Entenda por que médicos cubanos não são escravos

Especialista em estudos cubanos, o jornalista Hélio Doyle explica por que a remuneração dos profissionais de saúde de Cuba é paga diretamente ao governo de Raúl Castro

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Especialista em estudos cubanos, o jornalista Hélio Doyle explica por que a remuneração dos profissionais de saúde de Cuba é paga diretamente ao governo de Raúl Castro

Por 247*

Programa Mais Médicos foi uma iniciativa do ministro da Saúde José Padilha (Foto: Agência Brasil)

Parece que o último argumento contra a contratação dos médicos cubanos é a remuneração que vão receber. Pois é ridículo, quando prevalecem fatos, indicadores internacionais e números, falar mal do sistema de saúde e da qualidade dos médicos de Cuba. A revalidação de diploma também não é argumento, pois os médicos estrangeiros trabalharão em atividades definidas e por tempo determinado, nos termos do programa do governo federal. Não tem o menor sentido, também, dizer que os cubanos não se entenderão com os brasileiros por causa da língua – primeiro, porque vários deles falam o português e o portunhol, segundo porque os médicos cubanos estão acostumados a trabalhar em países em que a lingua falada é o inglês, o francês, o português e dialetos africanos, e nunca isso foi entrave.

Resta, assim, a forma de contratação e, mais uma vez sem medo do ridículo, falam até de trabalho escravo. Essa restrição também não tem procedência, nem por argumentos morais ou éticos (e em boa parte hipócritas), nem com base na legislação brasileira e internacional. Vamos a duas situações hipotéticas, embora ocorram rotineiramente.

1 – Uma empreiteira brasileira é contratada por um governo de país europeu para uma obra. Essa empreiteira vai receber euros por esse trabalho e levar àquele país, por tempo determinado, alguns engenheiros, geólogos, operários especializados e funcionários administrativos, todos eles empregados na empreiteira no Brasil. Encerrado o contrato no país europeu, todos voltarão ao Brasil com seus empregos assegurados. Quem vai definir a remuneração desses empregados da empreiteira e pagá-los, ela ou o governo do país europeu? É óbvio que é a empreiteira.

2 – Os governos do Brasil e de um país africano assinam um acordo para que uma empresa estatal brasileira envie profissionais de seu quadro àquele país para dar assistência técnica a pequenos agricultores. O governo brasileiro será remunerado em dólares pelo governo africano. A estatal brasileira designará alguns de seus funcionários para residir e trabalhar temporariamente no país africano. Quem vai definir a remuneração dos servidores da empresa estatal brasileira e lhes fará o pagamento, a estatal brasileira ou o governo do país africano? É óbvio que é a empresa estatal brasileira.

Por que, então, tem de ser diferente com os médicos cubanos? Eles não estão vindo para o Brasil como pessoas físicas, nem estão desempregados. São servidores públicos do governo de Cuba, trabalham para o Estado e por ele são remunerados. Quando termina a missão no Brasil (ou em qualquer outros dos mais de 60 países em que trabalham), voltam para Cuba e para seus empregos públicos.

Não teria o menor sentido, assim, que esses médicos, formados em Cuba e servidores públicos cubanos, fossem cedidos pelo governo de Cuba para trabalhar no Brasil como se fossem pessoas físicas sendo contratadas. Para isso, eles teriam de deixar seus postos no governo de Cuba. Como não faria sentido que os empregados da empreiteira contratada na Europa ou da estatal contratada na África assinassem contratos e fossem remunerados diretamente pelos governos desses países.  Trata-se de uma prestação de serviços por parte de Cuba, feita, como é natural, por profissionais dos quadros de saúde daquele país.

A outra crítica é quanto à remuneração dos médicos cubanos. Embora menor do que a que receberão os brasileiros e estrangeiros contratados como pessoas físicas, está dentro dos padrões de Cuba e não discrepa substancialmente do que recebem seus colegas que trabalham no arquipélago. É mais, mas não muito mais. Não tem o menor sentido, na realidade cubana, que um médico de seus serviços de saúde, trabalhando em outro país, receba R$ 10 mil mensais. E, embora os críticos não aceitem, há em Cuba uma clara aceitação, pela população, de que os recursos obtidos pela exportação de bens e serviços (entre os quais o turismo e os serviços de educação e saúde) sejam revertidos a todos, e não a uma minoria. O que Cuba ganha com suas exportações de bens e serviços, depois de pagar aos trabalhadores envolvidos, não vai para pessoas físicas, vai para o Estado.

