Microcrédito em trânsito impulsiona verão gaúcho

O Programa Gaúcho de Microcrédito, executado pela Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa do estado do Rio Grande do Sul (Sesampe), em parceria com o Banrisul e operacionalizado por instituições de crédito diversas, concedeu, desde agosto de 2011, mais...

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Por Moriti Neto

A matéria abaixo faz parte da edição 118 de Fórum, compre aqui.

O Programa Gaúcho de Microcrédito, executado pela Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa do estado do Rio Grande do Sul (Sesampe), em parceria com o Banrisul e operacionalizado por instituições de crédito diversas, concedeu, desde agosto de 2011, mais de R$ 115 milhões em financiamentos. A política de desenvolvimento do governo do estado tem como objetivo incluir microempreendedores no sistema financeiro para criar oportunidades de trabalho e renda. Nesse sentido, o microcrédito está presente em várias localidades. Nele, um dos mecanismos que se destaca é a Van do Microcrédito, que, só em dezembro passado, atendeu 1.575 interessados no litoral norte e na região da Costa Doce gaúcha – maior complexo de lagos da América Latina – entre 19 de novembro e 8 de dezembro de 2012.

(Divulgação)

Preparando-se para as férias de final de ano, a ação antecedeu o Programa Verão Numa Boa, que, durante os três meses de férias escolares, espalha 6 mil servidores pela faixa litorânea do estado em trabalhos ligados a serviços públicos. Dessa forma, a iniciativa móvel teve o objetivo de disseminar o conceito de microcrédito e oferecer alternativas de financiamento para os empreendedores do litoral gaúcho. Com adesivos em referência ao projeto, o veículo percorreu um total de 1.671 quilômetros em 15 municípios para contatos com prefeituras, associações comerciais, clubes de dirigentes lojistas, escritórios de contabilidade, prestadores de serviços e a mídia.

Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, o impacto de veranistas é bastante profundo. Aproximadamente 2 milhões de pessoas passam por balneários de águas internas e pela Costa Doce, fazendo com que a população das cidades seja multiplicada em até dez vezes no período. O coordenador executivo do Verão Numa Boa, Rodrigo Oliveira, destaca alguns eixos da proposta para a temporada.

“Além da Van do Microcrédito, o Banrisul irá promover uma linha de crédito específico para as ações de turismo”, conta.

O microcrédito é uma modalidade de crédito de baixo custo e que possibilita a obtenção de financiamentos entre R$ 100 e R$ 15 mil, com juros de 0,64% ao mês e prazo de resgate de até dois anos. Os programas do governo do Rio Grande do Sul ligados à modalidade buscam se antecipar nas ações. “O microcrédito é um instrumento, uma alavanca aos pequenos negócios dos empresários que atuam no litoral. Para que esses empreendimentos fiquem prontos para os meses de maior fluxo do veraneio, é necessário ter acesso ao crédito antes do final do ano”, explica o secretário da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa, Maurício Dziedricki.

Com o formato produtivo e orientado, ele pode ser acessado de forma individual ou por grupos solidários e envolve conceitos como comunidade, responsabilidade, solidariedade e continuidade. Atualmente, integram o programa gaúcho uma sociedade de crédito ao microempreendedor, 14 instituições de microcrédito, 32 cooperativas, 154 prefeituras credenciadas e 342 agentes de oportunidades, que atuam como mobilizadores e transformadores nas localidades atendidas.

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Povos do candomblé, na Bahia, têm desfile com foco em trabalho e renda

(Manu Dias / Secom Bahia)

Em Salvador (BA), em 14 de dezembro de 2012, ocorreu o Desfile Moda e Arte nos Terreiros – Cultura e Empreendedorismo Familiar. O evento foi realizado na Praça de Oxum do Terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká, no bairro Casa Branca, com o intuito de expandir canais de promoção e comercialização da produção de 17 terreiros de candomblé do município e também da cidade de Lauro de Freitas, com confecções masculina e feminina, tear (pano da costa), souvenirs, torços e bijuterias.

Parte do programa de inclusão produtiva Vida Melhor Urbano, do governo do estado da Bahia, que atua no fomento a empreendimentos individuais e familiares da economia informal, apoiando um conjunto de atividades em parceria com o governo federal, municípios e sociedade civil, a iniciativa atendeu ao pleito dos Povos de Terreiros de Salvador e da Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio.

Com foco no apoio e na valorização da cultura afrobaiana, o desfile se voltou ao fortalecimento da produção de vestuário, artesanato e souvenirs. A ação contou com o apoio governamental por meio de equipamentos, insumos e comercialização, sempre direcionados à geração de trabalho e renda das famílias.

Segundo Ailton Florêncio, coordenador do programa Vida Melhor Urbano, o desfile cumpre a meta de beneficiar grupos específicos e prioritários do projeto, pois constituem famílias com perfil do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com forte potencial empreendedor, mas que, durante séculos, ficaram à margem das políticas públicas sociais. “Eles buscam a sobrevivência a partir de estratégias associadas à preservação cultural e religiosa, por exemplo, produção de roupas, objetos pessoais, artesanatos, vestimentas de cunho religioso com alta qualidade, identidade visual e cultural. Dessa forma, precisam de suporte técnico para o fortalecimento da inclusão socioprodutiva”, explica.

Além do poder público, foram diversas as organizações parceiras representativas do segmento ligado à cultura do candomblé, como a Sociedade São Jorge do Engenho Velho, Espaço Cultural Vovó Conceição, Rede Mauanda Bankoma, Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio (RREMAS), Instituto Nacional de Tradição Cultura Afro (Intecab-BA) e a Fundação Acua, da Colômbia. F
(Com informações do governo da Bahia) 



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