O MPL foi sequestrado nesta quinta na Paulista

Extremistas de direita podem transformar um movimento que surgiu animador em mais um problema nacional.

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Extremistas de direita podem transformar um movimento que surgiu animador em mais um problema nacional.

Do Diário do Centro do Mundo

Avenina Paulista neste quinta-feita (Foto: Reprodução / Diário do Centro do Mundo)

O MPL foi sequestrado na manifestação desta quinta-feira, 20, em São Paulo, por extremistas de direita interessados apenas em tumultuar.

Eles tentaram negar o direito banal de alguém ir a uma manifestação portando a bandeira de seu partido, seja ele qual for.

Isso se chama censura. Isso remete a ditaduras.

A rua é de todos.

Até aqui, o MPL ganhou a simpatia dos brasileiros por se apresentar como uma resposta a um conjunto enorme de coisas que estão erradas no Brasil, sobretudo na engessada a viciada arena da política.

Mas se for manipulado, como aconteceu em São Paulo na última manifestação, o MPL deixará de ser uma solução para se tornar mais um problema entre tantos outros.



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16 comments

  1. Fabrício Responder

    Na realidade estão invertendo as coisas. Não foi o MPL que ganhou simpatia dos brasileiros, os brasileiros estão nas ruas por outros motivos, o pequeno grupelho do MPL se manifestando só foi o estopim pra Brasil ir pras ruas. E se não fosse esses “extremistas de direita”, que por sinal não levam as suas bandeiras de direita (ou seja, piada né ? Acha que somos burros pra cair nessa ?), o MPL não teria conseguido nem abaixar a passagem dos onibos, estaria apanhando até hoje por atos de vandalismos que insistem em fazer até hoje, sendo que a maioria que a paz prevaleça nos atos. Vocês de esquerda, não vão usar o povo, porque o povo está por aqui justamente com o governo de esquerda que VOCÊS defendem se tornando tão corruptos quanto os que estão no poder !

  2. Diogo Francisco Responder

    A culpa nao e do mpl o mpl apoiou os partidos hoje
    e foi atacado tb

  3. Glauco Roberto Gonçalves Responder

    Da
    série “o conjunto de relações sociais mediadas por imagens”: O
    dia em que a alienação vestida de indignação saiu às ruas.

    Com
    o pequeno punhado palavras combinadas que seguem não pretendo dar
    nenhum nenhum conselho, alerta, dica, orientação ou coisa do tipo
    ao MPL e aos que iniciaram este Junho mais quente do que qualquer
    outro. Nenhum punhado de letras pode dizer algo para estes que tem
    executado nas ruas narrativas muito mais vivazes, tirando da língua
    e do papel e pondo na cidade tudo que pode ser dito.

    O que move este texto é o fato
    de que a peróla foi tomada pelos porcos, que de bandeiras e pinturas
    nacionalistas foram às ruas em mais um epsódio que a verdade
    tornou-se um momento do que é falso.

    O ponto de inflexão aqui é,
    portanto, o dia 17 de Junho. Dia para entrar na história do
    espetáculo! Dia em que a confusão e a explicação atônitas,
    eufóricas cantaram o hino nacional para os Wilhans Bonners verem,
    louvarem e transmitirem.

    Impossível continuar sem
    começar pela noção das massas. Eis o fetiche que une direita,
    esquerda, marcha de Jesus Gay e tudo mais. O legado e o formato das
    massas é o veneno-remédio que segue moldando com exclusividade toda
    forma de agir e manifestar.

    Mas é preciso lembrar que não
    há massa que não seja moldada de acordo com que a amasse. Agora,
    em lugar nenhum do planeta existe massa que adquira forma de modo
    independente: toda massa precisa de molde e de modelador.

    Aqui o conservadorismo da
    manifestação em forma de massa imobiliza a revolta e quiça a
    revolução.

    A massa inviabiliza o coletivo.
    A massa esboroa o Movimento e os que AINDA movem o mundo sabem disso.

    Os que rogam a revolta com a
    premissa das massas tem um cadáver na boca. Nós os vomitaremos sem
    votos!