A possibilidade de ganhar bem mais é que faz com que alguns médicos cubanos prefiram deixar Cuba e trabalhar em outros países como pessoas físicas. É normal que isso aconteça, em Cuba ou em qualquer país (não estamos recebendo portugueses e espanhóis?) e em qualquer atividade (quantos latino-americanos buscam emigrar para países mais desenvolvidos?). Como é normal que muitos dos médicos cubanos aprovem o sistema socialista em que vivem e se disponham a cumprir as “missões internacionalistas” em qualquer parte do mundo, independentemente de qual é o salário. Para eles, a medicina se caracteriza pelo humanismo e pela solidariedade, e não pelo lucro.

É difícil entender isso pelos que aceitam passivamente, aprovam ou se beneficiam da privatização e da mercantilização da medicina e da assistência à saúde no Brasil. 

* Autor de uma série de artigos sobre a vinda dos médicos cubanos, reunidos no 247 sob o título “O que você precisa saber sobre médicos cubanos”(leia mais aqui), o jornalista Hélio Doyle publicou neste domingo uma resposta clara aos jornalistas e críticos do programa Mais Médicos que apontam escravidão na vinda de profissionais de saúde daquele país.



No artigo

53 comments

  1. Loival Responder

    Médicos importados: uma solução ou uma farsa?
    O debate é salutar e chama-se atenção para a precariedade do sistema de saúde no Brasil, bem como as ragalias que a eleite brasileiras tem neste país para formarem seus filhos. Seja nos governos anteriores, seja no atual. O problema é que precisamos discutir o atual modelo de se formar profissionais para atender as demandas da sociedade. Assim como o sistema de cotas é um processo em debates constantes, penso que essa importação de médicos também o é.

    Nesse momento os médicos são os bodes expiatórios para desviarem as atenções para os problemas crônicos deste país. Conforme escrevemos: Alfabeto da Crise*. Do outro lado, não podemos deixar de avaliar que o modelo que existem no Brasil há séculos, ou seja. As Universidades públicas existem para beneficiar a elite.

    Os gastos do Brasil com o ensino superior é astronômico e o Estado não tem retorno com esses gastos, ou seja, não são somente os médicos os vilões desse atual modelo. E as outras categorias: Advogados, administradores, contadores, historiadores, geólogos, preparadores físicos, químicos, físicos e tantas outras categorias que se forma com o dinheiro do Estado (de todos os brasileiros). Qual é o retorno que esse pessoal dá ao Estado. Várias outras categorias, não somente os médicos terminam a universidade e vão montar seus escritórios e vão ganhar fortunas.

    Nesse país a pirâmide se inverte, ou seja, o pobre conclui – quando termina – o primeiro e o segundo grau em escolas públicas com professores despreparados e mal remunerados, salas de aulas precárias e sem material adequado. Para se formar vão buscar as faculdades públicas capengas e sem estruturas apropriadas. Trabalham durante o dia e a noite vai para a faculdade.

    Do outro lado da pirâmide estão os filhos da elite e dos políticos: Estudam nas melhores escolas particulares, fazem o primeiro grau e o segundo nessas escolas. Tem professores particulares de reforço e cursam outros cursos como suporte. Outros idiomas, por exemplo. Bem preparados, vão para as Universidades bancadas pelo Estado (por todos nós). De lá saem excelente profissionais e vão para seus escritórios ou passam em concursos públicos onde os melhores salários estão reservados para eles.
    A doença pode esperar? Não! Mas o que o Brasil preparou nos últimos 10 anos, e para os próximos três anos para equacionar o problema? Se vão, por intermédio desses médicos importados, patrocinar o regime ditador de Cuba – a se confirmas as declaração do Ministro da Educação de que o dinheiro será repassado ao governo cubano e não aos médicos – aí é outra história. É grave e remerece o repúdio da sociedade brasileira. Por outro lado, não podemos deixar de lado o fato de que foi o povo Cubano que patrocinou a formação desses médicos, porém, nada mais justo que haja retorno.

