Rio: Governo admite “excessos” da PM durante repressão a protestos

Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, anunciou curso em direitos humanos para policiais

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Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, anunciou curso em direitos humanos para policiais

Da Redação

Nesta segunda-feira, 15, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Zaqueu Teixeira, admitiu que houve excessos nas ações repressivas contra manifestantes durante os protestos que acorrem na capital fluminense desde meados de junho. Segundo Teixeira, por conta destes abusos há policiais militares que estão afastados das ações de repressão a “atos de vandalismo”. O secretário não informou exatamente quantos PMs teriam sido afastados desta função.

O secretário anunciou que será criado um curso de capacitação em direitos humanos para a policiais militares que atuam durante protestos, incluindo o Batalhão de Choque e os PMs fixados em regiões onde os protestos têm acontecido com maior frequência.

O anúncio foi feito após Teixeira ficar reunido por três horas com o comandante da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho; o corregedor da corporação, coronel Waldir Soares; o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Átila Roque;, o representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Marcelo Chalreo; e Pedro Strozenberg, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

“Chegou-se à conclusão de que alguns procedimentos precisam ser aperfeiçoados. Houve excessos no uso de gás (lacrimogêneo) e de outros equipamentos não letais. Precisamos que ele (policial militar) possa dosar e fazer uso moderado da força. Junto com a Secretaria de Segurança, vamos criar um grupo de trabalho que possa regular o comportamento desses policiais, com normas de procedimento”, afirmou Teixeira em entrevista ao jornal O Globo.

Teixeira enfatizou ainda que policiais militares em serviço devem sempre possuir identificação nas suas fardas. O secretário pediu para que qualquer pessoa que flagre um PM sem identificação durante um protesto anote o local e a hora para que a Corregedoria da Polícia Militar possa investigar o caso.

Com informações do jornal O Globo. 

(Imagem de capa: Mauro Pimentel / Alerj)



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