AfroReggae encerra as atividades no Alemão após ameaças de traficantes

Segundo José Júnior, o pastor Marcos Pereira, acusado de estuprar fiéis, está por trás das ameças e ataques à ONG

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Segundo José Júnior, o pastor Marcos Pereira, acusado de estuprar fiéis, está por trás das ameças e ataques à ONG

Por Igor Carvalho

Segundo José Júnior,  o pastor Marcos Pereira estaria por trás das ameaças da ONG (Foto: AfroReggae)

Há 12 anos instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, a organização não governamental (ONG) AfroReggae decidiu encerrar as atividades no local, após sofrer ameaças de traficantes. José Júnior, fundador do grupo, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que o pastor Marcos Pereira, preso por suspeita de estuprar fiéis de sua igreja, é um dos comandantes do tráfico na região e responsável pelas ameaças que  levaram ao fechamento da sede.

Júnior afirma que Pereira “é um dos líderes do crime no Rio”. Ainda sobre os incidentes que obrigaram o fim das atividades do AfroReggae, o fundador explica. “Recebemos ameaças de morte, disseram que iam matar a gente, pessoas inocentes, iam [jogar] bomba.”

“A gente não pode colocar ninguém em risco, por isso, decidimos fechar as portas”, completou Júnior. Na última terça-feira (16), a sede do AfroReggae sofreu um incêndio, que está sendo investigado pela Polícia Civil.

O Complexo do Alemão conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), mesmo assim, José Junior afirma que se o grupo decidisse permanecer no Alemão, funcionários e usuários do projeto correriam riscos.

 

 

 

 

 



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8 comments

  1. Roberto Locatelli Responder

    Nos bairros e favelas, a esquerda não está mais organizada. Estão presentes e organizadas apenas duas forças: os criminosos e os evangélicos. E o pior é que essas duas forças estão se unindo: chefes de quadrilha estão se tornando pastores evangélicos.

    1. Helena Responder

      Concordo. Quando li o título da notícia me ocorreu de imediato as bandeiras vermelhas sendo queimadas pelos que se adonaram das manifestações de junho na avenida Paulista em São Paulo. A mensagem é a criminalização da política partidária e movimentos organizados, como se o tráfico e os evangélicos também não estivessem fazendo política, inclusive partidária.

  2. Alexandre de Oliveira Responder

    Pastor isso nunca foi pastor,isso e o mal querendo defamar as pessoas de boa ídole que pregão a Palavra de Deus…Tantos os pastores padres estão e sendo perseguidos.

  3. Kalynka Cruz Responder

    Dupla perfeita bandidos+pastores corrompidos. Cadê a polícia do Rio?

  4. Thaísinha Responder

    Tá louco…

  5. Lucas Ribeiro Responder

    Uma pena, o trabalho do Afroreggae nas comunidades é maravilhoso.

  6. Carlos Félix Responder

    É triste a gente ter que acatar uma ordem de criminosos e ter que parar um projeto tão reconhecido pela comunidade.E o poder público,o que será que eles acham desse tipo de ocorrido?Eu tenho um ponto de vista:”A podridão impera sobre eles e sobre eles quem comanda são os mesmos os financiam”Sinto em algumas situações,vergonha de ser Brasileiro(Politicamente falando).

  7. Jose Marcos Silva Silva Responder

    O Roberto e Helena, descordo de vocês, a com a questão,não é religião porque a grande maioria esmagadora dos traficantes são católicos, porém tem muitos moradores que são católicos na região, que merecem respeito que não se envolvem, com o trafico assim como muitos evangélicos. A questão que esta turma são bandidos infiltrado nas religiões, e o que é pior e tratado como ser humano, lembre-se bandido bom é bandido morto.


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