Moradores da Vila Medeiros (SP) protestam após morte de adolescente por PM

"Por que o senhor atirou em mim?", perguntou jovem antes de morrer

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“Por que o senhor atirou em mim?”, perguntou jovem antes de morrer

Por Redação

“Nem ele sabe por que tomou um tiro”, disse a mãe de Douglas Rodrigues (Reprodução)

Na tarde de domingo (27), o estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, foi morto pelo soldado Luciano Pires, de 31 anos, na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo. O estudante estava em frente a um bar na Rua Bacurizinho com seu irmão de 13 anos. “Já chegaram dando tiro de dentro do carro. Não falei nada, não teve  nem reação do meu irmão”, disse o irmão da vítima, em entrevista ao SPTV.

A família do jovem declarou que ele cursava o 3º ano do Ensino Médio, além de trabalhar em uma lanchonete. Também na entrevista ao telejornal, a mãe da vítima, Rossana de Souza, contou que ele morreu sem saber o motivo do disparo. “Ele ainda perguntou: ‘Senhor, por que o senhor atirou em mim?’ Nem ele sabe por que tomou um tiro”, disse ela.

A Polícia Militar diz ter sido acionada por uma ocorrência de perturbação do sossego e declarou que o disparo foi acidental, quando o soldado saiu da viatura. No entanto, o irmão da vítima diz que o policial não chegou a sair do carro.

Em protesto, moradores do bairro fizeram manifestações de indignação durante a madrugada. Segundo a Agência Brasil, três ônibus foram depredados, três coletivos e dois veículos, queimados, uma viatura teve vidros quebrados e duas agências bancárias foram depredadas. O protesto, que reuniu 300 pessoas, segundo a PM, terminou por volta das 4h de hoje. Seis pessoas foram levadas ao 73º Distrito Policial.

Assista abaixo à matéria do SPTV reproduzida no Youtube:



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10 comments

  1. Carol Mello Responder

    Policia na rua, mas com treinamento… Mas um jovem tem a vida ceifada, por despreparo policial.

    1. Gabriela Féres Rabaldo Responder

      isso não é despreparo, é assassinato mesmo.

  2. Bosco Ferreira Responder

    Não adianta tirar a condição de militar deles sem interferir na formação do profissional de segurança pública e sem criar um sistema de controle externo como existe na justiça e no ministério público.

  3. Cris Campos Responder

    Na hora da raiva a galera fica perdida e atira no pé. Queimam coletivos, que lhes farão falta amanhã, e são uma concessão da Prefeitura, enquanto o maior responsável pela tragédia provocada pelo PM assassino é o governador Alkmin..

  4. Neto Responder

    O despreparo e as famosas .40 que disparam sozinhas, ou não.

  5. Asdrubal Responder

    Bem, diante de tanta violência por parte da polícia, seja carioca, paulista ou amazonense, só me resta dar os pêsames aos familiares do jovem assassinado por um policial despreparado e, por isto, incompetente. Que recaia sobre o Estado a responsabilidade pela morte do jovem e pela indenização à família.

  6. Chico Responder

    Como diz Rubem Fonseca, “um policial é ou temido ou odiado.” Eu, particularmente, odeio.

  7. eminen Responder

    Quando qualquer pessoa porta uma arma de fogo na mão isso ja caracteriza intenção de matar , agora o PM aborda o rapaz com o dedo no gatilho , dispara , mata , e vai ser preso por homicídio culposo , quando não ha intenção de matar ??????????? Ae Governador quer dar o exemplo pra população , poe esse PM na cadeia e expulsa da corporação , e se prepara porque o sistema vai virar ……

  8. Aaliyah Guerreira Responder

    Onde vamos parar ? Isso é uma covardia!

  9. BB Responder

    Despreparado para que? Despreparado para ser humilde? Despreparado para ser gente? Ainda que fosse um disparo acidental, porque sacar uma arma para crianças?

    Esse cara disparou a arma “porque quis”!


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