Assista à entrevista com Pablo Capilé do Fora do Eixo

Vídeo na íntegra da entrevista feita pela Revista Fórum e Outras Palavras

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Vídeo na íntegra da entrevista feita pela Revista Fórum e Outras Palavras

Diversos textos com críticas à rede de coletivos Fora do Eixo começaram a circular nas redes sociais na última semana. O primeiro deles foi da cineasta Beatriz Seigner, que divulgou em sua página no Facebook, um artigo onde questiona as práticas do grupo. O texto foi até republicado pela revista Veja.

Pablo Capilé é do Fora do Eixo e esteve no programa Roda Viva na segunda-feira (5/8), junto com Bruno Torturra, onde foram entrevistados sobre o projeto Mídia Ninja – Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação. O Ninja ganhou notoriedade com suas transmissões em tempo real dos protestos que se espalharam pelo País.

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27 comments

  1. Ana Lagoa Responder

    As residências coletivas existem em todo o mundo. Da Mongólia a Cristiana, passando pelas ecovilas. Os rapazes estão causando espanto porque a midia simplesmente ignora a existência do Brasil solidário, cooperativo, que vive e produz coletivamente e, em alguns casos, usa até mesmo outra moeda e tem seu próprio banco. Não existe apenas o Brasil que aparece na midia. Tudo que os FDE e Ninjas estão fazendo, já se faz há muito tempo, mas só agora chegou ao jornalismo. E incomoda muito… afinal… o rei ficou nu, não é mesmo?

    1. Dum De Lucca Responder

      Cai na real Ana. O que acontece nas Casas é trabalho escravo, isso não se faz em nenhuma comunidade francesa, inglesa e muito menos na Mongólia. Fora que o Capilantra não paga cachês e tira grana dos músicos. Os “rapazes” causam espanto pela cara de pau e mal caratismo.

      1. Michelle Responder

        Dum, acho que você se equivocou. O que rola na casa não é trabalho escravo ( obrigatório) e sim trabalho voluntário ( espontâneo, por escolha própria). Obrigada.

      2. Joao Vitor Gomes Responder

        O cara não sabe nem a diferença entre mau e mal, vai saber interpretar a fala dos outros??

  2. Cleber Couto Responder

    Falar mau é fácil, difícil é abrir caminhos,múltiplas possibilidades, criar técnicas de um novo tempo histórico para produzir cultura e fazer tudo isso virar uma grande rede colaborativa e coletiva, que ganha destaque e se torna referência pro mundo. Penso que essa avalanche de críticas veio para fortalecer e impulsionar mais ainda o movimento, afinal, é do embate de idéias que surgem novas possibilidades.

  3. Larissa Bery Responder

    Cadê as respostas às 70 perguntas que ele mesmo tinham se colocado?

  4. Alekssey Di Piero Responder

    Na opinião dele, o que, concretamente, precisa ser melhorado na plataforma e na estrutura do projeto?

  5. krig Responder

    “tá aqui as contas
    tá aqui as planilhas
    tá aqui a transparência”

    mas cadê os CACHÊS?

    1. alisson bringel Responder

      tb quero saber!

  6. krig Responder

    por que no dosol aqui em natal funciona e no FDE nao?

  7. Ana Lagoa Responder

    Cristiana começou como voces e depois teve que se fechar porque quase foram destruídos. Já as comunidades do interior da França – fundandas por militantes dos anos 60 – foram mais fechadas desde o começo. As ecovilas nascem a partir de grupos fechados. Os modelos são muitos. As experiências as mais diversas. Valeria a pena um dia vcs analisarem essas experiências e estabelecer em que medida há parentescos entre elas e a comunidade FDE. E não tenha dúvida: – vai levar mais cem anos de resistência às mudanças nas formas de produzir a sobrevivência. É a história.

  8. Christiane Rocha Responder

    Debate fraco, parcial.A pergunta que abriu o debate foi no mínimo infeliz, mal colocada

  9. josecoura Responder

    Para de repetir a mesma pergunta!

  10. Ana Lagoa Responder

    QUEM É CARETA QUE FIQUE NO MERCADÃO E NO SISTEMÃO

    As residências coletivas existem em todo o mundo. Da Mongólia a Cristiana, passando pelas ecovilas. Os rapazes estão causando espanto porque a midia simplesmente ignora a existência do Brasil solidário, cooperativo, que vive e produz coletivamente e, em alguns casos, usa até mesmo outra moeda e tem seu próprio banco. Não existe apenas o Brasil que aparece na midia. Tudo que os FDE e Ninjas estão fazendo, já se faz há muito tempo, mas só agora chegou ao jornalismo. E incomoda muito… afinal… o rei ficou nu, não é mesmo?

