiais. A informação foi desmentida depois, mas o espectro de que se tratava de uma vingança paira sobre a população do lugar. E Brown fala sobre as possíveis consequências para quem viu e sentiu a tragédia de perto. “Essa ferida não vai cicatrizar, quem mora naquele lugar onde morreu o Lah não vai esquecer, os moleques vão crescer, mano. Quem viveu aquilo não vai esquecer.”

Na entrevista a seguir, Mano Brown fala sobre a falta de oportunidades na periferia, do racismo, de um sistema que oprime, mas também ressalta o que ele considera ser o nascimento de um novo Brasil, destacando o papel da nova geração. Assim, ele mesmo tenta se “reinventar” para seguir na luta que sempre foi dele e de muitas outras pessoas. “Para dar continuidade ao trabalho, temos de caminhar pra frente, a juventude precisa de rapidez na informação, não dá pra ficar debatendo a mesma ideia sempre. É fácil para o Brown ficar nessas ideias, fácil, é até covarde ficar jogando mais lenha, então fui buscar as outras ideias, que passam pela raça também, com certeza.”

Fórum – Você esteve em uma reunião do pessoal do rap com o então candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad, e ali disse que não iria falar sobre cultura, mas sim denunciar que os jovens estavam morrendo na periferia. Recentemente, houve o assassinato do DJ Lah, e mortes violentas de músicos da periferia têm sido muito comuns em São Paulo, na Baixada Santista, por exemplo. Como definir essa situação?

Mano Brown – Esses moleques cantam o que eles vivem. Geralmente, quando você chega nas quebradas, têm poucos lugares que são espaços de lazer, e o lugar onde teve a chacina era um ponto de lazer, querendo ou não. Um ponto meio marginal, mas tudo que é nosso é marginal. Era um bar, tinha a sinuca, tinham os amigos, o bate-papo com a família, tem o fluxo, é o centro da quebrada. O barzinho vende de tudo, vende pinga, vende leite, vende tudo, e o Lah gostava de ficar por ali, vários caras gostavam, era o quintal das pessoas.

O que aconteceu ali foi execução, crime de guerra. Tem a guerra e tem os crimes de guerra. As pessoas não estavam esperando por aquilo ali, não estavam preparadas pr’aquilo. É o que tem acontecido neste começo de ano, e aconteceu no final do ano passado, as mortes todas têm o mesmo perfil: moleque pobre em proximidade de favela. Os caras encontram várias fragilidades ali, várias formas de chegar, matar e sair rápido, e o governo simplesmente ignora o que aconteceu. existem as facilidades. O cara vai lá e mata sabendo que não vai ser cobrado.

Fórum – Mas você acha que, por conta dessas ocorrências, há uma coisa dirigida contra o rap?

Brown – Acho que não, se dissesse isso seria até leviano, porque muitas pessoas que morreram não tinham nada a ver com o rap. Gente comum, motoboy, entregador de pizza, moleque que saiu da Febem e estava na rua, com uma passagenzinha primária e morreu… E o rap tá na vida da molecada mesmo, tá nos becos, nas esquinas, no bar, na viela, geralmente o moleque que curte rap tá nesses lugares. É uma coisa dirigida, mas é dirigida à raça. Dirigida a uma classe.

Se você for fazer a conta de quantas pessoas morreram no final do ano, mortes sem explicação, crimes a serem investigados, e somar o tanto de gente que morreu em Santa Maria… Morreu muito mais aqui. Lá foi comoção total pela forma que ocorreu, lógico, todo mundo é ser humano, mas veja a repercussão de um caso e a repercussão de outro caso, quanto tempo demorou pra mídia acordar pra chacina? Quanto tempo demorou pras pessoas perceberem a cor dos mortos? Coisa meio que normal, oito pretos mortos, quatro aqui, três ali… É uma coisa meio cultural, preto, pobre, preso morto já é uma coisa normal. Ninguém faz contas.

Fórum – E quem está matando nas periferias?

Brown – A polícia. O braço armado, conexões armadas, de direita.

Fórum – Você tem um histórico de estranhamentos com a polícia…

Brown – Houve a época em que soava o gongo, a gente saía dando porrada pra todo lado, não olhava nem em quem. Outra época, a gente procurava a polícia pra sair batendo. Hoje em dia, espera pra ver quem vai vir. Não é só a polícia, são vários poderes. A gente não foca na polícia, a polícia é um tentáculo do sistema, o mais mal pago. Mas é armado e chega com autoridade, é um tentáculo perigoso. E tem várias formas de matar, de matar o preto.

