Fórum 126 traz especial sobre política de drogas

Políticas de viés proibicionista e repressivo estão sendo questionadas em diversos países do mundo, evidenciando a necessidade de se discutir o tema de forma racional

547 1

Políticas de viés proibicionista e repressivo estão sendo questionadas em diversos países do mundo, evidenciando a necessidade de se discutir o tema de forma racional

Por Redação

A edição 126 de Fórum, em bancas e em todas as lojas da Livraria Cultura (confira a lista aqui) traz um especial sobre política de drogas, buscando descortinar o tema e dar uma visão diferente daquela abordada pelos veículos tradicionais. Trata-se de um cenário em que as políticas de viés proibicionista e repressivo estão sendo questionadas em diversos países do mundo, evidenciando a necessidade de se discutir as drogas de forma racional.

Dentro do especial, você pode conferir reportagem sobre as internações, seriam elas o melhor método para tratar o problema da dependência? Para muitos especialistas, o foco de políticas públicas nesse tipo de tratamento pode colocar em risco avanços obtidos por meio da luta antimanicomial. Outras duas matérias abordam a relação entre a atual legislação sobre drogas e a criminalização da pobreza e a história do proibicionismo, que remonta à execução de políticas equivocadas como a Lei Seca nos EUA.

Em entrevista, o ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay conta que experiências recentes como a que está em fase de elaboração no Uruguai e as de estados norte-americanos como Colorado e Washington trazem novos elementos para a discussão. “Tem muita gente que não consegue pensar de outra maneira, que não consegue imaginar que é possível ter outro olhar sobre isso. Esse é um dos grandes problemas: o preconceito, que provoca o engessamento do debate público.”

Pedro Alexandre Sanches traz uma lista de músicas que falam, de forma explícita ou cifrada, sobre a temática das drogas e o Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) explica seus objetivos e conta sua história, similar à de diversos coletivos autônomos e também antiproibicionistas que crescem em número e em importância.

Além do especial, Fórum traz também entrevistas com John Holloway e com o escritor, quadrinista e ilustrador Lourenço Mutarelli. Veja também reportagem sobre o racismo na infância, que propõe reflexões sobre o que faz com que uma criança se torne racista e que tipo de marcas a vítima de discriminação carrega pra o resto de sua vida.



No artigo

1 comment

  1. Maia Somel Responder

    uma coisa é certa: a gente que quer produzir, que não usa, que já tem milhares de problemas é quem acaba pagando caro. O usuário se beneficia (?) à sua maneira. Nem vou entrar no mérito da questão, a escolha é/foi dele. O governo ganha pois através da repressão tem verba rolando em todas as direções. O mercado negro se esbalda!! A polícia ganha pois arrasta as verbas que também precisa. A corrupção nem precisa dizer nada. Mas quem não usa, não faz parte de governo nem da polícia, não participa do mercado negro nem de nada disso como eu e outras pessoas está pagando, desqualificando a vida, através da insegurança, por exemplo, e mil outras coisas…A política deveria ser a desmilitarização, programas sérios de saúde mental, programas midiáticos eficientes. Vamos encarar? Droga dá prazer, sim !!! não adianta pedir para adicto fazer sacrifícios, sofrer com programas que têm a ver com força de vontade. Já existem medicamentos eficientes para quem realmente quer deixar de usar. E quem acha que está bem assim tem que comprar normal como alcool e cigarros que alias, fazem muitíssimo mais mal que qualquer outras drogas. A pior droga de todas realmente é a política de repressão.


x