    A sociedade está envelhecendo, está adoecendo por conta do excesso de trabalho e a competitividade predatória e falta de mobilidade urbana. Por isso, o sistema de saúde só tende a piorar, vez que para dar conta desse novo contingente é necessário dobrar a atual estrutura. Os três anos vão se passar e tudo continuara do mesmo jeito, pois a questão da saúde pública no Brasil é estrutural, é de gestão e de visão estratégica.

    O problema do ensino do Brasil passa por aqui. Acaba-se com a hipocrisia e demagogia e tomam-se atitudes de ação para acabar com esse apartheid no ensino público brasileiro. Acaba-se com os cursos secundários nas unicidades e invistam mais nos ensino de base e nas categorias de maior interesse do Estado.

    *Alfabeto da Crise: http://www.loival.com.br/artigos-ler.php?not=4529;
    Mobilidade Urbana no DF existe? http://www.loival.com.br/artigos-ler.php?not=4874
    A sociedade está doente? http://www.loival.com.br/artigos-ler.php?not=4754
    Estamos preparados para o nosso envelhecimento? http://www.loival.com.br/artigos-ler.php?not=4652
    A Saúde pública porque o caos: http://www.loival.com.br/artigos-ler.php?not=4562

  2. mario albernaz Responder

    Parabéns, para todos que que escrevem na Forun, continuem firmes por nosso povo e todos que aqui vivem.

  3. Antonio Motta Responder

    O que me espanta é ver no facebook um renomado filósofo político ficar indignado com a forma de pagamento dos médicos cubanos, comparando-o com a escravidão do Brasil Imperial.Se fosse alguém que absorve seu conhecimento apenas da televisão seria compreensível. A razão dessa análise parcial seria desconhecimento do sistema político/econômico?Duvido. Desprezo? Provavelmente, pois julgou sem considerar relevante mencionar o ponto de vista do modelo cubano.

    1. Lincoln Figueredo Responder

      O modelo chines também deveria ser considerado.
      Abaixo os direitos humanos individuais e viva a revolução.
      Desde que eu não esteja do lado errado do paredão!

  4. ibn sina Responder

    Faltou explicar porque que eles não podem trazer a família junto…

  5. Alex Souza Responder

    Caro Hélio,

    Abordagens simplistas e folclorescas enfraquecem o pensamento de Esquerda defendido a duras penas frente à nossa imprensa golpista.

    Cuba não é um mar de rosas, nunca foi, e os problemas trazidos pelo individualismo e egoísmo humano em regimes de controle centralizado, dilapidam a logica interna do socialismo cubano, muito mais do que qualquer embargo economico.

    Enxerguemos a realidade, é o desespero, que faz nossos companheiros socialistas cubanos, virem trabalhar num país de língua estrangeira e ambiente hostil, apartados da convivência de amigos e família e ganhando um pouco mais do que na ilha. É pegar ou largar, como uma das poucas ou única alternativa de pequena ascensão econômica a estes profissionais.

    Ofereça a qualquer um deles se prefere trabalhar como pessoa física ou para fortalecer a revolução. Dê garantias, que suas famílias não sofreram represálias e aí de fato veremos o quão bem aceita está sendo a revolução.

    A verdadeira revolução precisa se estruturar com verdade, embate aberto e confronto de idéias, não com torcida e parcialidade.

    Hasta la victória…

    1. António Campos Leal Responder

      AHAHAHAHAHAHAHAHAH

    2. Edivaldo Alcantara Responder

      Tem razão, a mesma questão de falta de oportunidade pobreza ainda trás muita gente do norte e do nordeste para engrossar o cordão dos sub empregos, o mesmo motivo que trouxe japoneses, italianos, arabes, e toda a mistura que temos no brasil hoje. Infelizmente cuba não é um mar de rosas mas é melhor que muitos dos nossos guetos no Brasil (país recordista em produção de alimentos, mas onde pessoas ainda morrem de fome)…

      Desejo que cuba se livre dos embargos e dos tiranos, como desejo que o Brasil se livre do pensamento simplista escravocrata e da corrupção. Sobre a esquerda, se a maioria das pessoas escolherem a esquerda, isso não seria uma escolha democrática? Mas uma coisa ja foi provada, Tanto faz esquerda ou direita, ambas fazem merdas, o que faz a diferença é a capacidade de reação do povo.

