Assembleias e Conselhos Populares, Já! – referências e metodologias

Como reflexo das Manifestações que tomaram conta do país, as Assembleias Populares começam a se espalhar pelo Brasil. Com isso, se avançarmos coletivamente com as Assembleias, o povo brasileiro poderá dar mais um salto...

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Como reflexo das Manifestações que tomaram conta do país, as Assembleias Populares começam a se espalhar pelo Brasil. Com isso, se avançarmos coletivamente com as Assembleias, o povo brasileiro poderá dar mais um salto (ainda mais surpreendente para aqueles que “não entenderam nada” do que está acontecendo), saindo do estágio da manifestação e revolta “em si” para transformarmos o movimento em “para si”. No primeiro momento as pessoas foram às ruas para dizer “o que não queremos”, agora é a hora de dizermos “o que queremos”, e mais adiante “como queremos”, e ainda mais adiante “com quem queremos”. Enfim, há todo um caminho a percorrer e que só poderá ser completado se soubermos aproveitar cada experiência construída, seja no Brasil ou fora. Acabo de receber uma proposta que compila de experiências muito relevantes a serem levadas em conta, como as Assembleias Populares no estado de Oaxaca (México), o 15M (indignados e acampados na Espanha), o Occupy Wall Street e as Assembleias Populares no período da República Espanhola (1936/39) e apresenta uma proposta de plataforma colaborativa e em software livre para a facilitação de Assembleias Populares:

http://net.coolmeia.org/pages/view/4979/forum-das-1000-mesas-permanentes

Assim, quem se interessar, entre em contato direto com o Coletivo Coolmeia, que disponibilizará as ferramentas necessárias para a construção de pautas e sistematização de decisões, sejam em assembleias por local de moradia, estudo, trabalho ou temáticas (como a ocorrida em São Paulo, com o tema Comunicação, ou a Assembleia Popular do Rio de Janeiro, que divulguei no último artigo). Como preocupação principal, precisamos levar em conta mecanismos de consulta que privilegiem manifestações de pessoas não acostumadas a falar em assembleias, seja dividindo a assembleia em rodas menores de escuta, coleta de opiniões em cartões (mil mesas), abertura de plataforma na internet (como apresentada pelo coolmeia) para recolhimento de opiniões, entre outras formas de expressão. Também será bom se tod@s pudermos utilizar a mesma ferramenta de modo a estabelecer uma comunicação entre as Assembleias, até a realização de Assembleias municipais, regionais, estaduais e Nacional. Notem, se assumirmos a construção das Assembleias Populares estaremos dando uma nova consequência às manifestações do povo brasileiro, efetivando novas formas de poder, construído “de baixo para cima”, de forma horizontal e autônoma.

E assim seguimos, semeando um Brasil como nunca se viu!

 



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