Forças armadas venezuelanas: iremos garantir respeito ao resultado da eleição

O ministro da Defesa, Diego Molero, afirmou que as forças armadas do país "estão mais unidas do que nunca"

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O ministro da Defesa, Diego Molero, afirmou que as forças armadas do país “estão mais unidas do que nunca”

Por Mariana Terra, de Caracas para o Opera Mundi

Diogo Molero, ministro da Defesa da Venezuela (Foto: AVN)

Pouco após o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) anunciar a vitória de Nicolás Maduro na eleição presidencial venezuelano, o ministro da Defesa, Diego Molero, assegurou que as Forças Armadas do país irão garantir o resultado da eleição. “O chamado é para que a calma seja mantida”, afirmou Molero.

Em nome do alto comando militar , Molero disse que as forças armadas “estão mais unidas do que nunca” e felicitou o povo venezuelano “por essa demonstração de civismo”, dizendo que “estamos apegados à Constituição e somos afiadores de que esse resultado seja respeitado e o faremos ser respeitado.”

Molero saudou “todos” os atores políticos do país, “os ganhadores e os perdedores. A quem não pode obter o triunfo chamamos à solidariedade, à irmandade, à tranquilidade e a manter a calma entre o povo venezuelano, em todas as ruas e em todos os territórios”.

Por sua vez, o general Wilmer Barrientos, chefe do Plano República, operação militar de apoio às eleições, ratificou que as Forças Armadas farão com que os resultados que saíram das urnas sejam respeitados.

“Queremos apelar para essa consciência de todo o povo, de toda a república para que os homens e mulheres de consciência entendam que a democracia, o jogo da democracia é assim”, acrescentou Barrientos, pedindo para que exerçam uma “atitude cívica” e para quem não conseguiu ganhar para “continuar trabalhando”.

Barrientos cumprimentou, além disso, Maduro como “comandante em chefe e presidente constitucional eleito” e indicou que ele “obviamente começará a guiar os destinos” das Forças Armadas.



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1 comment

  1. Celso Junqueira Responder

    Essa história de Forças Armadas garantirem resultados das urnas não me cheira bem. Lembro-me do general Lott, em 1955, garantindo a posse de JK. E se ele não gostasse do Juscelino? O resultado das urnas tem que ser respeitado por todo o país. Às Forças Armadas cabem manter a ordem e a integridade do País como manda a Constituição.


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