      1. Helio Alves Responder

        O comunismo é interessante, mas funcionaria com formigas, abelhas, ET’s mas não com seres humanos…cada um de nós temos defeitos, individualidades, particularidades e necessidades diferentes.
        Ja temos cuba e a coreia do norte com seus maravilhosos sistemas políticos se gostam tanto vão pra la!

        1. Waltenydsam Câmara Responder

          Ow argumento falacioso de ensino fundamental hein..

          1. rslonik

            Realmente, argumento falacioso.

            Vamos forçar todo mundo a viverem do jeito que eu quero. Muito melhor assim. E proibir que saiam do país, avante revolução!

          2. Waltenydsam Câmara

            Ow argumento falacioso de ensino médio hein..

    3. cristina alcantara Responder

      Gostei muito de seu comentário, Alex Souza, vc me permite compartilhar no facebook?

    4. Lucia Andre Responder

      Isso não é verdade! A ajuda internacional em saúde é histórica em Cuba.

  6. Valéria Camargo Responder

    Vê-se que o senhor Hélio Doyle é petista, claro!

    1. António Campos Leal Responder

      TADINHA. Ai essa é a questão? Não me façam rir.

    2. Lucia Andre Responder

      Gostei do argumento! O cidadão é petista! Belo argumento! É contra ou a favor ao teor do artigo?????

  7. Nilson Silva Júnior Responder

    Então, um governo pode ser comparado a uma empreiteira? ou seja, ele pode entrar no mercado de negócios e contratar funcionários “públicos” para obter lucro, como acontece com uma empresa “empreiteira” normal? É este o propósito de um governo? Outra questão: quando os funcionários das empreiteiras vão para um determinado país, têm liberdade para serem acompanhados por suas famílias, ao contrário dos médicos cubanos que, segundo consta, não podem fazê-lo, por contrato. Tampouco, por contrato, não “podem”, caso queiram, permanecer, depois do período contratual, em nosso país. Isto não caracterizaria, também, uma forma de cerceamento de liberdade? Sobre o “portunhol”, residi durante 10 anos no Mato Grosso e 04 destes no interior. Havia lá, na rede municipal, de saúde, médicos chilenos, que atendiam a população através do “portunhol” e as experiências não foram nada animadoras.
    Reitero minha admiração pelos médicos cubanos e meu respeito como profissionais de alto nível técnico e não discordo de que há necessidade dessa ajuda, quase humanitária, contudo, me recuso a aceitar com naturalidade que eles estejam vindo de forma digna e ética. Pra mim, quem está sendo antiético e indigno para com estes profissionais, são os dois governos, Brasileiro e Cubano. Como disse um amigo: “Creio, mas tenho dúvidas”. Respeito opinião contrária e defendo o direito de cada um ter a sua, mas não estou convencido de que, neste caso, nosso governo esteja coerente com sua propaganda de que tenhamos direitos iguais…

    1. Ivan Responder

      A primeira questão é que você não deixou claro de que lado está.

      Se é a favor, se defende a vinda, porque em meio a esta chuva de preconceitos e desinformações sobre o programa de intercâmbio médico você não toma posição?

      Sobre o fato de levar ou não a família, o voluntarismo do programa está na aceitação ou não das cláusulas contratuais do intercâmbio médico, que é assinado em Cuba, e dá o direito do médico intercambista aceitar ou não. Se ele não aceitar, ele simplesmente não vem e dá lugar para outro, provavelmente solteiro, divorciado, viúvo. Isso por si já define o caráter não-escravagista do programa. Da mesma maneira, uma empreiteira pode impedir o empregado de levar a família. Neste caso ela terá o risco da evasão de empregados, já que poucos aceitariam o trabalho no Iraque – por exemplo – longe dos filhos e mulher/homem. Entenda que a empreiteira faz isso para garantir a fixação da força de trabalho, somente.

      1. Allan Emerson Responder

        O simples fato deles viverem em uma ditadura onde não podem escolher a forma de forma de governo, legislação trabalhista ou de regime econômico já diz que essa escolha não é voluntária. Adicione-se a isso perseguição política a todos os opositores na ilha e regime de escravidão se torna elogio. O contrato de trabalho viola a constituição e a legislação brasileira que se aplica a todo e qualquer estrangeiro em território nacional. Isso de xenofobia é sair pela tangente e desinformação são os índices de saúde cubanos do governo castrista.