    1. rafael Responder

      ok então vai limpar, cozinhar, lavar roupa e fazer outros serviços la em casa, no final do mês eu te dô um punhado de roupas, de vassouras e um tapinha nas costas “obrigado pela coletividade”

    2. And_Terra Responder

      Ana, sem querer polemizar, mas as coisas não podem ser reduzidas de forma tão simples. Mostrar as contradições do FdE não necessariamente significa ser a favor do “Mercadão ou do Sistemão”, como se o discurso pregado pelo FdE fosse imune a contestação.

      Ao contrário do que você afirmou, formas cooperativas, comunitárias e associativas de organização não são novidade e, inclusive, estão resguardadas constitucionalmente sob diversos status jurídicos .

      Ao que parece, a polêmica envolvendo o FdE gira em torno de duas questões: sua base econômica e sua dinâmica interna. A primeira diz respeito à sua capacidade de se auto-sustentar sem explorar os próprios colaboradores, os artistas-produtores de conteúdo e sem a necessidade de aportes públicos; o que está em xeque. Já a segunda é afeita às regras de engajamento que norteiam as relações dos membros do FdE entre si, o que também é objeto de crítica. Segundo os relatos, o cotidiano do FdE não prescinde de intimidação, bullying, constrangimentos por resultado e pressão por produção em ritmo exaustivo. Até aqui, são atitudes em que nada difere o FdE das táticas coativas de convencimento que são adotadas em firmas financeiras, corporações empresariais, exércitos e até igrejas, sendo que, cada um desses atores coletivos crê, com a mesma convicção, estarem fazendo o melhor possível para o bem comum.

      Você pode argumentar que aquelas pessoas estão no FdE por livre e espontânea vontade e que decidiram abrir mão de si mesmas como pessoas singulares em nome de uma “Causa”, onde viceja um “igualitarismo comunitário” e a solidariedade pura e cristalina. A proposta é de um estilo de vida alternativo e “horizontal”, que seria oposto ao do resto da sociedade tida como careta e individualista. Bom, o FdE propala a “horizontalidade”, mas cultua líderes e personalidades mais do que verticais, líderes estes que se (con)fundem com a “Causa”. Qual seria o limite da ação deles sobre o sujeito, sua subjetividade e seu carácter ? Como dirimir e tratar os conflitos entre as pessoas ou entre estas e o coletivo? Veja, por mais solidários e bem intencionados que todos sejam, creio ser difícil existir um ambiente de harmonia perfeita, onde cada um concorde entre si ou com a “diretoria” em tempo integral, visto que as pessoas são medidas conforme seu “alinhamento” e comprometimento aos ditames da cúpula à Causa; critérios para lá de arbitrários, ambiente propício para os mecanismos de assédio moral, por mais que você queira qualificá-lo de “participativo”.

      O que surpreende nessa história toda é a relativização dada à liberdade individual, como se isso fosse uma herança ultrapassada do “Estado burguês hegemônico repressor”. Tratar os direitos individuais clássicos como dispensáveis é abdicar da própria autonomia, delegando a uma maioria a gestão do seu corpo, de sua persona. E uma das conquistas mais importantes da humanidade foi conseguir positivar como DIREITO as garantias individuais da pessoa natural, na figura do CIDADÃO, para fazer frente a uma potencial opressão por parte de uma coletividade, qualquer que seja, inclusive contra o próprio Estado. E isso não pode ser tratado como ideologia, algo passível de negociação ou de reescrita. Muito pelo contrário! Quanto mais transparência, prestação de contas, respeito à cidadania e à diversidade, melhor.

      Não é raro na história registros de pessoas insatisfeitas, desiludidas ou idealistas que se congregam em grupos carismáticos, pretensamente auto-suficientes, guiados por líderes e que levam sua “Novilíngua” até as últimas consequências, rejeitando e rechaçando qualquer coisa que venha do “exterior” como ameaça ou golpe – “o inimigo externo”. O perigo é ter sua personalidade, senso crítico, sua subjetividade , sua identidade diluídas a tal ponto que a vida INDEPENDENTE se torna algo inimaginável fora do grupo, ocasião em que a questão da alienação nem se coloca, pois não é um processo consciente, é uma espiral de pequenas violências afetivas e simbólicas repisadas diariamente na cabeça do indivíduo pelo grupo!