    De quinta-feira da semana
    passada (13 de Junho) até segunda-feira desta semana o Brasil passou
    por uma operação de atualização espetacular digna de nota. Eu não
    tenho conhecimento de outro momento em que tal fato tenha ocorrido em
    outro lugar nenhum ( há quem queira citar 89 ou os caras pintadas).
    Trata-se de um roubo em larga escala, trata-se da cooptação quase
    generalizada (quase porque a turma do MPL não é boba, nem fraca,
    nem nasceu ontem!!!) de um movimento genuíno, legítimo (clássica
    -e vazia- expressão usada em contexto político) e agregador.

    Tal operação foi posta em
    curso, pois os detentores do poder, bem como da mídia e do monopólio
    da violência, sabem perfeitamente que o sistema é frágil. Embora
    nos digam o tempo todo que é impenetravel, sabem -temem- que o
    castelinho de cartas seja assoprado.

    Ficou claro, mais uma vez, que
    destriur ( não entenda aqui quebrar coisas banais) é mais fácil
    que manter.

    A
    questão que me fez vir até aqui foi buscar entender como foram
    jogados na rua os tais 250 mil zumbis verde-amarelos com cartazes
    Jaborianos, Josoarianos, Dimenstainianos, Ponderianos, em suma:
    coxinianos. A diminuição da tarifa enveredou em segundos na
    diminuição da maioridade penal. E este rebosteio preciso ser
    abordado para evitarmos novos capítulos desta tragédia que procura
    esvaziar a única possibilidade de completude.

    Primeiro, para tanto, é preciso
    partir da premissa de que o censo comum político brasileiro é ralo,
    raso, irrisório. Irracionalmente reacionário. Quem tem como prática
    conversar na padaria, no mercado, na rua, no ônibus, etc…se depara
    constantemente com a indignação sendo moldada como reação. A
    insatisfação da população já há muito tempo é canalizada no
    corrego do conservadorismo mais banal e selvagem. O censo comum
    político brasileiro reúne estranhamente o prisma da indignação
    que sem as devidas ferramentas (e com os depressivos meios de
    comunicação) se torna reação. Aqui a distância entre a rebeldia
    contra o poder e o poder contra a rebeldia desaparece em segundos (ou
    de quinta pra segunda). Um torna-se o outro posto em curso por duas
    ou mais opiniões mais efervescêntes. O horror contra a violência
    polícial se transmuta em uma horrorosa policialização
    anti-violência (vandalismo). Se quinta-feira as ruas de São Paulo
    tinha a violência polícial como realidade, na segunda-feira a
    polícia de farda não foi necessária pois beiravam os 100 mil
    políciais sem farda do censo comum contra o que chamam vulgarmente
    vandalismo.

    A política espetacular constrói
    seu espetáculo político!

    A corrupção é palavra de
    ordem que dá o tom do censo comum no Tucanistão (feliz-triste
    expressão de um amigo que já faz tempo diz muito além dos tucanos.
    Aliás peço aqui ajuda aos biólogos para entender essa nova -nem
    tão nova- espécie de tucanos avermelhados estrelados.) A corrupção
    é a palavra-mantra que impede de ir além. Por corrupção se
    entende tudo e, ao mesmo tempo, nada. A bate estaca contra a
    corrupção tem um sentido (tem sido sentida) como o último bastião
    na defesa da forma mercadoria. Isso porque a crença anti-corrupção
    é aquela de gostaria de ver o mundo da mercadoria se reproduzindo
    sem contradições. Basta acabar com a corrupção para a mercadoria
    viver livremente enquanto nos escraviza.

    Também é de praxe, mas nos
    eventos desta semana foi ainda mais brutal e gritante, ver a profusão
    de filhos da puta querendo gozar com o órgão genital do outro.
    Leia-se todos aqueles que estão contando vitória em nome da redução
    da tarifa, quando o movimento que propôs as manifestações chama-se
    PASSE LIVRE.

    Não há meia vitória!

    Só há uma vitória possível!