Fórum – Da última vez que você deu entrevista à Fórum, há mais de 11 anos, boa parte da conversa foi sobre isso. Você é um ator importante dentro desse cenário, como está atuando para mudar a situação, está fazendo intervenções no governo, conversando com pessoas, ou só se manifestando pela sua arte mesmo?

Brown – Se eu disser que não uso meus contatos, estou mentindo. O que tem acontecido traumatizou todo mundo, então ficamos todos aqui com muita raiva, lógico que alguma coisa a gente fez. Mas não posso dizer o quê. Tenho minhas armas, mas não posso expor, parado a gente não ficou.

A partir do momento em que a gente nota realmente que nossa quebrada tem fragilidades, vê as famílias das pessoas com muitas mulheres e poucos homens, homens com pouca liberdade, pouca liberdade de movimento, vida pregressa com problema, pouca mobilidade na sociedade, caras condenados a viver no submundo, você começa a criar um exército na comunidade, de gente que vê aquele entra e sai da cadeia, de homens com vida pregressa que não conseguem mais arranjar emprego. As casas perdem esses caras, que deixam de ser úteis dentro de casa. Você vê a morte do homem da casa, cinco mulheres chorando; as famílias estão num processo que vai demorar, de restauração pra uma vida mais rotineira, mais calma, é uma corrente que tem de quebrar.

“Antigamente, quando só o rico tinha, ninguém reclamava. Pobre com celular, com moto, não pode, o sistema cobra”

Fórum – Um cenário de guerra, mesmo.

Brown – É, não passou a ser guerra agora, depois da chacina, já vivia em guerra. As mães também lamentam os filhos que vão pra vida do crime, perder pra droga… A molecada negra tá muito exposta ao perigo, o salário é baixo, o risco é alto. A sociedade cobra muito, você tem de ter as coisas, tem de estar, tem de ser, tem de aparentar ser… Aparentar ser já custa caro, “ser” é outro estágio. O pessoal acha que é vaidade boba a pessoa gostar de marca, de perfume bom, mas são coisas que ajudam a pessoa a circular, a arrumar um emprego, a arrumar uma gata, tudo melhora. No momento em que no Brasil começa a sobrar um dinheirinho pra categoria, pra raça, o outro lado já começa a cobrar com a vida também. O excesso de gente usufruindo deste novo Brasil… Não pode, é excesso, tem de limpar. Tudo que é moleque de moto… Os excessos que o pessoal começa a reclamar, todo mundo com celular no busão. Antigamente, quando só o rico tinha, ninguém reclamava. Pobre com celular, com moto, não pode, o sistema cobra.

Fórum – Você entende isso como uma reação da elite?

Brown – Uma reação. Três governos de esquerda eleitos pelo povo, o Brasil pagou a dívida, a classe C tomando espaço e a Globo expondo isso na novela, todo mundo analisando, os autores são mais jovens e começaram a mudar a mente, as ideias começaram a ir pra tela e os movimentos ganhando força a partir das ideias, muita coisa junto… Os caras reagiram. O que aconteceu em São Paulo aconteceu no resto do Brasil. Em Alagoas, o índice de negros mortos é muito alto, em Belém do Pará, Goiás…

Fórum – E você pediu o impeachment do governador Geraldo Alckmin em um evento na Assembleia…

Brown – Pedi o impeachment do Alckmin e ele tem de tomar providências. Naquela altura, estava em um estágio em que dava a impressão de que o Alckmin não estava nem aí. As declarações que ele deu foram piorando, chegou num ponto de eu achar que ele não sabia o que estava acontecendo. Era suicídio, como ele vai se eleger a qualquer coisa com esses números de morte?

Muitas vezes, acho a mídia com tanto medo e, de repente, vai um canal de direita, que é a Record, que começou a investigação. A gente conversava e sentia que tinha o medo no ar, eram jornalistas com medo, quando eu vi o [André] Caramante isolando e as pessoas pedindo pra ele não voltar, pensei: “Os caras tão com medo, o governo tá junto”. E as declarações que ele [Alckmin] estava dando mostravam isso, que não ia voltar atrás e era um movimento aprovado pelo povo, o povo estava com ele. Redução da violência, crime organizado, a guerra do PCC, o povo leu isso como uma coisa benéfica pra sociedade, mas estavam morrendo os filhos deles mesmos.

