“Sou fruto de estupro e a favor do aborto”

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas

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Publicado no Olga, “think tank” de Juliana de Faria 

olga aborto

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro

Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.

Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.

Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.

Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.

Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.

Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.

olga claudia

Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.

Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.

Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.

Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.

Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.
Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.

O PROJETO DE LEI DO NASCITURO

Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso…

A FAVOR DO ABORTO

Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.

Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.

O QUE PODEMOS FAZER

Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?

Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.

Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

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74 comments

  1. Cristiano Fádel Responder

    Penso que, nesse caso, é mais humano ao estado proporcionar um atendimento psicológico amplo a mulheres nessa situação desesperadora, estendido às crianças após o nascimento, do que pratrocinar a morte das crianças geradas por atos de violência. Além disso, para a autora do texto, falar que é favorável ao aborto, inclusive se tivesse ocorrido com a gravidez da sua mãe, fica bem fácil, porque ela está viva e, com certeza, nem pensa em suicídio.

    1. MinnieSantos Responder

      Se ela n estivesse viva, ela n teria como ter nenhum tipo de posicionamento n é mesmo Cristiano. E n há atendimento psicógico que modifique o fato de vc gerar e conviver com algo que foi fruto de uma violência abominável. Psicólogo n é milagreiro.

    2. Duda Caciatori Responder

      Fácil pra VOCÊ falar isso porque você não é uma mulher e NUNCA correu nem correrá o risco de ser estuprado, carregar um filho fruto desta violência nojenta dentro de si e ser OBRIGADO a tê-lo.

      Pensa antes de falar,

    3. Bruno Banzato Responder

      “Fica bem fácil, porque ela está viva e, com certeza, nem pensa em suicídio.”

      Você parece bem firme das suas palavras. Seria uma pena se fossem vazias.

    4. simone m Responder

      Cristiano
      Percebo que você não tem a menor noção da violência que é para uma mulher que foi estuprada gerar um filho fruto dessa relação. Além disso nenhuma mulher vai querer em sã consciência abandonar o seu filho-a não importa como ele foi gerado. Portando a mulher deve escolher sim, se continua ou não com a gestação. Quanto ao estado brasileiro ele não provê o básico a população quanto mais sustentar de maneira decente uma criança.

    5. Leda Ferreira Responder

      Típica opinião de quem não pode engravidar e não sabe o que é nascer, crescer e viver com medo de violência sexual. Você está falando sobre uma realidade que não é a sua, nem como mulher, nem como fruto de estupro.
      E “criança” só existe depois no nascimento. Permitir o acesso ao aborto não é, de forma alguma, patrocinar a morte de crianças – quer sejam resultantes de violência sexual, quer não.

    6. Nayara Rossi Responder

      E pra você é bem fácil falar porque nao é mulher, sinceramente um homem nunca vai saber como é isso, se nem as mulheres que nao passaram por isso sabem, imagina um homem que nunca sentirá na pele! Mas é muito fácil mandar no corpo dos outros, se fosse no seu voce nao ia gostar. Isso nao gera dores só para a mãe e acompanhamento psicológico ajuda, mas não cura. Eu acho que o mais humano é deixar que a mulher decida o que quer fazer sem neguin enfiar nariz onde não deve

    7. honeybun2500 Responder

      porque nao me surpreenda que um homem responda desse jeito? Apesar que se voce fosse uma mulher, eu ficaria mais decepcionada porque vejo que nesse assunto existem mulheres queapoiam essa opiniao machista de que a crianca que deve decidir se viver ou morrer e a mulher deixa de ser um ser humano para se transformar em primeiro um objeto sexual do seu estuprador e depois a incubadora do feto do estuprador para agradar a sociedade. Ah sim, para a tua informacao ja existe um tratamento psicologico disponivel para mulheres que foram estupradas mas mesmo assim muitas optam pelo aborto. Porque sera? Mulheres levam anos para poder comecar a surperar o estupro e voce quer que quando ela tiver no comeco do tratamento ainda faca outro tratamento para ter a crianca. Desculpa, mas se ela tivesse pensado em suicidio, a opiniao dela a favor do aborto teria mais peso? De onde voce tirou essa logica? Ja sei, da mesma logica eu estuprada tenho q deixar os meus sentimentos de lado,aceitar que isso nao foi uma violencia mas um ato sexual como um qualquer para poder colocar essa crianca no mundo?

    8. Juliana Flesch Responder

      Vai usar esse argumento porco de que ela só é a favor do aborto porque já nasceu? Então você, meu querido ignorante, só é a favor do estatuto do nascituro porque nasceu de uma gravidez não-originada pelo estupro.
      Muito fácil ser a favor do estatuto quando você ou a sua mãe não sabem o que é viver esse terror.

    9. Príscila De Fátima Martins Responder

      POIS OLHA MEU CARO SE EU FOR OBRIGADA A TER UMA CONSEQUÊNCIA DE ESTUPRO PREFIRO A MORTE… PARA UM HOMEM FALAR É FÁCIL… MAS EU TE DIGO UMA COISA: SE HOJE EU ENCONTRASSE COM MEU ALGOZ NA RUA E EU ESTIVESSE DENTRO DO CARRO PASSARIA POR CIMA DELE, DAVA A RÉ E PASSARIA DE NOVO… ESSA É A CONSEQUÊNCIA DO ESTUPRO… AGORA VC IMAGINA UMA LEI QUE OBRIGA A MULHER A TER UM SER DE UM ESTUPRO E A JUSTIÇA AINDA OBRIGÁ-LA A TER ESSA COISA COM O NOME DO PAI REGISTRADO E QUANDO ESSE SAIR DA CADEIA VIR QUERER EXERCER O SEU DIREITO DE PAI???? É DISSO QUE FALA ESSA LEI… O ESTADO SÓ DARÁ A BOLSA QUANDO O CRIMINOSO NÃO FOR DELATADO OU ENCONTRADO… E SE ESSA MENINA TIVER 9 ANOS E DAÍ?? COMO SE FAZ??? SE VC É A FAVOR DISSO ENTÃO CASA A TUA FILHA COM O ESTUPRADOR DELA… OU ENTÃO PENSA NUMA MULHER COM CÂNCER E QUE NÃO PODE SE TRATAR PORQUE ESTÁ GRÁVIDA? OU AINDA SABER QUE SEU FILHO AO NASCER VAI MORRER PORQUE NÃO TEM CÉREBRO?
      ANTES DE FALAR DE AMOR… DE DESUMANO… SE IMAGINE COMO MULHER… SE VEJA COMO VITIMA…