    Abutres, vermes e partidos vivem
    do passado. Nós queremos todo o resto!

    A quem diga (gente que eu
    respeito e gosto) que é preciso unir esquerda. Eu concordo. Só
    resta discutir agora o que é a esquerda!

    A
    radicalidade não tem meio termo. As instituições nunca mereceram
    respeito. O único mundo possível está por ser feito nas ruas, sem
    bandeiras, nem cartazes. As manifestações populares estão postas
    no horizonte (Viva o MPL, O MTST, os grupos autonomos, os movimentos
    populares, a periferia, e todos os outros que sabemos bem quem são).
    É preciso disputá-las com os canalhas profissionais da política de
    amanhã, que querem torná-las inócuas. As massas não são a
    solução!

    A
    revolução não é antiquada, nem inadequada. Precisa ser lembrada,
    discutida, posta a prova: retirada do baú das palavras proibidas.
    Ainda que ninguém tenha falado dela, ela está em cada esquina em
    chamas. E o sistema treme, e por isso quer caras verdes-amarelas!

    Os
    saques no centro na Terça-feira mostram o desprezo e o fetiche pela
    forma mercadoria. Toda mercadoria destituída de valor de troca dá
    pistas de um novo mundo, dá pista do fim da mercadoria.

    O futuro precisa deixar de ser
    uma camara de gás.

    A luta pelos tais 20 centavos é
    também a luta pelo fim do dinheiro (não falo em nome do MPL, mas
    sei bem que eles sabem disso).

    A luta pelo direito à cidade
    passa irrevogavelmente pela saborosa arte de subverter e sabotar as
    engrenagem da cidade que ai está.

    Violência
    é aquilo que você assiste sentado confortavelmenmte na sua sala. O
    que os ditos vandâlos fazem é criar portais (tipo aqueles da
    caverna do Dragão) que flertam com um mundo que está por vir, aonde
    não teremos vandalismo pois não teremos que cultuar nem respeitar
    nenhum objeto. Nenhuma mercadoria é humana, não há violência
    contra coisas!

    A quem peça a morte, nós
    queremos a vida em toda sua potencialidade para todos!!

    Tudo isso está por ser
    disputado no jogo contra aqueles que querem seguir produzindo a
    realidade e as relações sociais de dentro de seus termos, com suas
    análises.

    Eles já nos roubaram tudo (nos
    fazendo comprar em prestações). Agora nos resta roubar deles todos
    aqueles pintados e embandeirados que eles mandaram às ruas.

    A revolução será uma festa,
    que talvez já tenha começado.

  4. avatar Responder

    extremista diretira é o seu cú, a esquerda com medo da merda que fez agora quer preservar esta bosta de moviemento (de esquerda) que saiu ao controle, e você está junto tentanto capitalizar e já incriminar uma extrema direita que sequer esteve lá.

  5. Amaury Bertoni Responder

    Neste atual momento tenho a impressão de que é um tremendo equivoco portar uma bandeira do PT nas manifestações. Seria quase que a mesma coisa que levar uma bandeira do Palmeiras num ônibus da torcida do Corinthians.

  6. Renée Yudi Oshiro Responder

    Nenhum Líder do MPL proibiu bandeira partidaria, os próprios
    manifestantes não querem bandeira partidaria, isso é facilmente
    comprovado pelo facebook ou twitter, isso não é nenhum tipo de golpe
    aliás é ridiculo a maioria não quer ditadura ou comunismo muito menos
    anarquia, os manifestantes não querem bandeiras partidarias pelo simples
    fato, de que a maioria dos politicos não representa o povo brasileiro,
    tantos políticos corruptos causam essa revolta contra partido politico
    no protesto.

    Essa tag ”Direita extremista” é ridicula, a gente
    quer é que esses politicos parem de fazer falsas promessas e cumprir o
    que foi prometido, nós precisamos de um pais que de condições dignas
    para a população.