Fórum – Será que o povo leu isso desse jeito?

Brown – Pelo número de PMs que foi eleito, percebo que o povo está se dirigindo a votar dessa forma, tem medo. Primeira coisa que se pensa: segurança. Segurança é polícia, entre um cantor de rap, um padre e um policial, ele vai eleger um policial. O voto explica.

“O PCC hoje tem tanto poder que eles nem precisariam da contravenção pra existir”

Fórum – Qual a sua opinião sobre o PCC?

Brown – O PCC hoje tem tanto poder que eles nem precisariam da contravenção pra existir. Aí seria realmente um poder incontestável, e pelo número de mortes que foi reduzido em São Paulo, a gente sabe que muito tem a ver com eles. Já existe o PCC, não precisa fazer nada mais contra a lei. Se é que houve alguma coisa contra a lei… Não seria mais necessário usar contravenção, já existe a autoridade, existe a autoridade instalada, o povo aceitou.

Fórum – Como você vê a ascensão dos movimentos sociais hoje em São Paulo?

Brown – Sou privilegiado de ver acontecer isso, minha geração. Acho digno e muito importante mesmo todos os saraus, as reuniões, os diálogos, todo o movimento de jovens dedicado a isso, a conhecer as causas do Brasil, não só reclamar. É uma geração que não só reclama, que faz, que desce o beco da favela, vai trabalhar, vai bater nas portas. É um novo Brasil, novos médicos, novos advogados, novos pedreiros, novos motoboys, novos motoristas. O que todo mundo bebe, vai ser; o que todo mundo come, vai ser; o que todo mundo respira, vai ser. Daqui a 20 anos, você vai ver o país que está sendo implantado pelo Lula, pela Dilma, pelos Racionais, pelo Bill, pelo Facção Central. Daqui a 20 anos, vai ter um povo que vai ter essa cara.

Fórum – Fale um pouco mais de sua concepção desse novo Brasil.

Brown – Tenho 42 anos, sou fruto daquela geração dos anos 1980, aquela “geração lixo”. “Geração lixo”. Eu sou aquilo, com todos os defeitos e qualidades. Já os nossos filhos, nós que já aprendemos e sofremos um pouquinho mais, vão ser melhorados, mais ligeiros, mais práticos que eu, e não vão rodar tanto em volta do objetivo, vão direto ao foco.

Agora, os meus filhos, a molecada em geral… Ainda temos de lavar a roupa suja. Eu e eles. Não gosto de puxar a orelha dos moleques por revista e nem por entrevista, mas temos roupa suja pra lavar nas favelas, nas vielas, nas ruas, nos palcos, tem muita coisa pra melhorar ainda.

Fórum – Mas existe um orgulho hoje de quem vive na periferia, ele não se esconde mais. Há marcas que nascem na periferia. 

Brown – É o que o judeu fez, o italiano fez, o japonês fez e o preto foi proibido de fazer. Nos dias de hoje, faz, monta time de futebol, loja, grupo de rap. Forma a família, que é onde está o foco nosso, a família, dialogar, organizar… Historicamente foi proibido pra nós, a gente vive correndo, se escondendo, um comportamento de foragido que talvez essa geração não vá ter mais.

Fórum – Será que esse não é o susto das elites, perceber que daqui a 20 anos o Brasil não vai ser mais esse? 

Brown – O Brasil atrasado, os brancos também não querem isso, os brancos ligeiros não querem mais isso. Foi um ganho o branco acordar e o preto acordar também.

Fórum – “Fim de semana no parque” fez vinte anos agora. Você acha que essa foi a principal mudança nesse período, além do ganho econômico, também a elevação da autoestima?

Brown – Começa pela raça, pelo orgulho do que você é, de você ter na sua família a sua raiz. Se você não tem vergonha da sua mãe você vai ouvir mais ela, se você acha sua mãe bonita, seu pai bonito… Eu sou de uma geração em que muitos não tiveram pai, não tive pai, vários amigos não tiveram. Tive de aprender a ser meu pai, o homem da casa sempre fui eu. Isso também fez eu ser quem eu sou, mas acho que seria melhor se tivesse tido um pai. Em várias casas faltam um pai. Acho que a periferia vive este momento de fluxo de cadeia, da molecada se envolvendo na criminalidade, perdendo o direito de ir e vir, de oportunidade de emprego por conta de passagem [na polícia], então vai limitando e as famílias vão ficando empobrecidas. Mesmo que o governo faça, vai estar sempre correndo atrás, essa corrente tem de cortar. Dar oportunidade pra molecada – principalmente para os homens –, que não tem como demonstrar nada numa sociedade em que você tem de parecer que é, pelo menos. A molecada não tem oportunidade.