        1. Nevellin Responder

          E podemos escolher isso aqui no Brasil, essa linda democracia? A ilusão de escolha é clara.
          Lembre-se que esses dias, votaram a favor de ficar com um parlamentar condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa, entre outros, mandando um belo dedo médio na sua cara…

    2. Waltenydsam Câmara Responder

      Claro que pode. A diferença entre nossos sistemas é o controle dos bens de produção, se as formas de produção são o ativo humano de cuba na profissão de médico (formados pelo governo e etc) a analogia é cabível.

      1. Allan Emerson Responder

        Interessante que aparentemente a analogia só se torna cabível contra o que pensa estar combatendo. Se o ativo de cuba é o ser humano então esse humano é coisificado pelo governo ou seu objeto de exploração.

        1. Waltenydsam Câmara Responder

          Isso em qualquer governo. Mas nao exatamente há coisificação. Tá mais pra controle da força de trabalho mesmo.

  8. Milton Responder

    Não seria mais fácil contrata-los como pessoas físicas e pagar a eles, e o governo cubano não é nenhuma empreiteira.Milton

    1. Lucia Andre Responder

      O Estado Cubano é o empregador dos médicos que são servidores públicos.

  9. Allan Emerson Responder

    “1 – Uma empreiteira brasileira é contratada por um governo de país europeu para uma obra. Essa empreiteira vai receber euros por esse trabalho e levar àquele país, por tempo determinado, alguns engenheiros, geólogos, operários especializados e funcionários administrativos, todos eles empregados na empreiteira no Brasil. Encerrado o contrato no país europeu, todos voltarão ao Brasil com seus empregos assegurados. Quem vai definir a remuneração desses empregados da empreiteira e pagá-los, ela ou o governo do país europeu? É óbvio que é a empreiteira.” Entendi bem? O governo cubano está sendo comparado ao temível capitalismo selvagem para ter seus métodos legitimados porém o empresário que faz esse tipo de contrato é fascista anti-revolucionário pertencente a classe média coxinha?

    1. rslonik Responder

      Espera aí, o Governo Cubano está recebendo Dinheiro? Será que o pagamento é em DÓLAR? Estão ganhando dinheiro sobre o trabalho dos médicos? Meus deus, isso é mais-valia!

    2. Allan Emerson Responder

      Vale lembrar que a empreiteira não prende os vistos da pessoa da família no país, não isola a pessoa em um quartel no exército para não fugir e não proíbe a pessoa de pedir asilo político.

      1. fernandocosta50 Responder

        Só que o advogado da união diz que se fizerem serão devolvidos a Cuba, então o que é isso? Os médicos de Cuba nunca iriam dizer qualquer coisa contrária ao seu regime, pois seriam presos de imediato. Será que as pessoas não enxergam isso? E outra coisa, estão falando em OMS, que são dados da OMS, outra mentira, pois a OMS recebe estes dados do governo Cubano, então os dados são passados conforme Fidel Castro quer. Quero ver eles fazendo curso de Pagé onde não tem remedio para uma pessoa infartando. E vir um bocó aqui dizer que não o médico cubano falhou, porque foi inegligente, quero ver qual oração eles irão ultilizar na hora de um paciente com AVC. Morre igual na atual infraestrutura brasileira

  10. Maria Cristina Responder

    Desejo um ótimo trabalho aos médicos cubanos. O povo precisa de médicos que os ajudem e não médicos que somente nem olha para o paciente.

  11. neto nobre Responder

    sugestão do próximo tema: Entendam porque os sete anões eram oito.

  12. Marco Paulo Responder

    Agora que já terminei de rolar de rir com os argumentos toscos desta matéria encomendada para justificar o injustificável, gostaria de deixar uma pergunta. Em todos os casos que vocês citaram os trabalhadores recebem os salários na hora, no mês, no local de trabalho, sem confiscos ou retenções, e podem, gastar como quiser, quando quiser. Podem inclusive trazer a família consigo, pois nada os impede. Além do mais, podem a qualquer momento decidir morar no pais em que estão trabalhando, somente devendo pedir às autoridades desse pais o visto de permanência. Esses médicos de Cuba podem? Se algum deles resolver usar livre arbítrio e decidir ficar no Brasil, o que acontece?