      PARA QUE ESSA LEI SEJA VALIDA PRIMEIRO O ESTADO TEM QUE FORNECER PROTEÇÃO A MULHER, ERRADICAR O ESTUPRO… FORNECER CONDIÇÕES PARA QUE A MULHER TENHA UMA SAÚDE PLENA… O QUE NÃO ACONTECE…

    10. Roberta Cristian Beatriz Responder

      pois é,pq nao se matou ne?ta ai viva,entao por mais dificil q seja,ela tem a chance de ser feliz,o que um bebe abortado nunca tera

    11. Bárbara Responder

      Concordo plenamente com você Cristiano! Sou mulher e sou totalmente contra o aborto.
      Se algum dia eu for estuprada, e chegar a ficar grávida, provavelmente eu iria criar meu bebê, mas caso eu não conseguisse, eu daria para adoção e creio que uma família iria realizar o sonho de ser pai e mãe.
      Não acho que isso seja motivo para abortar, bem porque não é culpa da criança.
      Relevo os fatos de abortar quando a criança é anencéfala, ou quando ter o parto leva risco à mãe e ao bebê. Mas muitas vezes, quando há risco de vida à mãe e ao bebê, pode ser feito uma cesariana e diminuir muito os riscos.
      Sou biomédica, e futura técnica em enfermagem. Estou fazendo pesquisar sobre o aborto e creio que com essa declaração que autora do ”sou fruto de estupro e a favor do aborto” fez, só me deixa com mais sede por justiça pelo bebê e contra o aborto.
      Faremos um júri simulado aqui no curso técnico, eu serei a advogada que estará contra o aborto, tenho o apoio do meu grupo e espero ganhar essa questão.
      Por mais ruim que seja um estupro, não é motivo para matar alguém, haja vista que a pessoa que deseja abortar, será pior que a pessoa que a estuprou.

  2. Pixie Responder

    Acredito que em vez de toda essa ‘papagaiada’ de ‘bolsa estupro’ e atendimento psicológico, deveríamos ir na raiz do problema: o estuprador. Se o governo pegasse cada animal desses e cortasse seu órgão sexual para que nunca mais fizesse essa atrocidade (estupro), o exemplo estaria aí. Tenho certeza absoluta que os casos desse crime cairiam/desapareceriam. Uma punição medieval para um ato medieval. Acordem!

  3. Joane Farias Nogueira Responder

    Querida, não tem apoio psicológico que faça alguém amar alguém. É forçar demais.

  4. lidianycs Responder

    O que vão dizer agora os que falam “é fácil falar em aborto quando vc já nasceu”?
    Toda minha solidariedade a essa moça e outras vítimas desse tipo de violência. =/

    1. Roberta Cristian Beatriz Responder

      pois é,so q ela esta ai,não se suicidou ne?entao,por mais dificil q seja,ela tem uma chance de ser feliz,coisa que um abortado nunca tera…

  5. Eliz Haddad Responder

    Não consegue se colocar na mesma situação, então não vem com conversa fiada sobre o que você supõe ter faltado. Ou nesse caso qualquer um também pode supor que pra poder entender o lado de quem sofre isso, tb te faltou passar pela mesma situação.
    Ou você acha que deve ser uma maravilha ser estuprada?
    Amor é respeitar a dor alheia. E nem isso vc soube fazer, como vem falar sobre falta de amor?

  6. Fabio Carvalis Nuno Responder

    Independente de atendimento psicológico, a escolha final sempre tem de pertencer a mulher. Tal atitude não pode ser forçada pra nenhum dos lados, psicanalise não é uma ciência exata, nem sempre tem resultado!
    É inegável que ainda vivemos numa sociedade onde os direitos das mulheres com relação ao próprio corpo, às suas vontades e desejos são negados e condenados!!!

  7. Judith Zaiden Responder

    Argumentos existem aos borbotões, ainda mais nesse mundo tão relativista e cheio de pessoas egoístas e mesquinhas. Reflito que a mãe dela somente pensou na criança, ainda que fosse desprovida do “conhecimento” de que talvez pudesse abortar, que fica nítido não ser a opção da mãe e sim da filha.

  8. Ludmila Rentas Responder

    Revoltada com os comentários de alguns leitores, sem um pingo de humanidade!!! Gente burra, ignorante, dominada pelo machismo e pela religião!!! Claudia Salgado, que você encontre a felicidade, que suas dores sejam força para sua caminhada nesta terra… o muito irônico de sua situação, é que você nasceu mulher… gratidão pelo seu ponto de vista, e muita gratidão por não ter sucumbido ao suicídio, como sugeriram.

  9. Leda Ferreira Responder

    Ela não tinha nenhuma obrigação de saber “como criar, como amar e como demonstrar amor” a uma criança não desejada, menos ainda uma resultante de violência sexual. NINGUÉM tem o direito de pedir isso a uma mulher.

    1. Roberta Cristian Beatriz Responder

      mas ninguem fala que a mulher e obrigada a criar e dar amor,so dizemos para nao matarem,coloquem num orfanato,porque,apesar de tudo,estarao vivas,terao uma chance.

  10. souakaty Responder

    Menina, que história essa sua! Me segurei pra não chorar.
    Acho muito bacana vc compartilhar sua história e mais ainda entender a importância da autonomia da mulher sobre o próprio corpo.

    Muita felicidade na sua vida!
    Beijos.

    1. Célia Escorsim Responder

      Chorar pra quê? tem mais é que agradecer a mãe que com coragem soube educá-la para que pudesse externar a sua opinião Opinião um tanto egoísta é claro, pois só pensa em você mesmo, Claudia. E, ainda recrimina a mãe por ter sido sua provedora. Olha ter uma filha assim… até dá para pensar em aborto. Nem uma mãe merece.

  11. Sueli Gabiato Responder

    Tem muitas mulheres loucas para ser mãe, 9 meses passam rápido e se formos vitima de um estupro e optarmos pelo filho e o entregá-lo para adoção, além de não cometer crime algum, não vamos conviver com o fruto do estupro e ainda presentear uma Mulher com desejo de ser mão. Isso é ato de amor e de sensatez

    1. Raquel Responder

      kkkkkkkkkkkkkkkk Você já foi a um orfanato? viu quantas crianças esperam por um lar? Já carregou uma Criança por 9 meses na barriga? Já teve que explicar para a sociedade pq akele filho que vc gerou por 9 meses não está sendo criado por vc?? Já SOFREU UM ESTUPRO ???????? PENSE MUUUITO MELHOR ANTES DE FALAR ESSAS MERDAS

    2. Raquel Responder

      E só para vc saber a lei do Nascituro é um PROJETO!!! NÃO É CRIME ABORTO EM CASO DE ESTUPRO!