Fórum – Falando em oportunidade, o que você acha das cotas?

Brown – Como tudo que envolve o negro, é polêmico. Agora, se você negar que o Brasil prejudicou a raça negra… [As cotas] não vão resolver o problema, mas dizer que o negro não é merecedor disso é racismo. Historicamente teria de ter, mas, dentro da raça negra, o lance de cotas é tão dividido ou mais que entre os brancos. Se você chegar na inteligência negra, perguntar ali o que acha da cota… Mano, é treta! Você vai ter cara crânio que é contra, vai falar pra ele que tem de ser a favor… É dividido, acho bom ser polêmico. O problema tem de ser debatido, depois faz o acordo, mas de cara tem de conversar.

“Primeira coisa que se pensa: segurança. Segurança é polícia, entre um cantor de rap, um padre e um policial, ele vai eleger um policial. O voto explica”

Fórum – Qual a sua avaliação do movimento negro no Brasil?

Brown – O movimento negro evoluiu muito, tenho muito orgulho de ver como o movimento atua hoje, algumas reuniões em que eu fui, moleques muito inteligentes… Dá vontade de parar de falar e deixar só os moleques falarem. No dia do evento mesmo, antes tinha falado um garoto do movimento negro, ele já tinha falado tudo. Eu nem quis falar muito porque ele já tinha falado tudo. Antigamente, ia nos movimentos e era um debate muito primário, ranço de 300 anos debatido nos anos 1980, nós estamos em 2013 e a molecada já está debatendo outras coisas, outros poderes, não só os visíveis. Já não querem só a roupa de marca, os caras querem poder, os moleques vêm pesado na reivindicação, no direito, na história. São terríveis e estão vindo aí. Tenho orgulho, já foi um movimento confuso, hoje não é mais. É um movimento prático.

Fórum – Existe uma crítica de que somente o empoderamento econômico não traria consciência social para as pessoas, mas o seu depoimento não diz isso.

Brown – Traz. Traz porque o tempo é dinheiro pra todos, inclusive pra classe C. O micro-ondas, o carro que anda melhor vai fazer você chegar com mais conforto em casa, no seu trabalho, você vai ter tempo pra melhorar. Por que é conforto pro rico e pro pobre não? O pobre vai ficar bobo alegre, por quê? É preconceito. O que faz a vida do cara ter conforto, permitir organizar o tempo, poder estudar, trabalhar e cuidar do filho… Daqui a 20 anos, tá ele formado, o filho estudando, se ele não tivesse o carro, com certeza não trabalhava, não estudava, tinha cuidado só do filho. Ele não tinha estudado e era só o filho, não eram duas rendas, era uma. Bem material “aliena o pobre”, porque pobre é alienado, esse é o discurso… O pobre não tem inteligência… Sabedoria do povo é sabedoria do povo, tem de escutar, tem de entender a mensagem.

Leia aqui a segunda parte da entrevista

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41 comments

  1. LIPAO Responder

    NA MORAL… O BROWN É FODA!

  2. everton de jesus santos Responder

    gostei da entrevista ele(Brown) fala tudo oque é a realidade de quem vive em favelas e dos negros acho que muitos perifericos,negros,probres, já deven ter sofrido preconceito e ficamos feliz só por saber que tem alguem que se esponhe na frente da midia para falar os fatos vivido por nos

  3. Criticos Grupo de Rap Responder

    MESTRE !!! PAIZÃO…

  4. Rg Barbosa Responder

    o brown é nossa voz agradecido brown

  5. Roberto///vila formosa Z/L Responder

    Na Boa, é sempre bom ter alguém disposto e com coragem de falar e debater sobre o tema, a periferia precisa tanto de alguém com tamanha inteligência e com linguagem simples e de fácil entendimento e por isso tenho que tirar o chapéu para o brown e todos racionais e muitos outros rappers..os caras são firmesa mesmo……obrigado rapaziada…

  6. Marcos Monteiro Responder

    Não acho que pagar Pau para o Brow traz algum beneficio isso só mostra que as pessoas precisam evoluir muito para conseguir criar suas próprias opiniões palavra gírias e filosofia de vida ninguém absolutamente é o dono da Razão !

