Bolsa Família reduziu número de mortes de crianças menores de 5 anos

Para a OMS, cobertura de saúde universal significa que todos os cidadãos tenham acesso a serviços de saúde de qualidade

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Para a OMS, cobertura de saúde universal significa que todos os cidadãos tenham acesso a serviços de saúde de qualidade

Por Heloisa Cristaldo, na Agência Brasil

A OMS destaca que o investimento em pesquisas tem aumentado, em média, 5% anualmente em países de baixa e média rendas (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Relatório Mundial da Saúde 2013 apontou que o programa brasileiro Bolsa Família ajudou a reduzir o número de mortes de crianças menores de 5 anos. O documento, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como foco, este ano, a cobertura universal de saúde.

Para a OMS, cobertura de saúde universal significa que todos os cidadãos tenham acesso a serviços de saúde de qualidade, sem correr o risco de enfrentar dificuldades financeiras ao pagar por eles. O desafio, segundo a organização, é como a maioria dos países pode expandir os serviços de saúde com recursos limitados.

No aspecto de treinamento, o documento aponta que médicos, enfermeiros e outros funcionários treinados conseguiram mais êxito na identificação das doenças. O índice de acerto no caso brasileiro variou entre 58 e 84%, dependendo do tipo de treinamento, longo ou curto.

O documento mostrou como os países, quando criam um sistema para cobertura universal de saúde, podem usar as pesquisas para determinar que tipos de problemas devem ser combatidos. Além disso, os governos podem avaliar como deve ser a estrutura do sistema e como medir o progresso de acordo com cada situação específica.

A OMS destaca que o investimento em pesquisas tem aumentado, em média, 5% anualmente em países de baixa e média rendas. O relatório diz que essa tendência é mais visível em economias emergentes, como Brasil, China e Índia. Todos esses países têm cobertura universal de saúde.

Relatório Mundial da OMS cita ainda o aumento da participação do Brasil na publicação de pesquisas médicas. A China lidera o grupo. Entre 2000 e 2010, as pesquisas feitas por chineses passaram de 5% para 13% do total.



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2 comments

  1. Rafael Sorano Responder

    Ainda estamos muito distantes de um índice que esteja à altura do tamanho da nossa economia ou que revele alguma justiça social. No ranking de mortalidade de crianças com menos de 5 anos, o Brasil está em 94º lugar, com 19,4 mortes por 1.000 nascidos vivos. Em primeiro lugar (com menor taxa) está Cingapura (2,5), seguido de Islândia (2,7) e China, Hong Kong (2,9). O Chile aparece em 47º (7,9) e a Argentina aparece em 79º (14,5). Melhoramos os índices, mas ainda ocupamos um lugar vergonhoso no mundo. Por outro lado, a OMS coloca o Brasil como o 7º país no ranking global de homicídios de jovens entre 15 e 24 anos, com aumento de 326,1% nos últimos 30 anos. De cada 100 mil jovens, 53,4 são assassinados no Brasil. O estudo da OMS mostra, ainda, que as principais vítimas da matança são jovens negros e pobres. Diminuímos a mortalidade infantil para matarmos com violência depois quando forem jovens. Já matamos hoje quase 50.000 jovens por ano, ou 16 vezes o número de mortos nos atentados às torres gêmeas.

  2. Maria Aparecida Sega Contesini Responder

    Quem se diz contra o bolsa família, vaii lá conhecer o sertão do nordeste e quero ver se mantém a opinião! A caridade é o maior sentinento, sem ela não há amor que resista, não haverá o bem… às vezes somos iguais aos papagaios, só que vazios,…quando deveríamos ter somente um peso e uma medida! Vai conhecer o Brasil, depois questione o bolsa família!


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