Após ser afastada por discordar de livro “pró-ditadura”, professora ganha direito de dar aulas

Professora do Colégio Militar de Porto Alegre recusou-se a adotar obras da Coleção Marechal Trompowsky, que explica o golpe militar de 1964 como necessário diante do avanço do comunismo no governo de João Goulart

818 5

Professora do Colégio Militar de Porto Alegre recusou-se a adotar obras da Coleção Marechal Trompowsky, que explica o golpe militar de 1964 como necessário diante do avanço do comunismo no governo de João Goulart 

Do Sul21

Professora foi deslocada de função após se recusar a adotar livro “pró-ditadura” (Foto: Hyloea / Flickr)

Uma professora de história do Colégio Militar de Porto Alegre conseguiu na Justiça Federal o direito de retomar suas atividades na escola depois de ser afastada por discordar do uso em sala de aula de um livro didático pró-ditadura.

Silvana Schuler Pineda, de 50 anos, se recusou a adotar em classe obras da “Coleção Marechal Trompowsky”, em que, segundo ela, são omitidas violações aos direitos humanos, assassinatos e tortura promovidas pelas Forças Armadas durante o regime militar (1964 – 1985).

Os livros da série são editados pela Biblioteca do Exército. De acordo com Silvana, o golpe de 1964 é explicado como necessário para resguardar a democracia no país diante do avanço do comunismo no governo de João Goulart.

A professora, que integra o quadro de servidores civis da instituição, foi afastada em abril das aulas do nono ano e realocada em um curso preparatório, de frequência opcional, e também em tarefas de planejamento.

Antes disso, ela afirma ter feito críticas ao livro em uma reunião de professores, na qual mencionou que a Associação Nacional de História contesta o uso da obra nas escolas.

A decisão que determinou a volta ao trabalho original foi tomada no início do mês, mas ela só voltará as aulas após o fim do recesso escolar de julho. O juiz federal Gabriel von Gehlen escreveu em despacho que o afastamento foi uma “sanção velada”.

Com informações da Folha de S.Paulo. 



No artigo

5 comments

  1. Ana Responder

    No mínimo ela teria que voltar! Pensamento reacionário este, de parte da corporação.

    1. Davenir Viganon Responder

      …de parte com poder de decisão, como podemos ver!

  2. matheus Responder

    Podem mudar o nome das “Forças Armadas” para “Partido Nazi-Militarista”.

  3. Araeci Carvalho da Luz Responder

    Parabéns à professora e a sua coragem de não querer compactuar com mais esta mentira sobre a história recente de nosso país!!!

  4. Carlos Alberto Responder

    Vamos conhecer a história do nosso País, sem estar preocupados com o que é politicamente correto. O livro está correto.


x