      Bom, caso queira pesquisar,de momento lembro de dois exemplos extremos, por isso são paradigmáticos, quando a implosão do grupo em relação à realidade circundante foi tamanha que culminou no auto-extermínio, pesquise por : Jonestown e Waco: The Rules of Engagement .

      Veja, não estou dizendo que o FdE é um fenômeno do mesmo nível. Apenas penso que são circunstâncias que apresentam algum grau de semelhança e que são boas para refletirmos sobre a pertinência de certas críticas generalizantes, de sorte que criam gigantescas ficções conspiratórias ao qualificarem o conjunto da sociedade, o Estado e suas instituições como puramente reacionárias e ultrapassadas, verdadeiro balaio de gatos. Felizmente, a vida é mais heterogênea e mais complexa. Esforcemo-nos por compreendê-la.

      Saudações,

  11. Christiane Rocha Responder

    Tá melhorando o debate… as perguntas esquentaram: diverngências dentro das casas, maisa-valia

  12. Adilson Rodrigo Responder

    Excelente Entrevista

  13. Franciane Responder

    Qual o destino de verbas recebidas por meio de editais? Como é feita a prestação de contas?

  14. jureis Responder

    Não se deveria rebaixar tanto assim os questionamentos sobre eventuais manipulações capelinas… Vamos la, Capilé: vc acredita, como o principe de

    Maquiavel que é um pecado perder o poder?

  15. Vilena Soares Responder

    Muito bom!Entendo perfeitamente o pensamento de Capilé, e entendo também que é muito difícil pra galera sacar o que é viver fora de “modelinhos” pré determinados por um sistema cansado.Imagina esse povo todo que aprendeu que existe uma fórmula a ser seguida de “sucesso”…Show!Massa! Gostei muito.

  16. jane Responder

    Há muito mais o que discutir, não só pela atuação interessante do movimento FdE como pelos problemas e soluções que aponta. A relação com as instituições e ativismo precisa ser dimensionada, sob pena de cair no descrédito, de tornar-se incoerente em relação à autonomia que aponta o FdE. Identifico um certo autoritarismo e um discurso que aponta para um turbilhão de verdades incontestes, o que é quase impossível neste contexto complexíssimo das artes e cultura, em que a arte e cultura transformam-se cada dia mais em mercadoria e em processo de espetacularização.

  17. Sonia Fardin Responder

    Ainda tem muita coisa para clarear, mas gostei da
    entrevista, foi mais fundo na discussão do projeto político. No Roda Viva fiquei com a impressão que não havia metade da
    densidade política demonstrada hoje.

    Me parece que um dos grandes debates a ser feito é sobre os
    limites e as possibilidades de morar/viver coletivamente e produzir e militar
    coletivamente. Essa colisão de mundos – que anula os custos da individualidade –
    é uma das chaves de sustentação da “plataforma”!

  18. André Luís Omote Responder

    Não consigo assisitr.

  19. Simão Augusto Lopes Fernandes Responder

    cara, vc não respondeu nada, jogou tudo pro generalismo, pras amplidões e fugiu de qualquer especificidade, perguntado sobre o quanto de recurso foi aplicado em 2013 vc teve a cara de pau de dizer que a questão da distribuição de renda é nacional e se escondeu atrás disso, episódios de escravidão, alocação de recursos, horizontalidade vc se escondeu no tamanho do FDE e absolutamente todos os abusos fazem parte do processo , e as autocriticas, vcs não ouvem ninguém de fora foi massivamente repetida essa palavra. Picula cerebral de vazios, encher, encher até que toda construção seja desfeita e você mesmo possa ditar a pergunta .Quem vai na sua ou tem pouca capacidade de desconstrução do discurso ou permeia o esteticismo e procura se enquadrar.

  20. Sérgio L Tavares Filho Responder

    O problema do Capilé é achar que TUDO o que o Fora do Eixo faz está encoberto por uma aura sagrada, inédita, nunca feita na História antes. Näo é. Desculpe, nao é. Existem inúmeras iniciativas mundo afora. E muitas das coisas que eles fazem sao simplesmente atividades capitalistas de mais-valia, com a farra da desregulamentacao. Simplíssimo! O Fora do Eixo NAO é contra o capitalismo. Ele é o sonho de qualquer capitalista.

  21. Meester Marcelo Responder

    E a fotinho dele com a Presidente e com o Zé?


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