    3. Raphael Mendes Responder

      Espero que você nunca seja vitima de estupro para não ser obrigada a conviver com a sua sensatez. É com pensamentos assim que o nosso país não vai pra frente.

    4. Andrea Responder

      NA SUA OPINIÃO! O QUE vc propõe é que as barrigas das mulheres estupradas sejam laboratórios de produção para mães que não podem gerar filhos? E como fica a cabeça dessa mulher? e VC ACHA QUE ESSA MARCA não ficará para sempre na criança? Não vejo amor nem sensatez nisso, vai me desculpar… crianças devem nascer de um união amorosa , consciente e de preferência preparada econômica e emocionalmente para receber mais uma vida e dar conta disso por longos anos ( no mínimo 20 anos) … depois é com cada um… acho uma insensatez seguir com uma gravidez fruto de violência! Isso é mais uma violência contra a mulher, tão ou mais ruim que o estupro.

      Quem dev e decidir ter ou não um filho é a mulher, o corpo é dela, e de preferência orientada por gente de juízo e experiência que saiba como é lindo e ao mesmo tempo penoso ter um filho e criá-lo, sobretudo, decentemente. Já é difícil com pai por perto, sem, é muito pior.

    5. Renata Vasques De Lima Responder

      Sueli Gabiato, em nenhuma instancia podemos dizer o que o outro é ou não capaz de suportar. Quem sou eu para falar que é certo ou errado? Sou a favor de apoiar a decisão da mulher(se deseja ou não ter o filho fruto do abuso). Para você os 9 meses podem passar voando e não significar absolutamente nada, que a experiencia do estupro seja totalmente esquecida ou superada, mais isso não é uma verdade absoluta, é a sua verdade apenas!

    6. Julio Almeida Responder

      isto é um ato de amor e sensatez claro! mas deve ser uma opção da mulher e nunca uma lei imposta. Ora, vitimas de estupro não podem ser classificadas, é necessario levar em consideração a diversidade humana e psicologica das mulheres, cada uma é unica e reage de forma unica, e tem condiçoes distintas de criar ou nao uma criança.

    7. Luccia Responder

      Sueli, os processos de adoção são lentos e custosos no Brasil. Se o que vc diz fosse, ao menos em parte verdade, não existiram tantos orfanatos abarrotados de crianças. Todos querem o bebê branco. Ninguém quer um filho negro de estupro, que já cresceu num orfanato.

      Além disso, são só 9 meses de bombas emocionais! Isso porque todos os hormônios explodem na gravidez. A mulher ficará revivendo a violência em sua cabeça por muito e muito tempo, com muito mais vigor e vivacidade.

      Ato de amor é acolher a decisão da mulher e não julgá-la. Ato de amor é entender que somente quem passou pelo violência pode julgar o que é passar pela violência. Ato de amor é parar de querer decidir o que é melhor para a mulher!

      9 meses passam rápido? Jura? O corpo e a memória dessa mulher ficaram marcados pelo resto da vida! Pelo ato, e pela gravidez, tudo deixará cicatrizes para que ela relembre.

      Fala-se tanto em respeito a vida, mas a vida da mulher é simplesmente negligenciada. Veja, não estou dizendo que todo bebê vítima de estupro deve ser abortado, até acredito que, em ALGUNS casos, esse bebê pode ser a fonte da cura e da recuperação para a mulher, mas isso somente ELA pode decidir.

      Antes de falar de ajudar uma outra mulher a ser mãe, vamos conversar sobre mudar um pouco as leis de adoção no Brasil, será que algo pode facilitar a adoção de um casal? Hoje em dia, para se adotar um bebê no Brasil são mais de 3 anos de espera. Antes de falar de direcionar esses bebês para “aquelas que sonham em ser mãe”, vamos conversar a conscientização da adoção de maiores de 3 anos com etnias diferentes da sua?

      A mulher não é apenas um forno onde de coloca esperma e depois se tira um bebê. Ela também é um ser humano!

