Prefeito de Belo Horizonte anuncia redução da tarifa de ônibus para R$ 2,65

Manifestantes continuam ocupando a Câmara Municipal de BH e defendem a abertura das planilhas de custos

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Manifestantes continuam ocupando a Câmara Municipal de BH e defendem a abertura das planilhas de custos

Da Redação

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), anunciou nesta sexta-feira, 5, a redução da tarifa de ônibus de R$ 2,80 para R$ 2,65. De acordo com a Prefeitura da capital mineira a queda reflete a desoneração dos tributos federais do PIS/Cofins e do ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza). Com a redução, a passagem volta ao valor vigente no ano passado, antes do aumento instaurado em decreto.

Nesta quinta-feira, 4, Lacerda se reuniu com empresários do setor do transporte e na manhã de hoje, 5, encontrou com representantes do Fórum de Assuntos Estratégicos de Belo Horizonte. Logo após o encontro, anunciou a mudança na tarifa.

Lacerda também anunciou que vai criar na semana que vem, por meio de decreto, o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. Em paralelo ao anúncio do prefeito, aconteceu uma manifestação no Centro de BH, organizada pela Assembleia Popular Horizontal, grupo que ocupa a Câmara Municipal da capital mineira há quase uma semana.

Apesar da redução na tarifa, a Assembleia Popular Horizontal permanece ocupando a Câmara Municipal. O movimento defende que é necessária a abertura das planilhas de custos das empresas de transporte público para saber se “o custo dessa redução será pago pela população ou pelas empresas”.

Leia a íntegra do comunicado publicado na página da Assembleia Popular Horizontal no Facebook:

Após a reunião com a comissão de delegados eleita pela Assembleia Popular Horizontal e sob a pressão das manifestações e da recente ocupação da Câmara Municipal, parece iniciar-se uma maior abertura entre a Prefeitura e os Manifestantes.

Apesar de a redução da passagem ser uma importante conquista do povo belo-horizontino, ainda guardamos anseios quanto à abertura dos contratos e das planilhas de custos das empresas de transporte público, que ainda são mantidos ocultos. É necessário saber se o custo dessa redução será pago pela população ou pelas empresas, ou seja, se o que será reduzido será o lucro superfaturado das empresas ou a redução dos impostos destinados à educação e saúde, por exemplo.

Neste momento ocorre na praça sete o Sétimo Grande Ato da Assembleia Popular BH e, ao mesmo tempo prossegue na prefeitura a reunião entre o Márcio Lacerda os representantes das empresas de ônibus.

Enquanto isso permanecemos ocupando a Câmara.

A luta continua.

(Foto de capa: Reprodução / Facebook / Maria Objetiva)



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