    1. Marcos Silva Responder

      Não acredito que isso seja pagar pau, o Brow é uma referencia, que por vezes é ofuscada pela pseudo intelectualidade de direita, que ussa argumentos facistas para desvirtuar as verdades. O Brow não fala de principios Racionais ele fala de fenomenos sociais, sem a arrogancia de academicos.

    2. thais alves Responder

      verdade.. axo um bando de ipocritas..

      1. Djalma Reis Responder

        tá serto.

    3. Artur Bispo Responder

      O próprio Brown disse recentemente em um vídeo que circula pelo youtube, que ele o Racionais não são e nunca foram os donos da verdade, o que o pessoal quer dizer é que tem que ter gente como ele pra expor o que vivemos.

  7. Thales Ferreira FJU Responder

    O povo precisa de alguém que tenha moral pra falar. É como ele disse, tem uma molecada cheia de idéias por aí, mas quem vai dar oportunidade desses moleque falar. Tem q ter moral e o Brown tem moral pra falar.

    Esse cara merece ser lembrado.

  8. Marcelo Martins Responder

    Brown absolutamente é uma voz da favela oprimida q luto sempre contra a GLOBO e grandes meio de comunicação q modificam a realidade da nossa vida com noticias vejo nesse cara umas das unicas ”resistências” de um negro q luta por direitos de igualdade como eu e muitos no mundo q eu vivo !!!!!!!!

  9. juliano Responder

    É isso. Uma realidade dita diante de um Brasil que tem os olhos vendados pelos poderosos que estão no poder. Aí o Brasil é do povo, vamos mudar tudo isso.

  10. Hudson Carlos Iceband Responder

    verdades verdadeiraas do camarada Mano MARROM……..fortaleceu!!

  11. Hudson Carlos Iceband Responder

    Bela entrevista! belas palavras!!!!!!!!

  12. Elidiane dos Santos Responder

    Merecidos créditos totais de entrevistas, respostas em relação à realidade de hoje e a visão que Brow tinha ainda no passado remoto… Ele é o cara, falou e disse, têm muita visão e razão da mais pura realidade… Eterno rei dos guetos…

  13. eduardo alves Responder

    O pobre não tem inteligência… Sabedoria do povo é sabedoria do povo, tem de escutar, tem de entender a mensagem.

  14. jordano Responder

    vamo bronw vc é o cara guerrero di fé mano agenti pricisa de vc mano bronw

    1. thais alves Responder

      verdade cara.. nosso idolo ta querendo deixar agemte… eu des de pekena sou fan desse cara estou vivendo e aprendendo com os rep delle :(

  15. eduardo Responder

    Vida longa ao Brow! – Hoje um cara bem perceptivo ao lamaçal que é expurgado para nós da classe “baixa”, (no que se trata de posse). Hoje temos a percepção que nos eram negada nos anos 80, estamos passando por um período de adaptação, em breve teremos fruto de tais objetivos!

  16. Blad SEP Responder

    O Brown é orgulhoso demais. O PT como governo é um desastre, o pobre hoje consegue comprar um bem graças ao FHC que estabilizou o país e controlou a inflação o que permitiu aos banqueiros financiarem um bem a perder de vista. Outro motivo para o pobre comprar uma roupa de marca ou um celular é a CHINA que com mão de obra escrava produz a preços acessíveis.
    O país não melhorou NADA! O busão continua lotado, o Hospital continua uma porcaria, a educação não melhorou NADA.
    A família está destruída, moro na periferia e vejo a maioria das crianças continuam sem pai, e agora com Crack está nascendo um monte de crianças deficientes fora os que nascem saudáveis MAS estão desamparados.
    Olhem o exemplo de um pobre que comprou uma moto Hornet e no sinal um outro pobre meteu um cano na cara dele para roubar, ai o Brown vem falar que o país está melhor, que daqui 20 anos o país estará melhor?????? Que loucura!!!! O PAÍS ESTÁ CAMINHANDO PARA O BURACO, ACORDA BROWN AQUI É CAPÃO REDONDO E NÃO POKEMON!!!