      1. LisaEduarda Responder

        Quando eu tinha 11 anos fui morar com minha mãe e o novo marido dela. Devido a não gostar do meu pai e, também pelo fato de que ele morava em uma fazenda e os estudos la não eram adequados a educação que eu queria para mim. A primórdio, tudo ia muito bem! O meu novo padrasto era um pai para mim. Me levava a escola, pagava minha escola e não deixava me faltar nada. Não me dava bem com minha mãe. Por sermos tão parecidas – por dentro e por fora- nossos “santos” literalmente não se batiam. Então meu padrasto era a pessoa mais proxima de mim dentro de casa!
        Aos 12 anos, perdi meu melhor amigo em um acidente de trânsito terrivel. Como ele era a pessoa mais próxima de mim, cultivei o habito de escrever, só que agora eu escrevia sobre minha vida. Sobre meu dia a dia. Certo dia escrevi sobre minha primeira experiencia homossexual. Desde os 06 anos eu tenho certeza do que sou. Meu padrasto leu o que estava escrito naquele pequeno caderno que, por discuido, deixei em cima da cama. Era sexta feira e minha mãe estava trabalhando, quando cheguei de um passeio com meus primos, me deparei com ele dentro do meu quarto e só de toalha… O que veio a seguir foi uma sessão de machismo sobre “uma menina tão bonita não poder gostar de mulher” “O que te falta é um homem que te pegue de jeito” Então, sem ao menos esperar, tive meu vestido rasgado e fui empurrado ferrozmente contra minha cama. O que teve a seguir foi longos e torturantes minutos de dor e agonia. Foram minutos que pareceram uma eternidade. Ele era grande, musculoso e eu, apenas menina “normal” com estatura mediana e, pega de surpresa pelo homem que eu acreditava “me amar como filha” do que aceitar aquela torturosa noite chuvosa. Enquanto a chuva caia, caiam também as lagrimas dos meus olhos que queimavam meu rosto feito brasa quente. Depois fui ameaçada! Ele insistia que meu pai, de origem rigorosa, jamais aceitaria uma filha lesbica e que, se ele contasse, meu pai me amaria menos, uma vez que, meu pai me rejeitou quando nasci por ser totalmente diferente dele. Ter a pele muito branca e ser loira (uma bobagem pois ele é branco dos olhos verdes. Mas cada doido com sua doidice) Outra bobagem foi eu ter acreditado nele, sendo que hoje meu pai sabe e me aceita muito bem -apesar de nao convivermos juntos- O animal ainda me dizia que minha mãe jamais acreditaria em mim. Iria me culpar e que alem do meu pai, ela tambem me abandonaria. E como eu já não tinha uma relação boa com ela, morria de medo. Em outras palavras, ele usou uma ideologia fajuta para que eu, sendo ainda uma criança não tivesse a coragem de revelar que aquele monstro, tirou não apenas minha inocencia, tirou minha infancia, minha adolescencia e minha vontade de viver. Passei 2 longos anos torturantes ate que, contei a minha mãe. A reação dela espantou a mim. Eles se separaram. Mas como a vida nunca foi boa pra mim, minha mãe sofreu um acidente e ficou impossibilitada de andar por algum tempo. Visto que meu irmao mais velho morava no paraná, só lhe sobrava eu, uma menina de 14 anos que tinha que se virar em escola/trabalho (menos aprendiz) e cuidar da mãe que nem ao banheiro conseguia ir sozinha. Quem em todo seu arrependimento aparece para cuidar dela? Sim, o dito cujo. Ela, totalmente apaixonada o aceita de volta tornando meus dias mais uma vez torturantes. Então, aos 14 anos fui embora de casa. Arrumei aonde morar e fugi para o mais longe possivel daquela pequena demonstração do inferno! 1 ano depois voltei para casa com a promessa de que tudo seria diferente, mas uma vez inocente, acreditei. O que recebi em troca? 3 meses sem menstruar e quando me dei conta, o desespero bateu… nessa epoca eu namorava uma mulher que me deu total apoio que precisei. Mesmo ferindo o ego dela, mesmo que ela quisesse o matar, mesmo que ela não tivesse forças, ela tirou de algo mais forte que tudo isso -o que nós sentiamos uma pela outra-. Foi mais agonia do que eu podia suportar. Eu pesquisava metodos abortivos pela internet ao mesmo tempo que ela tentava convencer a nao o fazer. Eu nao tinha coragem de ir fazer um exame de gravidez e nem de contar a minha mãe. Então bebi chá de canela. Fui passar um final de semana no sitio dos meus avós maternos com namorada, quando cheguei lá, senti dores extremamente fortes no colo do utero e senti o sangue descer por entre minhas pernas. Até hoje não sei se de fato eu estava esperando um filho, mas sei que meses depois eu tive que fazer uma cirurgia para retirar um cisto hemorragico e tirei o ovario direito.
        Se me arrepedo? Não! Eu era uma criança, nao tinha conciencia de nada. Só queria me livrar daquela dor e daquela agonia. Só queria me sentir m pouco menos suja do que estava me sentindo. Queria apagar toda e qualquer lembrança daquele porco imundo. E, se eu tivesse contado a minha mae, provavelmente teria sido expulsa de casa com criança e tudo. Teria perdido o futuro brilhante que me espera. Teria perdido a namorada, a familia, amigos, escola, trabalho etc, tudo para não cometer o “crime” de me livrar de uma coisa que EU não escolhi? Sinceramente, teria feito tudo isso e mais um pouco. Hoje tenho 17 anos. Faz 1 ano que meu padrasto morreu em um acidente de trabalho. Caiu de mais de 30 metros de altura de cabeça no concreto. Desejei a morte dele no dia em que ele morreu. E desejaria novamente. Por que ninguem -a nao ser quem ja passou por isso- sabe o que eu passei naqueles malditos anos. Ninguem sabe toda a humilhação, toda a dor toda a vergonha que eu passei. Ele não tirou apenas minha virgindade, tirou minha vontade de viver, tirou minha energia e minha alma. Quando falam que vou para o inferno, digo e repito: ja conheci o inferno de perto. Passei longos e agonizantes anos no inferno e convivo todos os dias com o inferno dentro de mim. No meu intimido. Por que caros amigos, se tem uma coisa que tenho certeza que jamais esquecerei é daqueles anos que se arrastaram feito tartaruga com preguiça de andar.
        Ninguem entende ate passar. Ninguem sabe o que é a dor ate conviver. Entao nao espere que alguem saiba lidar com a situação se no seu simulacro, você conseguiu. Imaginar é fácil, ser, viver, presenciar, estar e conviver com isso, NÃO.

    8. Stephanie Oliveira Souza Responder

      Ah, claro! Passa rapidinho!
      Não vai interferir nos estudos, no trabalho, na vida, nos sonhos! São apenas 9 meses.

    9. Ana Paula Lima Ferreira Responder

      Mulher que opta por abortar em caso de estupro NÃO está cometendo crime algum Sueli. Existe uma lei que garante que ela possa fazer isso!

      Não sei se você já foi estuprada alguma vez, ou se já esteve em situações que poderiam terminar nisso, mas dizer que 9 meses, com uma criança que não foi desejada e é fruto de uma violência tão brutal, “passam rápido” é tão desumano com a mulher que foi violentada quanto o aborto, segundo a sua opinião, é para a criança.

      Quem está sendo mais desumana?

    10. Luan Santos Responder

      Ridículo seu comentário! Peça para ser estuprada se acha tão “normal” e sensato optar pelo progresso de uma gravidez indesejada fruto de um estupro!!

    11. Gleice Cardoso Responder

      Sueli, você conhece a realidade de crianças abrigadas? Conhece os índices de crianças que atingem 18 anos em casas sociais, saem com uma mão na frente e outra atrás porque ninguém quis adotá-las? Sabe o quanto de adoção internacional irregular / tráfico de pessoas acontece porque existem MILHARES de crianças sem responsáveis legais no Brasil? Sabe quantas crianças morrem diariamente vítimas de abandono?
      Onde estão as mulheres que sonham em ser mãe enquanto isso acontece?

    12. maísa Responder

      nem toda mulher que quer ter filho adota um filho.. e também não é tão simples assim entregar um filho para adoção, mesmo se ele não foi planejado.. sensato mesmo é entender que a mulher tem direito de escolher o que fazer com seu corpo. Se ela não sente-se pronta para ter um filho é melhor que não tenha… isso nada mais significa do que evitar sofrimentos futuros de uma outra pessoa (o filho) que mesmo sendo adotado por uma familia estruturada se sentirá rejeitado.
      não vejo problema nenhum em aborto, desde que ele seja por uma causa justa! e não existe causa mais justa do que a das vitimas de estupro.
      Repense seus conceitos Sueli, se fosse no seu caso você precisaria de apoio!

