Mario Saad: “Aluno de universidade pública deve retribuir o investimento à sociedade”

Diretor da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp concorda com obrigatoriedade de estudantes de medicina trabalharem no SUS

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Diretor da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp concorda com obrigatoriedade de estudantes de Medicina trabalharem no SUS, mas já como médicos formados

Da Redação

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o diretor da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Mario Saad, afirmou que é dever de todo aluno de Medicina, formado em faculdades públicas, atuar por um ou dois anos em serviços públicos de saúde.

A opinião de Saad destoa da posição de entidades representativas de médicos, que condenaram sumariamente a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de obrigar médicos, formados em instituições públicas ou privadas, a atuarem no SUS (Sistema Único de Saúde).

“É desnecessário aumentar a duração do curso. Mas, na minha opinião, é dever de todo aluno que estuda em universidade pública retribuir o investimento à sociedade. 
Assim, defendo que quem estudou em universidade pública trabalhe na rede pública, por um ou dois anos, na forma de serviço social obrigatório”, disse, em entrevista ao jornal.

Entretanto, Saad faz ressalvas à proposta da presidenta. Para ele, o estudante formado em universidades públicas deveria trabalhar no SUS por um ou dois anos como forma de serviço social obrigatória, mas já como médico formado. Desta maneira, segundo Saad, o profissional seria remunerado corretamente e poderia responder amplamente por seus atos enquanto médico. Ele ainda diz que o fato do médico ainda ter status de estudante enquanto trabalha no SUS pode trazer “insegurança à população”.

O diretor da Faculdade de Ciências Médicas acredita que o governo deveria, ao invés de criar novas vagas de Medicina, ampliar as vagas de faculdades com qualidade comprovada, desde que se comprometa a fechar os cursos ruins.

“Proponho que as boas faculdades, como USP, Unicamp, Unesp e Unifesp, possam ampliar suas vagas, com ajuda do governo federal, desde que ele se comprometesse a fechar os cursos ruins. De qualquer forma, o governo teve o mérito de trazer à discussão a falta de médicos que existe em algumas regiões do país”, defende Saad.

Com informações do jornal Folha de S.Paulo. 

(Foto: Divulgação / FCM-Unicamp)



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5 comments

  1. Carlos Fernando (médico) Responder

    QUE PENA, QUE UM DIRETOR DE UMA GRANDE UNIVERSIDADE BRASILEIRA PENSE DE UMA FORMA TÃO PEQUENA…

  2. vicente ezequiel do nascimento Responder

    Essa ideia não é nova, se não me falha a memoria o então ministro Paulo Renato, propos que todo universitario de escolar pública fossem financiado pelo governo com bolsas, mas, estas fossem ressarcidas após conclusão do curso. O que se viu foi uma manifestação de algumas entidades para que o ensino público fosse gratuito em todos os niveis. E AGORA? Eles estavam certos?

  3. João Bosco Guerra Responder

    Perguntei uma vez a alguém que não soube responder mas talvez o Professor possa me dizer de onde sai o dinheiro do “investimento” que a Universidade – PÚBLICA – faz?
    Não seria o governo que teria que retribuir ao CONTRIBUINTE todo o imposto que ele paga por trabalhar, comprar, viajar, vender e outras tantas fontes de renda?
    Espero resposta.
    email: jotabepa@hotmail.com

    1. Tmt Responder

      O que o dr mario quis dizer é que o dinheiro investido no profissional formado em universidade publica, ou seja, dinheiro publico que eu e vc pagamos poderia ser retribuido como forma de ajudar a populacao que contribuiu para a formacao destes. Sim, a politica é corrupta mas e a populacao que utiliza o sus, como fica? Pq sao sempre eles que se ferram? E faltamuito investimento em macas, remedios, seringas etc, mas Sr rafael nao me diga que esta sobrando medico que isso ñ é verdade. Se conhecer algum que esteje sobrando me fala que estamos precisando de um bom pediatra ha tempos em nosso hospital que por um acaso nem é publico

  4. Rafael Moreira Responder

    Me desculpe Estevão, mas o Carlos está correto. Acho que você precisa ir no SUS e ver que existe MUITO médico trabalhando lá. O que falta é maca, luva, seringa e político parar de roubar a verba desses produtos. Sem falar nos interiores que nem acabar acaba, por que NUNCA chega, a verba some antes em pissarra.


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