Juiz de MG quer despejar 180 famílias acampadas há oito anos

Os acampados realizaram, no dia 8 de agosto, uma marcha até a Câmara dos Vereadores de Pirapora

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Os acampados realizaram, no dia 8 de agosto, uma marcha até a Câmara dos Vereadores de Pirapora

Por MST

(Imagem: MST)

Há oito anos acampadas na Fazenda Prata, no município de Pirapora, Norte de Minas Gerais, as 180 famílias Sem Terra do Acampamento José Bandeira, do MST, correm o risco de serem despejadas. No começo do mês de agosto, o juiz da Vara Agrária de Minas Gerais, Octávio de Almeida Neves, concedeu uma liminar de reintegração de posse para que as famílias fossem despejadas da área, mesmo sem ter visitado a fazenda, de acordo com os Sem Terra.

Os acampados realizaram, no dia 8 de agosto, uma marcha até a Câmara dos Vereadores de Pirapora, após a qual a juíza da Comarca local pediu um parecer a respeito da situação dentro de 15 dias. Ela tem em mãos a precatória para cumprir o despejo. Segundo os Sem Terra, a população de Pirapora e o atual prefeito da cidade, Léo Silveira (PSB), junto com seu secretariado, apoiam as famílias que resistem no Acampamento José Bandeira.

Histórico da Fazenda Prata

Em 2003, centenas de famílias do MST ocuparam a Fazenda Prata, que contava com uma área de 2.937 hectares abandonada. Após sete anos, as famílias foram despejadas. Após continuar abandonada, dois anos depois, em 5 de agosto de 2012, cerca de 180 famílias Sem Terra reocuparam a Fazenda Prata.

O laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) atestou a improdutividade da fazenda e que, portanto, não cumpria com sua função social. Os Sem Terra passaram, então, a acampar em barracos de lona preta, sem energia elétrica, mas produzindo grandes quantidades de hortaliças, milho, feijão, arroz e mandioca, seguindo uma linha da agroecológica.

Vídeo sobre o acampamento José Bandeira:

*Com informações da CPT



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