    13. Príscila De Fátima Martins Responder

      E O PSICOLÓGICO DA MULHER QUE NÃO QUER GERAR UM FILHO DO ESTUPRADOR???? SE FOR DO DESEJO DA MULHER TUDO BEM… MAS EXIGIR QUE QUEM JÁ FOI VITIMA DE ATO COMO ESTUPRO SEJA OBRIGADA A PASSAR PELO PROCESSO DA GESTAÇÃO É DESUMANO E EU COMO MULHER PREFERIRIA O SUICÍDIO…

      SE VOCÊ QUER SER MÁRTIR E SE PROVAR SUPERIOR QUE SEU DESEJO SEJA CUMPRIDO, MAS OBRIGAR QUEM NÃO QUER É CRIME… DESUMANO…

      E OUTRA COMO LIDAR COM O FATO DA CRIANÇA QUERER BUSCAR SUAS ORIGENS???? QUER DIZER EU PASSO PELO PROCESSO TODO DOS 9 MESES… DESPEJO UMA CRIANÇA INDESEJADA DO MEU VENTRE E DAQUI A 20 ANOS ELA VOLTA PARA QUERER ME CONHECER ME TRAZENDO TODOS OS MALES DE NOVO… ESPERANDO QUE EU LHE AME E LHE ABRACE… ENQUANTO MAIS EU DESEJO QUE ELA SUMA DA MINHA FRENTE… COMO LIDAR COM ISSO????

      1. Francisco F. Neto Responder

        Triste saber que existem ” Suelis Gabiato” , e como existem !!!!

      2. Roberta Cristian Beatriz Responder

        hahaha depois nos somos desumanos…nojo,suma da minha frente,nao seria filho so do estuprador,seria seu tbm,vc nao quer,doe,mas nao mate,e isso que nao se entende,vc nao esta se vingando do estuprador,vc esta fazendo mal a um ser que nao tem nada a ver com isso…mas nao adianta vcs serao sempre os certos,nao admitem repensar sobre uma verdade diferente das suas

    14. Aliane Nascimento Responder

      É Sueli, tem sim. Mas vc já passou pela situação? Já foi vítima de estupro ou qualquer tipo de violência sexual? Já se imaginou no lugar de uma mulher que engravida por conta do estupro? A convivência não é só após o nascimento, é durante a gravidez… A rejeição, o nojo… Você conhece o índice de suicídio cometido por mulheres que foram vítimas de estupro e se descobriram grávidas? Louvável as que se propõem a continuar com a gravidez e criar os filhos, mas as que não tomam essa decisão não devem ser apedrejadas, porque é exatamente isso que acontece: são “apedrejadas” e colocadas à margem das relações familiares e sociais injustamente, como se elas fossem as culpadas.

    15. Juliana Luysa Responder

      Você OU nunca sofreu uma violência assim OU não tem nenhum filho, pra dizer que 9 meses passam rápido e que esses 270 dias com um bebê crescendo dentro de você seja algo tão simples assim… seu discurso seria lindo, se a pessoa que precisa fazer isso estivesse com o coração cheio de amor e a cabeça sã, depois de ter seu corpo violado por um monstro.

    16. Luana Melina Responder

      Desculpa… Mas como assim 9 meses passam rapido???

  12. honeybun2500 Responder

    voce nao precisa de apoio psicologico para aprender amar um filho, o amor deve vir naturalmente.

  13. Rafael Responder

    É claro, porque ter que sair de casa, interromper os estudos, passar necessidade e ter um filho de um cara que te violentou a violando severamente não é nada né?? O que importa é “apoio psicológico”! lol

    Quando uma criança de 10 anos é estuprada e fica grávida você também é a favor do puro acompanhamento psicológico? E numa gravidez de alto risco? Que vida você escolhe salvar? A de um conjunto de células que nem tem consciência ainda ou a da menina? Ah, esqueci que o acompanhamento psicológico resolve tudo desculpa a pergunta idiota.

  14. Hannah Cardoso Responder

    “(…) minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim.”

  15. Diego Holanda Zimermann Responder

    Então, basicamente, o que você está falando é que faltou um parceiro…talvez um lar estável para que ela amasse a filha. Então, basicamente, o que você está falando é que ela não deveria ter engravidado ao ser estuprada. Ou casado com o ignorante do estuprador. Ou não ter sido violentada para começo de conversa. É disso que você está falando, né?

    O que faltou à mãe dela foi o acesso ao aborto;
    (não entrando no mérito de discutir a vida da autora do texto, mas sim concordando plenamente com sua opinião.)

  16. Andreia C. Andrade Responder

    Gente, leia a Lei direito! Ela **não vai impedir o aborto** de gravidez por estrupo! Ela só vai dar auxílio às mulheres que decidirem prosseguir com a gravidez! A sua mãe não precisaria ter seguido em frente sem auxílio algum. Ela teria direito a uma bolsa e à assistência do governo, não precisaria se matar de trabalhar para sustentar um filho que ela nem planejou. O governo pagaria a ela e ela poderia ter pelo menos uma chance de prosseguir com a vida melhor.

    Sério, leia direito a lei antes de falar besteira. A mulher contiuará tendo direito de abordar caso a gravidez seja de estrupo. O que muda só é que se ela resolver prosseguir com a gravidez, não será só e unicamente sua responsabilidade.

    1. Roberta Cristian Beatriz Responder

      ah sim,vai obrigar o estuprador a registrar,e cumprir seu “papel de pai”?ridiculo,se fosse eu,nem informaria as autoridades,pq ao inves de meajudarem me obrigariam a conviver mais com o monstro,a criança nao tem culpa,mas convivr com o pai,e o fim!

  17. matheus Responder

    História sem pé nem cabeça primeiro ela fala que sua mãe foi estrupada e depois cita sua tia que também sofreu o mesmo tipo de violência mas na maneira que ela descreveu que sua tia tinha sido estrupada por mais de um homem como se a mãe dela tivesse sido apenas um único, ai depois ela fala que sua mãe foi estrupada por vários e que sua tia conseguiu escapar.

    Será que esse tipo de HISTÓRIA não passa de uma ESTÓRIA com o intuito de tentar moldar um opinião contra esse tipo de lei ?

  18. Lilica Responder

    Cada caso é um caso, cada cabeça é uma sentença. Eu conheci uma mulher e o filho dela, fruto de um estupro. Ela optou por ter a criança, lutou por ela sendo mãe solteira, negra e pobre. Batalhou, hoje eles vivem na França e ele é um músico talentoso e de muito prestígio em Paris. Esse assunto é mesmo muito espinhoso mas a mulher deve ter o direito de optar.

  19. Grayce Gonçalves Responder

    Parabéns pelo seu depoimento corajoso, inteligente e emocionante. Espero que ajude as pessoas a pensarem sobre esse tema mais maturidade. Parabéns também a sua mãe, por ter sobrevivido e superado tamanha violêncio! Desejo que sejam muito felizes!