    1. Rogerio Responder

      meu deus! graças ao fhc? ele foi um dos piores presidentes da historia, era tudo caro, o custo de vida era absurdo.. comprar leite era foda! nao estou dizendo que o pt no poder é perfeito, mas melhor que o fhc foi com certeza!
      problemas de onibus, hospital pra gente aqui de sao paulo é culpa do geraldo alckmin e da corja do psdb que fazem mais de 20 que estao no poder e continua caotica a situação em todos os pontos.

      1. Leonardo Responder

        O governo FHC pegou o país quebrado por causa do collor, acabou com a inflação. Se não fosse ele ter privatizado a telefonia, o brasil ainda estaria na época das fichas no orelhão. Me fale uma obra grande que a dilma ou o lula fizeram? A inflação está de volta, o pt roubou mais q a época do collor. Eles estão quebrando o país.

    2. Falcao negro Responder

      Blad SEP disse tudo, este governo ridículo do PT nada fez além de como diz o ditado, ter gozado com o pau dos outros, usa esta infinidade de bolsas família, leite, gás e outros como cabresto eleitoral e os menos inteligentes não entendem, a única preocupação deles é continuar no poder para continuarem roubando, visto que a cúpula, os criadores deste partido nojento estão todos condenados por um crime em comum: formação de quadrilha, chamar Mano Brown de referencia é demais né, o que dizer que alguém que diz que os meninos saem da fundação casa com uma “passagezinha”, oras, menor nesta merda de país pode tudo, esta passagesinha a que ele se refere pode muito bem ter sido pelo assassinato de um pai de família honesto e trabalhador.

  17. SPressoSP Responder

    Caro Rafael

    Os exemplares de encalhe da edição
    demoraram entre quatro e seis meses para retornar das bancas, por isso
    não tínhamos a edição disponível à época e hoje temos. Iremos enviar
    para você um exemplar da edição 120.

    Abraços

    Equipe Fórum

  18. Zelia Ferreira Responder

    Excelente entrevista deste grande músico/pensador e líder. Parabéns, Mano Brown, você é uma pessoa politizada, conhecedor da sociedade e dos problemas reais do Brasil; da divisão de classes, das injustiças sociais, da pobreza e do poder dominante que impera. Continue ajudando a mudar essa realidade. Você é um artista de peso e de referência à juventude que ainda não está politizada.

  19. thiago Responder

    pq vc e e filho da puta se liga..

  20. Gabriel Responder

    Pow muito legal seu argumento, mas estitiscas não mostram nada, a maioria é tudo manipulado, e belo exemplo de Brasileiro que você é, ninguém te xingou,e já chega chamando os cara de direita de merda, nem sabe se eles são de direita, acha que só pq não apoia o PT é de direita, vai estudar mais cara.

  21. luiene maria Responder

    parabéns,adorei a entrevista,mostra para esses otários a realidade da periferia.

  22. Rogério Sacramento Responder

    Obrigado Brown, graças à sua contribuição por meio dos Racionais o povo preto da periferia passou a ter algum orgulho e consciência racial, logo, cidadania.Vc é zica mesmo.

  23. Gil Ramos Responder

    Brown, esse cara é um dos mais inteligentes do nosso país. Ele é foda

  24. Jds Responder

    Rapaziada, pra mim é, exatamente o que venho há anos pensando: o pobre com bens materiais, dinheiro no bolso e sem instrução, é mesmo que nada vez nada, ou seja, uma ilusão, uma melhora paliativa… só aparência!!!
    Não “vejo fita dominada…os pretos tristes nos cantos do mundão”… É o que classe dominadora tolera: O pobre com celular, carro popular, sem rolezinhos, nos shopping centers, como se fosse seus lugares único e exclusivos, ao contrário incomodar né, meu¿ Entendem a linha de raciocínio:” …Você tem duas saídas.
    Ter consciência, ou, se afogar na sua própria indiferença.
    Escolha o seu caminho…”, por exemplo!!!
    Eu, sei exatamente as mensagens que Brown tenta passar para os moleques ou aquele que não tem oportunidades ou que perdeu por ventura…é vida. Eu, não vou mentir, já tentei algumas vezes, conversar com o Brown, afim, de expor um solução de curto prazo à aqueles, sem oportunidades….teoricamente é fácil “Liga eu, liga nós, onde preciso for…” Corte cabelo na zona sul, onde o Brown de vez em quando tá lá! Porém, ao dizer as minhas idéias: uma descrença:” faz a sua parte, faz seu corrre…” Tipo tá bom pra você $ tá bom pra nós $. Só que me incomodar, vejo, vários, moleques nos faróis, sabe sem um futuro concreto, vivendo de “picados” mixaria… Essa, é minha visão, só que posso melhor a vida dessas pessoas, só que sozinho $ não consigo, pois tenho família para sustentar! E acabo sem tempo de insistir na Zona Sul, eles não sabem, mas tenho um poder nas minhas mão que poucos Brancos tem!!!