    1. Lucia Andre Responder

      Que tal perguntar para o Dr. Eduardo que mora em Pedreira e que veio na leva de 1999, trazida pelo José Serra?

      1. Gil Responder

        Não interessa quem fez errado da primeira vez. O aluguel de mão-de-obra escrava era uma indecência antes e continua uma imoralidade hoje. As pessoas com vergonha na cara não julgam certo ou errado dependendo de quem pratica.

    2. Renan Almeida Responder

      Caro Paulo,

      Pois é… Sr. Hélio, Sr. Alex,
      Com todo respeito, importar médicos de Cuba, mesmo sabendo que eles têm uma boa formação, dentro da proposta que o governo aceitou, enviando 10 mil por médico para a OPS, que por sua vez repassa a grana para “Fidel et caterva”, que embolsa a parte do leão e distribui as migalhas para os profissionais e suas famílias, É UM ACINTE CONTRA O POVO BRASILEIRO! NÓS ESTAMOS FINANCIANDO O PARTIDO COMUNISTA DE CUBA! UM PAÍS QUE JÁ ESTÁ COM O PÉ NA COVA HÁ MAIS DE DEZ ANOS, ESPERANDO APENAS UM EMPURRÃOZINHO DO DESTINO! É DEMAIS, UM PÉ NO SACO!

      Não confundamos o idealismo juvenil e universitário, do qual fui contagiado, não confundamos o Marxismo como instrumental de análise da história e dos sistemas econômicos, com a triste realidade do chamado “SOCIALISMO REAL”, criada e desenvolvida pelos “marxeiros” de plantão e sua mais pérfida e imoral seita, o Estalinismo! Tal qual o médico e o monstro, prevaleceu a criatura grotesca e castradora dos talentos individuais! Cuba está na merda não é por causa de bloqueio coisa nenhuma, é por pura incompetência, irresponsabilidade e presunção dos seus malévolos e decrépitos dirigentes!

      Lamentavelmente, o nosso país tá querendo trilhar o mesmo caminho, que nada tem de Socialismo. Cuba é uma demonstração clara da presunção infantil de pessoas que não aprenderam com a própria história! É um monstrengo estatista e burocrático!

  13. Lucia Andre Responder

    Interessante é que parece ser a primeira vez que médicos cubanos vem ao Brasil sob as mesmíssimas condições, né? Eita povo desinformado, sô!

    1. Gil Responder

      Eu realmente não fiquei sabendo quando aconteceu da primeira vez. Mas eu teria protestado exatamente da mesma forma. Não me importa quem fez para eu julgar se o que foi feito é certo ou errado.

  14. Carlos J. Mai Responder

    E’ obvio que existem simpatizantes e até militantes do governo absolutista e intransigente cubano. Sempre haverão pessoas dispostas a apoiar um regime totalitario. No caso deste senhor que escreve a materia não se faz necessario exarar suas convicções.
    No caso dos medicos, como ele mesmo diz, são funcionarios publicos cubanos, tratados como mercadoria e sem qualquer opção de escolha. Foram obrigados a servir o pais e a quem este designe. Não podem exigir nada sob pena de represalias a eles proprios e a sua familias.
    Então, uma vez celebrado o acordo (muito suspeito por sinal) entre Brasil e Cuba os medicos foram destacados, como soldados, a trabalharem no Brasil.
    Salarios não são argumentos de discussão. Assim que, este senhor que tenta fazer comparações entre empresas particulares que são contratadas a executar serviços e a contratação de um sistema governamental para tal fim torna-se totalmente infundada. O Brasil pagara a Cuba R$ 10,000.00 por medico (algo como US$ 4.347,00). O Governo Cubano por sua parte pagara ao medico algo como US$ 60,00, alferindo um lucro de US$ 4.287,00. Os que dizem que o sistema governamental ira reverter este “lucro” em favor da sociedade cubana deve ser do mesmo time que acredita em Papai Noel e Coelho da Pascua.
    Este dinheiro servira para patrocinar guerrilhas, narcotrafico, fortalecimento politico dos alinhados e compra de votos.
    E’ inconcebivel como ainda ha gente que acredita nestes sistemas. Só pode ser gente que quer se benecifiar dele.