  20. fernanda Responder

    Se é que alguém aqui tem religião e acredita em Deus. Pelo amor, vocês realmente acham que Ele estaria muito feliz por nós tirarmos o direito de um ser sobreviver nessa terra? Por que se a pessoa engravidou nessa situação tão horrível é porque por algum motivo e infelizmente teve que passar por isso, enfim. Mais mesmo assim não temos o direito de tirar uma vida. O melhor é ter e doar, porque tem muita gente que quer ser mãe e não pode, e dará amor e carinho para criança. Sou contra pois sou a favor a vida, em qualquer situação. Eu acredito que só carregamos o fardo que aguentamos, e é com eles que amadurecemos, por mais difícil e doloroso que seja. E é crime sim, por que é uma vida. E o melhor que eu vejo nessa história é que depois de tanta dor a mãe dela encontrou alguém e conseguiu ser mãe novamente.

  21. Rosemeri Fagherazzi Responder

    Sou absolutamente contra o aborto, salvo quando a mulher corre risco de morte. Uma violência, não justifica outra, quanto as mulheres que sofrem o abuso que doem as crianças.
    Em casos de gravidez indesejadas, penso que com tanta informação isso é inadmissível, use preservativo, pilula, DIU, ou simplesmente abstenha-se. Liberdade sim com mas com responsabilidade.
    Nada na vida é por acaso, tudo tem uma razão e um porque!

  22. angel Responder

    Sou a favor em qualquer situação,estrupo ou não,ninguém paga conta de ninguém,vamos cada um cuidar da própria vida e parar de decidir pelo outro.

  23. Renata Vasques De Lima Responder

    Ricardo, como eu já disse antes respeito a decisão da mulher.
    Infelizmente homens não sofrem 1% dos abusos que as mulheres passam em seu dia a dia (de encochadas, cantadas vulgares até atos bárbaros como o estupro).
    Sendo assim, pouca vivencia possuem (claro existem casos onde o homem é estuprado mais são raros ), logo ao meu ver não tem além da hipótese e do achismo, informações e argumentos falhos e vazios.
    Não desejo, mais você já parou para se colocar do outro lado? Se a sua mãe, irmã, namorada, mulher, filha, enteada fosse estuprada e engravidasse? Teria você a mesma opinião e ação? E se essa figura feminina desejasse o aborto iria crucifica-la, apedreja-la com seus conceitos de certo e errado? Ou iria ampara-la, ama-la e conforta-la em um momento de tanta fragilidade?
    Botar o dedo na ferida alheia e vomitar verdades é fácil. Quando se enxerga a situação no conforto de sua casa, quando a situação dificilmente ocorrerá (afinal homens não engravidam).
    Aceito que não concorde com a minha opinião é um direito seu. Mais te faço um convite! Visite uma ong que presta auxilio a mulheres que sofreram abusos e agressões, vá a um orfanato e faça uma visita. Conheça essa realidade antes de julga-la!

  24. Luci Ramos Responder

    Vejo que as meniinas aqui não aceitam opniao contraria a matéria, chamando ate de “burras” quem discorda. Tenho que aqui não tem certo ou errado, apenas opnioes que devem ser repeitadas. Vou contar minha experiência, fiquei anos tentando engravidar, a cabeça pira, é muito dinheiro nos tratamentos, tive muitas complicações de saúde, ai quando consegui, já estava tao desgastada, que não queria mais, comecei rejeitar o bebe, tentei o aborto num momento de desespero. Sei que pela depressão recusei esse bebe na barriga e quando nasceu. Foi horrível cuidar de alguém que vc não queria. Passei por psicólogos e psiquiatras. Mas Deus me ajudou a superar, e fui tendo amor por esta criança que não tem culpa de nada, amor, amor, amor, que fui aprendendo a amar. Sei que não é a mesma coisa, não foi fruto de estupro, pois meu bebe foi feito numa clinica, mas hoje não me imagino sem meu filho, é a razão do meu viver. E agora quero adotar, pois não quero mais passar por uma gravidez, e ia ficar muito feliz se alguém que não quisesse desse para mim. Conheço mulheres que estão na fila por uma criança e não tem, bebe não ficam na fila de espera, são adotados rápidos. Entao penso que numa situação de estupro se a mulher conseguir esperar terminar a gravidez e dar para adoção seria uma boa pra aquela criança que nem sabe como foi gerada, e para muitos mulheres como eu que esperaram anos por um filho. Acho que nada apaga um trauma de um estupro, tendo o filho ou não, nada vai apagar o que aconteceu. Mas com ajuda de Deus podemos mudar toda historia de tristeza para uma vida feliz com alegria.

    1. Roberta Cristian Beatriz Responder

      com certeza,mas a realidade e que sao egoistas, mata o bebe do estuprador…fazem isso com raiva do estuprador,sóque o bebe n tem culpa,isso que nao entra em suas cabecinhas.doe,o prolema não e passar 9 meses com o bebe na barriga,afinal,a dificulldade maior e quando nasce,o problema e estragar o corpo por um filho que vc nao quer.e nao adianta dizer “ah pq abrigos nao e bem assim”mas pelo menos esta viva!

  25. Orlando Brasil Responder

    Espera a criança nascer pelo menos. Mata ela com um porrete na cabeça.

    1. Roberta Cristian Beatriz Responder

      pois e assim seria crima,mas na barriga não,que estranho o pensamento desses pró-abortistas egoistas nao?

  26. Beatriz de Moraes Responder

    Eu sou a favor do Aborto em caso de estupro, pois a mulher não é obrigada a levar adiante uma gravidez oriunda de um abuso.
    Mas sou contra o Aborto em outras circunstâncias, tais como as mais comuns.. Onde a mulher escolheu seu parceiro sexual, não se preveniu e engravidou.