  25. Gustavo Lopes Responder

    Ninguém entendeu nada do que ele disse e fica babando o ovo do cara… a maioria nem sabe o que ele significa. São mais de 20 anos de opinião. Cambada!

  26. Deni Responder

    O cara tem o pensamento da periferia, sóa não concordo no tocante a Dilma/Lula, pois em minha opnião são dois exploradores da classe menos alfabetizada, mas é minha opnião, no mais ele fala também por mim.

  27. zikao Responder

    Quem cresceu curtindo! Sabe q ele não esta mentindo
    Resumindo..na moral o cara e MSM foda…
    Valeu brown por se manter sempre o MSM…

  28. Gino Responder

    Gosto muito dele e respeito muito, fui nascido e criado em periferia e escutando suas letras, mas essa esperança de que daqui 20 anos teremos um Brasil novo porque Lula e Dilma fez infelizmente é equivocada. Nem tao pouco pagamos divida nenhuma.

  29. edson nogueira santos castro Responder

    te considero um dos melhores do meu povo , mas como um ser humano vc também é um tendencioso ao qual como qualquer humano visa o seu momento e isso eu sei não é por mau , mas o torna mas uma celula do sistema

  30. Isadora Responder

    Dotado de luz!!! Jamais se deixe corromper… seu pensamento ilumina

  31. Jan Responder

    Acredito que todo mundo possa e deva ser ouvido, mas daí falar que tudo colabora para dificultar a vida do pobre e negro da periferia aí é absurdo.
    Sou o terceiro filho de uma familia de cinco irmão, mae solteira e batalhadora, fui criado em perifieria, sem cota de nada, negro e pobre (financeiramente falando), mas agradeço a minha mãe pela educação que me deu e a Deus por estar sempre comigo. Enfim, quero dizer que se eu não tivesse passado minhas noites em claro estudando eu não teria mudado a minha historia. Cada um deve despertar dentro de si a sua indignação e a sua vontade de mudar sua historia.
    Esse lance de movimento disso e movimento daquilo eu não aceito, tive que trabalhar muito, bati em muitas portas em busca de espaço, recebi muitos “não” e nem por isso desisti da minha luta particular.
    Eu vejo tudo de uma maneira simples:
    “Se voce quiser ajudar alguem, procure se ajudar primeiro.”
    Tenho 39 anos e tambem sou de uma geração inconformada, nosso povo age como uma boiada, basta meia duzia de plaavras bonitas e todos idolatram e vão atras de quem as pronuncia.
    A Dilma e o Lula não fizeram nada por mim, o FHC muito menos, a unica coisa que quero é que governem de forma honesta, sem enriquecimento de parentes, de amigos ou ate de inimigos.
    O nosso povo Srs, precisa é de conhecimento, eu estudei em escola publica e sempre respeitei os professores, nunca entrei na escola disposto a agredir/matar aqueles que estavam ali para colaborar com meu crescimento.
    A informação esta aí ao alcance de todos.
    Não tem internet em casa? Vá à biblioteca publica.
    Não tem dinheiro para pagar a sua passagem? Vá vender picolé, sorvete pra descolar a grana (eu fiz isso).
    Eu vejo muitas pessoas se esconderem atras de uma condição social e não fazem nada pra mudar isso.
    Por eu ter batalhado muito e ter construido algo sou frequentemente chamado de playboy (rsrs). Será que tambem sou elite (negra)? Será que posso ser chamado de direita (rsrs)?
    Francamente Srs. o que falta ao nosso povo é CONHECIMENTO, é lutar por suas ideias, mas lutar de forma organizada e sem esses lideres fajutos que temos em todas as classes sociais.

  32. João Batista Responder

    Verdade dói só isso. Salve Brown!

  33. carolina Responder

    Fala bem de mais se expressa muito bem é por isso q esta no topo o melhor cantor de rap do mundo letras totalmente realidade amo amo amo VC é o cara te amo…..


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