Policiais envolvidos em morte de Amarildo têm prisão decretada

Decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (4)

494 0

Decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (4)

Por Igor Carvalho

Amarildo sumiu no dia 14 de julho (Foto: Divulgação)

Os dez policiais militares suspeitos da morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza tiveram a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (04).

Todos foram indiciados pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. Amarildo está desaparecido desde o dia 14 de julho, quando foi levado por policiais da UPP da Rocinha para uma averiguação.

A prisão preventiva foi decretada pois o juízo da 35º Vara Criminal da Capital acatou a denúncia de que o ex-comandante da UPP da Rocinha, major Edson Santos, estaria subornando testemunhas para que acusem Amarildo por tráfico.

Os dez policiais que tiveram a prisão preventiva decretada são Edson dos Santos, Luiz Felipe de Medeiros, Jairo da Conceição Ribas, Douglas Roberto Vital Machado, Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinícius Pereira da Silva, Anderson César Soares Maia, Wellington Tavares da Silva e Fábio Brasil da Rocha.

O caso

Após conclusão do inquérito, entregue ao Ministério Público, que investigava a morte de Amarildo de Souza, dez policiais militares foram indiciados. O major Edson Santos, que está entre os acusados, e seus comandados teriam torturado o ajudante de pedreiro para que ele revelasse onde armas e drogas estavam escondidas.

As sessões de tortura teriam ocorrido dentro do contêiner da UPP da Rocinha. Amarildo foi submetido a choques elétricos e asfixiado com sacos de lixo na cabeça. O ajudante de pedreiro, que é epilético, não teria resistido aos choques, morrendo no local. Outros três moradores da comunidade alegam que foram submetidos às mesmas práticas no mesmo local.



No artigo

x