Neonazista que enforcou mendigo recebe liberdade

Justiça permite liberdade a neonazista preso após enforcar morador de rua. Juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima concedeu alvará de soltura para Donato Di Mauro

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Justiça permite liberdade a neonazista preso após enforcar morador de rua. Juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima concedeu alvará de soltura para Donato Di Mauro

Do Pragmatismo Político

Morador de rua foi agredido por neonazista Donato Di Mauro (Foto: Divulgação/Facebook)

Os advogados de Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato Di Mauro, de 25 anos, devem acompanhar os procedimentos que irão possibilitar a saída do neonazista detido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. A juíza da 9ª Vara Criminal da Justiça Federal de Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, concedeu o alvará de soltura para o jovem nesta quarta-feira (23).

Em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu o auxiliar de ourives no interior de São Paulo. Ele saiu da Capital mineira após a repercussão de uma postagem feita em seu perfil no Facebook que chamou a atenção das autoridades. Donato divulgou uma foto na qual aparecia enforcando um morador de rua negro na Savassi. Na legenda da imagem, o rapaz justificava dizendo que o homem agredido era usuário de drogas.

Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26 anos, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, acabaram sendo detidos em Belo Horizonte na mesma operação, suspeitos de integrarem o grupo do qual Donato fazia parte. Nos perfis mantidos pelos três em redes sociais foram identificadas diversas mensagens de ódio com conteúdo racista e nazista. Eles ainda são acusados de participação em agressões e ameaças contra hippies, homossexuais, moradores de rua e negros em Belo Horizonte.

Em outubro, João Matheus foi solto após cumprir um mandato de prisão temporária de dez dias. Já Marcus Cunha conseguiu sair da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria na semana passada, quando a Justiça concedeu um habeas corpus ao acusado.

Eles respondem a processos por formação de quadrilha, racismo e divulgação do nazismo.



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6 comments

  1. Paulo João Responder

    E tem como acreditar em Justiça hoje em dia? Habeas Corpus é a ferramenta jurídica que só interessa a quem não merece. Meus parabéns à justiça brasileira.

    1. Vilson Zanfir Responder

      Já que a Justiça Brasileira não condena quem deveria estar na cadeia, libertando ladrões e assassinos beneficiados por habeas corpus ou embargos infringentes como esta na moda cabe ao PCC, Comando Vermelho, ”CV”, Ada, “Amigos dos Amigos”, Terceiro Comando ”TC” ou ainda Terceiro Comando Puro “TCP” e outras mais facções que possam ter acabar com tais Bandidos, oque leva uma juizá Raquel Vasconcelos Alves de Lima libertar um assassino torpe desse ameaça, coação ou conivência, ela deveria responder por tais atos. Prender para que se a grande maioria dos juízes os libertam, muitas vezes comprados pela famílias dos réus ou ameaçados………………

  2. Jorge Carvalho Domingues Responder

    O problema são nossas leis, muita brandas com todos, em situações onde deveriam sem bem mais rígidas… Isso foi tentativa de assassinato.

    1. Fabi Fontana Responder

      O problema não está nas leis, mas nos juízes.

    2. J SANTOS Responder

      Se o problema fosse lei, meu caro, as coisas já estariam resolvidas. O problema é a humanidade, que por acaso precede as leis, que não tem solução. Não há leis que resolvam o problema da falta de humanidade.

  3. Provos Brasil Provos Responder

    Viva a impunidade, não é atoa que o Brasil esta deste jeito.


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