  27. Ricardo Mendes Responder

    Me perdoe Izabela, sua opinião é, no mínimo, incoerente!
    Voce diz: “Feto nao é uma pessoa!” ao mesmo tempo em que fala de “uma criatura gerada a partir de uma situação no mínimo hostil”…….afinal, o que seria no seu vocabulário a palavra criatura? Algo ou alguém que foi criado, talvez…seria isso? Entao posso deduzir que vc, em algum momento da sua vida foi uma criatura? Sim…obvio que sim….e prosseguindo: Esta criatura, outrora um feto, virou um SER HUMANO, como que em um passe de magica!!!! Incrível, abre-se a barriga ou as pernas (dependendo do tipo do parto ) e pronto, faz-se a magica!!!! Pelo amor de Deus, nao seja tao infantil, creio que vc deva ser bem mais inteligente que isso…..Se a “criatura” for fruto de uma relação de “comum acordo”, ela passa a ser chamado de filho no seu vocabulário, desde o momento em que se fica sabendo……..ENGRAÇADO ISSO NAO ACHA???
    Sera que a se sua “criatura” (se tiver o direito garantido por aqueles que podem fazer algo por elas) puder permanecer por 9 meses se desenvolvendo dentro da sua barriga, sera que ela nascera um monstrinho ou sera que nascera uma criança?? Putz…..com seus comentários, talvez algum coitado acredite que possa ser um monstrinho, mas a realidade é bem outra.
    E outra coisa: pra vc que se sente diminuída e com comentários típicos de quem se sente excluida e ávida por decidir sua vida, pouco se fodendo pro resto e pros outros (no caso, a criatura), saiba que meus comentários nada tem de machistas….afinal, quem esta aqui defendendo livre arbítrio irresponsável é vc, alias o post é tipicamente feminista, se é que vc conseguiu perceber. Faz sentido, dentro do seu raciocínio, tudo o que for contra, ser taxado de machista…
    Quanto a ser religioso, sem duvidas, tenho um Norte, que é bem diferente do meu espelho!

  28. Roberta Cristian Beatriz Responder

    lindo,concordo

  29. Roberta Cristian Beatriz Responder

    concordo,fala fala mas nao se mata.se a mae dela tivesse a abortado? ai sim,ela poderia la do ceu reclamar

  30. Roberta Cristian Beatriz Responder

    bem assim,infelizmente pouca gente pensa como vc…mas seria uma boa ne…vamos matar a claudia pra mae dela nao conviver mais com o fruto do estupro,agora seria crime?na barriga da mae,totalmente indefeso nao e?estranho,nao?

  31. Roberta Cristian Beatriz Responder

    merda é gente como vc que acha que tirar uma vida e assim,normal,

  32. Roberta Cristian Beatriz Responder

    pois é,pq nao se matou ne?ta ai viva,entao por mais dificil q seja,ela tem a chance de ser feliz,o que um bebe abortado nunca tera,isso que nao entra na cabecinha egoista das pessoas

  33. Roberta Cristian Beatriz Responder

    pois e,sou contra o aborto mas tbm contra a lei do nascituro,e ridiculo forçar a mae a conviver com o estuprador,se a mae nao quer o filho,agilizem papeis para a adoçao ou a colocaçao em orfanatos,se a mae quer,de assistencia psicologica e certifiquemse que o estuprador nunca mais torna ra a incomoda-las,ai sim acho bonito

  34. Tatianna Lampert Responder

    Devemos levantar a bandeira para PENA DE MORTE DOS ESTUPRADORES. Isto seria coerente. E consequentemente aprovar o aborto em caso de estupro em que a mãe não veja nenhuma saída para amenizar seu trauma.

  35. C T Responder

    OK, #1) Uma das definições gerais de “Estupro”,de acordo com o sistema penal é : “um crime aonde um individual impõe sua força, física ou moral, sobre a da vítima”.Isso significa que você está feliz de ficar submetendo as vítimas à um segundo estupro ”

    #2) Um embrião não é “uma criança”, você destrói mais células antes de tomar o café da manhã, (entre tomar banho, lavar o cabelo, escovar o cabelo, escovar os dentes e limpar os ouvidos), do que existem num embrião de 8 semanas.

    #3)Vai e adota todos os órfãos que existem no mundo, antes de julgar e exigir que uma vítima de estupro passe por 9 meses de tortura.

  36. lucia Responder

    eu tbm fui estuprada qnd eu tinha 15 anos eu era virgem so que eu era rebelde ficava com varios rapazes mas na hora h caia fora eu dizia para todos que transava com um com outro os carinhas nao desmentiam mesmo que depois em particular mi perguntavam o porque de fazer isso. na verdade nem eu sabia queria so ser igual as minhas amigas.. (que bobagem)… minha familia vivia em um sitio era praticamente na cidade so o que separava era uma trilha que eu sempre fazia correndo porque era no meio da mata mas tipo 3 minutos correndo e chegava aonde tinha luz do poste… qnd comecei a correr de traz de uma arvore saiu um homem mi assustei parei e qnd fui gritar senti outro que mi segurava.. esse mi estrangulava e eu nao pensei em nada e do nada vi o escuro…. quando acordei estava sem a parte de cima da roupa mas ainda estava com a calça mi fazia muito mal o pescoço e sentia as partes intimas que doiam nao queria nem pensar e sai da trilha de joelho para ninguem mi ver corri pra casa e corri pro banheiro minha mae levantou e começou a me xinga eu nao consiguia entender o que ela dizia so tirava a roupa correndo e ai vi que estava com a calcinha virada ao contrario tinha muito liquido viscoso tomei um banho e chorei muitoooooo sai do banheiro mi vesti no meu quarto minha irma acordou e perguntou o que era aquilo no meu pescoço?? eu nem tinha visto aquela noite sentia o barulho do muinho que qnd chegava na agua batia como um martelo e eu contava as batidas ate 1.000 e depois voutava a contar do 0 nao pensava no que tinha ocorrido nao queria lembra queria so esquecer.. parei de sair de casa comecei ajudar em casa todos viram que mudei e aprovaram diziam finalmente vc cresceu.. mas eu infelizmente queria s morrer varias vezes peguei remedios da minha avo e ensaiva tomar mas era muito covarde pra tirar a propria vida… nao demorou muito para minha mae perceber que eu estava gravida eu nem tinha percebido pensava que estava engordando.. estava ja de 6 meses todo mundo falava mal de mim riam do meu pai e diziam por isso que ela sumiu ahahahhaah meu pai saiu da minha cidade e pra mim foi um alivio tive meu filho um dia de abril foi o dia mais feliz e triste de minha vida quele ser tbm era parte de mim e por qncrivel que pareça inventei um pai imaginario para meu filho um carinha que eu saia antes de ser estuprada e na epoca todos pensaram que foi ele e ele por incrivel que pareça queria ate registrar a criança coisa que eu nao deichei porque sabia que nao era ele… ele uma vez tinha gozado comigo mas eu estava vestida entao ele pensava que derrepente e eu disse que sim que foi proprio daquele geito crescendo ele percebeu que nao era possivel porque em nenhum momento ficamos nu ou ele chegou perto das minhas partes intimas.. de qualquer forma hoje meu filho tem 15 anos somos muito felizes e nao vivo mais no brasil tenho uma familia maravilhosa onde nasceu uma menina muito desejada nao gosto de dizer que meu filho nao foi desejado so nao era esperado o meu unico problema è que meu filho pergunta muito do pai e eu nao sei o que dizer so sei que nao direi nunca que ele foi fruto de um estupro