  7. LEANDRO PEREIRA DOS SANTOS Responder

    OS MILITANTES DO PT FORAM NA PASSEATA PARA TUMULTUAREM ELES SABIAM DESDE O INICIO QUE O MOVIMENTO ERA APARTIDARIO. ENTÃO ELES PODERIAM PARTICIPAR NORMALMENTE MAS DEVERIA RESPEITAR A IDEOLOGIA DO MOVIMENTO DE SER APARTIDARIA E NÃO CARREGAR BANDEIRAS DO PARTIDO PARA AFRONTAR.

    O PT QUER APENAS APARECER PARA MOSTRAR QUE ESTÁ APOIANDO JÁ QUE O ANO QUE VEM É ANO DE ELEIÇÃO E ELES NÃO QUEREM ARRANHAR MAS A IMAGEM DO PARTIDO JUNTO A POPULAÇÃO.

    MAS ELES SÃO BURROS POR QUE A MANIFESTAÇÃO É CONTRA A CORRUPÇÃO DOS MEMBROS DO PROPRIO PARTIDO COMO APOIAR UM MOVIMENTO QUE É CONTRA O PROPRIO GOVERNOS DELE.

    O PT SÓ TEM A PERDER PARTICIPANDO DE UM MOVIMENTO QUE NASCEU DO POVO E QUE É CONTRA GENOINO, JOÂO PAULO CUNHA, AO PROPRIO GOVERNO DA DILMA.

    NÃO SE PODE SERVIR A DOIS SENHOR EX DE AGRADAR A UM E DESAGRADAR O OUTRO, COMO PODE ESTAR NO PODER E CONTRA ELE AO MESMO TEMPO.

    IDIOTAS OPORTUNITAS.

  8. Alarico, o Visigodo Responder

    Quem assistiu o Roda Viva na segunda sabe que os integrantes do MPL não vinculam o movimento a partido nenhum, MAS não endossam o antipartidarismo, muito pelo contrário

  9. Cauê Gonçalves Responder

    Não foi a MPL e sim o povo. Não é só em SP, é no Brasil inteiro.

  10. Daniela Guenther Responder

    Cabe a nós não permitirmos, quando se luta por uma causa social, devemos saber do que estamos falando, não simplesmente seguir o fluxo, quem está tentando desvia-lo, acaba conseguindo pela ignorância das pessoas, não vamos deixar o Brasil dormir de novo! #vemprarua

  11. Alexandre Responder

    Movimento de direita? O Haddad e a Dilma são de onde? Da direita? Se não são, tão parecidíssimos…então, pára com esse papo furado porque ninguém é bobo mais não!! Só vocês, com essa manchete babaca!!!

  12. Nyappy Responder

    Tá certo, tolerância ZERO para oportunistas.

  13. Thiago Luis Responder

    So corrigindo você o MPL É DE ESQUERDA…

  14. Felipe De Castro Silva Ferreir Responder

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK PUNKS E SKINHEADS DE DIREITA KKKKKK

  15. Ricardo Picchiarini Responder

    Este movimento, e com ele o MPL, tem aversão ao universo partidário e à política tradicional, daí não permitirem a manifestação de bandeiras partidárias. Os que levaram bandeiras partidárias a um movimento como este certamente não sabiam o que estavam fazendo por lá e é natural que fossem hostilizados. A tentativa de apropriação que os partidos fizeram é que foi absolutamente equivocada. Não chamemos de fascistas a quem não é. Senão, quem está sendo incompreensivo e autoritário?

  16. Daniel Araujo Responder

    Então, querer manter o movimento apartidário é ser de direita! Ao contrário, considerando que o movimento denuncia um modelo político em que não há um partido que se salve e, principalmente, modelo que os principais partidos nada fizeram para moralizar, é absolutamente fundamental impedir bandeiras partidárias.
    A acusação de “direita” apenas confirma o desespero de alguns partidos para pegar carona no movimento agora que ganhou força.
    Poderia ter sido diferente se algum grupo “autêntico” de um dos partidos houvesse iniciado o movimento.
    Também é sintomático que no alto desta página estejam os logos de . . . BNDES, Petrobras. governo federal…
    Qual a independência editorial da Forum?


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