  15. Jhonathan Avante Responder

    Análise aprofundada sobre “Programa Mais Médicos” aqui:

    http://erudicaodacidadania.blogspot.com.br/

  16. Jhonathan Avante Responder

    Abordagem aprofundada sobre o tema aqui:

    http://erudicaodacidadania.blogspot.com.br/

  17. Welbis Pestana Responder

    “Médicos cubanos que conseguiram escapar da Venezuela processam Cuba, Venezuela e a petroleira PDVSA em demanda apresentada ante tribunal da Justiça americana, em Miami. Pedem indenização que ultrapassa US$ 50 milhões de dólares”.

    Sete médicos e um enfermeiro cubanos estão processando Cuba, Venezuela e a PDVSA (a petroleira estatal venezuelana) por conspiração para obrigá-los a trabalhar em condições de “escravos modernos”, como pagamento pela dívida cubana com o Estado venezuelano por fornecimento de petróleo, segundo informação do site venezuelano Noticias24.

    Os médicos e o enfermeiro conseguiram escapar, chegando aos Estados Unidos, país que lhes outorgou vistos. Essa ação foi proposta em 2010, todavia adquire importância no momento em que o Brasil inicia contrato similar a esse que suscitou a demanda apresentada nos Estados Unidos. Segundo a petição a que teve acesso a agência internacional de notícias Efe, os demandados intencional e arbitrariamente”, colocaram os profissionais da saúde em “condição de servidão da dívida” e esses se converteram em “escravos econômicos” e promotores políticos.

    A demanda foi apresentada ante um tribunal federal de Miami (EUA) pelos médicos Julio César Lubian, Lleana Mastrapa, Miguel Majfud, María del Carmen Milanés, Frank Vargas, John Doe e Julio Cesdar Dieguez, e o enfermeiro Osmani Rebeaux. Com esta ação proposta perante a Justiça americana, os demandantes buscam uma indenização que ultrapassa US$ 50 milhões de dólares, revelou Pablo de Cuba, um dos advogados do grupo cubano.

    “Queremos estabelecer o precedente da responsabilidade patrimonial dos Estados sobre seus cidadãos. Isto é uma conspiração pré-determinada e dolosa desses governos e da empresa para submeter a trabalho forçado e servidão por dívida a esses médicos”, salientou o advogado.

    http://wphotography.altervista.org/blog/medicos-cubanos-escapam-venezuela-processam-cuba-pedem-indenizacao-por-trabalho-escravo/

  18. Souza Responder

    O plano do governo deu certo, vamos providenciar uma polêmica imigração de médicos e toda discussão sobre a péssima estrutura da nossa saúde será esquecida, ficarão debatendo se o sistema Cubano está certo ou errado e irão esquecer dos grandes problemas que atingem as maiores cidades do país onde têm médicos brasileiros do SUS trabalhando e o atendimento está um caos, parabéns pela dicussão, médicos cubanos, é só esse o problema.

  19. Sra Justiça tarda mais . Responder

    É verdade!!!…O Governo brasileiro vai repassar os 10mil para Cuba, que ira pagar seu médico com muito menos, é claro, pois Cuba é um pais socialista, que toda a riqueza é divida com o povo..kkkkkk….Ditadura de Cuba é assim, a democracia é: OBEDECER, senão vai preso ou fuzilado.Fato! O Brasil não tem nada haver com isso..outro fato!Mas a pergunta que não quer calar, pq só cubanos para nosso SUS? sendo que todos sabem que não há infraestrutura?Como se vai vai trabalhar prevenção com aquele que ja está enfermo e precisa de tratamento secundario e terciario?Será que os médicos cubanos não podem aproveitar e fugir da ditadura e ficar no Brasil e pedir asilo politico?Será que o Brasil daria?Claro que não!!!Tem dinheiro para fazer estádios de futebol Bilionarios, mas não tem $$ para investir de forma INTELIGENTE em infraestrutura como educação, saúde, transporte!!! Vão se fuder bando de magnata Maquiavelicos…vcs não vão ficar no poder para sempre, vcs acham que o povo ainda é cego?Tudo isso que acontece ja está sendo repassado para massa que vcs acham que vão ficar alienados para sempre?Não vão…repassando conhecimento.