  37. LisaEduarda Responder

    Quando eu tinha 11 anos fui morar com minha mãe e o novo marido dela. Devido a não gostar do meu pai e, também pelo fato de que ele morava em uma fazenda e os estudos la não eram adequados a educação que eu queria para mim. A primórdio, tudo ia muito bem! O meu novo padrasto era um pai para mim. Me levava a escola, pagava minha escola e não deixava me faltar nada. Não me dava bem com minha mãe. Por sermos tão parecidas – por dentro e por fora- nossos “santos” literalmente não se batiam. Então meu padrasto era a pessoa mais proxima de mim dentro de casa!
    Aos 12 anos, perdi meu melhor amigo em um acidente de trânsito terrivel. Como ele era a pessoa mais próxima de mim, cultivei o habito de escrever, só que agora eu escrevia sobre minha vida. Sobre meu dia a dia. Certo dia escrevi sobre minha primeira experiencia homossexual. Desde os 06 anos eu tenho certeza do que sou. Meu padrasto leu o que estava escrito naquele pequeno caderno que, por discuido, deixei em cima da cama. Era sexta feira e minha mãe estava trabalhando, quando cheguei de um passeio com meus primos, me deparei com ele dentro do meu quarto e só de toalha… O que veio a seguir foi uma sessão de machismo sobre “uma menina tão bonita não poder gostar de mulher” “O que te falta é um homem que te pegue de jeito” Então, sem ao menos esperar, tive meu vestido rasgado e fui empurrado ferrozmente contra minha cama. O que teve a seguir foi longos e torturantes minutos de dor e agonia. Foram minutos que pareceram uma eternidade. Ele era grande, musculoso e eu, apenas menina “normal” com estatura mediana e, pega de surpresa pelo homem que eu acreditava “me amar como filha” do que aceitar aquela torturosa noite chuvosa. Enquanto a chuva caia, caiam também as lagrimas dos meus olhos que queimavam meu rosto feito brasa quente. Depois fui ameaçada! Ele insistia que meu pai, de origem rigorosa, jamais aceitaria uma filha lesbica e que, se ele contasse, meu pai me amaria menos, uma vez que, meu pai me rejeitou quando nasci por ser totalmente diferente dele. Ter a pele muito branca e ser loira (uma bobagem pois ele é branco dos olhos verdes. Mas cada doido com sua doidice) Outra bobagem foi eu ter acreditado nele, sendo que hoje meu pai sabe e me aceita muito bem -apesar de nao convivermos juntos- O animal ainda me dizia que minha mãe jamais acreditaria em mim. Iria me culpar e que alem do meu pai, ela tambem me abandonaria. E como eu já não tinha uma relação boa com ela, morria de medo. Em outras palavras, ele usou uma ideologia fajuta para que eu, sendo ainda uma criança não tivesse a coragem de revelar que aquele monstro, tirou não apenas minha inocencia, tirou minha infancia, minha adolescencia e minha vontade de viver. Passei 2 longos anos torturantes ate que, contei a minha mãe. A reação dela espantou a mim. Eles se separaram. Mas como a vida nunca foi boa pra mim, minha mãe sofreu um acidente e ficou impossibilitada de andar por algum tempo. Visto que meu irmao mais velho morava no paraná, só lhe sobrava eu, uma menina de 14 anos que tinha que se virar em escola/trabalho (menos aprendiz) e cuidar da mãe que nem ao banheiro conseguia ir sozinha. Quem em todo seu arrependimento aparece para cuidar dela? Sim, o dito cujo. Ela, totalmente apaixonada o aceita de volta tornando meus dias mais uma vez torturantes. Então, aos 14 anos fui embora de casa. Arrumei aonde morar e fugi para o mais longe possivel daquela pequena demonstração do inferno! 1 ano depois voltei para casa com a promessa de que tudo seria diferente, mas uma vez inocente, acreditei. O que recebi em troca? 3 meses sem menstruar e quando me dei conta, o desespero bateu… nessa epoca eu namorava uma mulher que me deu total apoio que precisei. Mesmo ferindo o ego dela, mesmo que ela quisesse o matar, mesmo que ela não tivesse forças, ela tirou de algo mais forte que tudo isso -o que nós sentiamos uma pela outra-. Foi mais agonia do que eu podia suportar. Eu pesquisava metodos abortivos pela internet ao mesmo tempo que ela tentava convencer a nao o fazer. Eu nao tinha coragem de ir fazer um exame de gravidez e nem de contar a minha mãe. Então bebi chá de canela. Fui passar um final de semana no sitio dos meus avós maternos com namorada, quando cheguei lá, senti dores extremamente fortes no colo do utero e senti o sangue descer por entre minhas pernas. Até hoje não sei se de fato eu estava esperando um filho, mas sei que meses depois eu tive que fazer uma cirurgia para retirar um cisto hemorragico e tirei o ovario direito.
    Se me arrepedo? Não! Eu era uma criança, nao tinha conciencia de nada. Só queria me livrar daquela dor e daquela agonia. Só queria me sentir m pouco menos suja do que estava me sentindo. Queria apagar toda e qualquer lembrança daquele porco imundo. E, se eu tivesse contado a minha mae, provavelmente teria sido expulsa de casa com criança e tudo. Teria perdido o futuro brilhante que me espera. Teria perdido a namorada, a familia, amigos, escola, trabalho etc, tudo para não cometer o “crime” de me livrar de uma coisa que EU não escolhi? Sinceramente, teria feito tudo isso e mais um pouco. Hoje tenho 17 anos. Faz 1 ano que meu padrasto morreu em um acidente de trabalho. Caiu de mais de 30 metros de altura de cabeça no concreto. Desejei a morte dele no dia em que ele morreu. E desejaria novamente. Por que ninguem -a nao ser quem ja passou por isso- sabe o que eu passei naqueles malditos anos. Ninguem sabe toda a humilhação, toda a dor toda a vergonha que eu passei. Ele não tirou apenas minha virgindade, tirou minha vontade de viver, tirou minha energia e minha alma. Quando falam que vou para o inferno, digo e repito: ja conheci o inferno de perto. Passei longos e agonizantes anos no inferno e convivo todos os dias com o inferno dentro de mim. No meu intimido. Por que caros amigos, se tem uma coisa que tenho certeza que jamais esquecerei é daqueles anos que se arrastaram feito tartaruga com preguiça de andar.
    Ninguem entende ate passar. Ninguem sabe o que é a dor ate conviver. Entao nao espere que alguem saiba lidar com a situação se no seu simulacro, você conseguiu. Imaginar é fácil, ser, viver, presenciar, estar e conviver com isso, NÃO.


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