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Leia nesta edição: Porque 16 não – Diminuir a idade penal não só não reduz a criminalidade como pode agravar ainda mais o problema, excluindo muitos que quase já não têm direitos. Leia também...

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Leia nesta edição: Porque 16 não – Diminuir a idade penal não só não reduz a criminalidade como pode agravar ainda mais o problema, excluindo muitos que quase já não têm direitos. Leia também entrevista com o advogado Antonio Mariz de Oliveira sobre por que a sociedade não discute as causas do crime, mas espera sempre a condenação. O geógrafo marxista David Harvey o rapper Dexter são outros destaques da edição, com entrevistas exclusivas. Na Fórum você encontra ainda as colunas de Dennis de Oliveira, Ricardo Musse, Ferréz, Mouzar Benedito e muito mais.

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2 comments

  1. Célia Antunes Responder

    Só teria sentido debater a diminuição da idade penal se houvesse por exemplo uma adequação da lei ao tipo de infração e tempo de pena a cumprir, não adianta focar no menor, em sua maioria envolvido com o tráfico, e dar a ele uma pena, caso seja pego, semelhante a de um assaltante de bancos, sequestrador, ou homicida… O fato é que legalizar a droga, é a pior das soluções, tanto para o menor como para o maior, acho que tem de coibir sim, a ação de uma polícia, intolerante com o pobre, fazendo-os acreditar que são vítimas, quando são muitas vezes atores sociais ativos de um nicho subversivo e que como poucos assume com tanta veemência perante sua comunidade e sociedade em que está inserida a classe social a qual pertence. Fazê-lo crer e culpar, o usuário, no caso cliente de que ele e co-responsavel de sua atuação no crime é no mínimo ingênuo, e ignorar a intolerância do policial e muitas vezes a triste realidade de que alguns garotos trabalham em prol de uma polícia que usa drogas, e muitas vezes de um ponto que gira em torno da necessidade desta polícia de se auto afirmar como salvadora, quando vai lá”pega a droga não paga por ela, usa e ainda faz do menino refém, da sociedade e não da necessidade tosca dela mesma, e complicado. Muitos garotos, fazem uso de entorpecentes, por isto, também devem ser crucificados? Não é pior a situação do maior empregado na policia ser usuário…

  2. Célia Antunes Responder

    É verossímil inclusive constatar, que o ato de resistência desses jovens em afirmar sua classe social se transforme num ato subversivo. E este jovem se volte contra a sociedade, numa luta de classes, ao invés de, como vinham lutando pra entender, sua total aceitação da existência de uma sociedade de classes.

    Sofrem todo tempo por parte da polícia uma tirania deste gênero. A de que são párias do sistema, ao invés de atores sociais importantes, e muitas vezes aceitos, dentro de sua comunidade independente da atividade que exerçam. Pessoas da mesma classe social, com um trabalho legítimo podem muitas vezes representar justamente o desejo de se imiscuir da tarefa ardilosa de se afirmar como pertencente a uma outra classe social, como se o trabalho fosse a garantia de camuflagem e consequentemente o autoritarismo e força sob seus iguais.

    Está claro que o preconceito existe, e se um jovem de classe média trabalhar neste nicho, vai sofrer a discriminação por ser um classe média, porém, são justamente estes jovens, num ato de resistência que ao serem aceitos pela sua comunidade, aonde exercem suas atividades, ilícitas, e prestam seus serviços, muitas vezes sem saber, até pra polícia mesmo, que se situam e situam a própria comunidade, que a atividade que exercem não determina a classe social a que pertencem.

    Deixar os jovens à margem da sociedade tiranizados pela ignorância de policiais que acreditam, que pra terem sua existência aceita é preciso ser vítima da sociedade, nem católicos são esses policiais, são piores, e então massacrar toda a generosidade inerente ao pobre, e coagindo o menor a acreditar nesses devaneios, roubando-lhe a existência…

    Quando o jovem ali, coitado, teima pra se convencer, junto à sua comunidade, de sua cidadania, de sua condição legítima dentro de sua comunidade e de pessoas de outras classes sociais que procuram seus serviços, não está ali pra prestar serviço exclusivo pra polícia que não assume sua condição de usuário e exige um tratamento discriminado.

    Acreditar que a humilhação é algo merecido, é estabelecer inconscientemente uma sociedade de castas. É muito triste e estes jovens lutam contra isto, e estão nas vielas também pra defender as crianças, os idosos, e as mulheres, e ver parte de sua beleza ali, em movimento.


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