  20. Waltenydsam Câmara Responder

    Em qualquer governo, em qualquer lugar do mundo que exista dinheiro, pessoas sempre foram ativos.

  21. Waltenydsam Câmara Responder

    Eu não falei sobre principais produtos ou produtos secundários. Eu afirmei que as pessoas são ativos, e que esse investimento de Cuba no ativo humano está dando retorno na forma da concessão da força de trabalho.

  22. Luiz Felipe Mérida Cavalcante Responder

    Um médico cubano não pode pedir asilo no Brasil, diferente dos demais médicos que vieram participar do programa. Leiam a reportagem da VEJA que menciona o fato de o Governo já ter planejado a vinda desses médicos muito antes do lançamento do programa. Já estava tudo combinado entre o Governo Brasileiro e Cubano. O que eu acho engraçado desses militantes fanáticos é que não reconhecem o fato de cuba ser uma ditadura. Como posso defender um regime ideológico que não garante o direito de ir e vir? Que não respeita a propriedade? Que revolução é essa que fuzilou gente do próprio país por não concordar com eles? O sistema capitalista tem defeitos é óbvio, mas até hoje não foi inventado nenhum outro melhor. Estamos dando dinheiro para um Governo reconhecido mundialmente como uma DITADURA e os petistas acham isso a coisa mais normal do mundo.

  23. RICARDO VICTAL Responder

    Mas se os trabalhadores brasileiros quiserem levar a família eles podem. Fato que não ocorre com o governo cubano que impede a família de viajar junto com os médicos. Por que será?
    .

  24. José Roberto Castro Responder

    Bom, sr. Helio Doyle, na minha opinião os exemplos utilizados pelo senhor não passam de meros sofismas. Ora, obras públicas e assistência técnica a pequenos agricultores não são atividades fim do Estado, tal qual é a saúde, razão pela qual os dois primeiros podem, inclusive, ser terceirizados, ao passo em que a última não, segundo posicionamento do próprio STF. Portanto, os médicos que vêm de Cuba devem ser considerados, por equiparação, a verdadeiros servidores públicos que ocupam função a serviço de interesses nacionais (ou, que seja, a interesse do governo Brasileiro em sua relação intrigante com Cuba). Os médicos formados em Cuba que vêm ao Brasil para atender a pacientes que aqui habitam devem receber a mesma remuneração e tratamento que os demais profissionais de saúde brasileiros, sejam concursados ou contratados temporariamente. Ademais disso, o Brasil deveria conceder alforria a tais médicos vindos de Cuba, porque, pode estar certo, eles, como uma imensa massa de outros cubanos, adorariam se livrar da privação de liberdade imposta a esse subjugado povo, pela ditadura vigente na ilha, e efetivamente se autodeterminarem.

  25. Marcelo Bausells Responder

    então o governo deveria negociar um valor menor por médico! Mas é óbvio que isso é um projeto de captação de recursos para o próprio PT. O governo desembolsa R$ 10.000,00 por cubano, que recebe R$ 900,00; o restante vai para Cuba que retém seu “pedágio” e devolve via caixa 2 para o PT. Ou vocês acham que militantes estão fazendo vaquinha para pagar as multas dos mensaleiros?

  26. Ricardo Responder

    O governo cubano é como uma empreiteira, que ganha dinheiro (lucro, mais valia, chame do que quiser) com base no trabalho de seus funcionários. A diferença, no entanto, é que uma empreiteira disputa a contratação de funcionários com outras empreiteiras — e até com outros ramos de atividade. Já a “Empreiteira Havana” tem monopólio na contratação da mão de obra da Ilha, especialmente a mão do obra média. Não há opção para o cubano de para quem trabalhar. Pode trabalhar no Brasil, pode trabalhar em Cuba, só não pode trabalhar para qualquer empregador que não seja o próprio governo dor irmão Castro. Se quiser fazer isso, aliás, como tantos desesperadamente querem, que pegue uma balsa e fuja da ilha.

    Esse é o caráter escravagista.

  27. Jeferson Responder

    Tá, devolvam-lhes os passaportes e tragam suas familas para cá, sabe em poucos anos etaremos exportando médicos para cuba quer apostar ?


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