Carta de uma mãe que teve sua filha sexualmente abusada

Por Jarid Arraes (Foto: Flickr/FdE) O Questão de Gênero vem hoje abrir espaço para uma mãe que teve sua...

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Por Jarid Arraes

(Foto: Flickr/FdE)

O Questão de Gênero vem hoje abrir espaço para uma mãe que teve sua filha abusada sexualmente e deseja compartilhar seu depoimento publicamente. Como se o abuso sexual já não viesse carregado de sofrimento, o local onde as denúncias devem ser feitas não era, nem de longe, adequado e preparado para receber vítimas de estupro, suas mães e familiares.

A carta abaixo, publicada na íntegra, é uma tentativa de utilizar um espaço político para dar voz às mulheres que enfrentam diariamente um realidade de misoginia e cultura do estupro. Como o caso está correndo judicialmente, a autora da carta permanece anônima.

Leia abaixo:

O massacre impune das guerras cotidianas
Denúncia de mais um caso de abuso sexual de menor em Florianópolis, SC

Prólogo

Aí você se pega tentando fazer as coisas de sempre, como se nada tivesse mudado. E vem aquela sensação de que não importa o quanto você se esforce para manter as coisas do mesmo jeito, nada muda o fato de que as coisas mudaram. Não haverá mais paz. E na verdade nunca houve paz, mas agora todas as partes do seu corpo sabem disso. Estamos em guerra.

Denunciando tudo

Quando ouvimos as notícias, temos o péssimo hábito de achar que tudo começa com o abuso sexual, quando essa ação se concretiza e produz uma vítima e um agressor: quando um homem usa de força, estratégia ou coerção para obter prazer e/ou constranger sua vítima. Mas na verdade tudo já começou muito antes: nos olhares e investidas dos homens nas ruas, nas piadas sexistas cotidianamente proferidas, em todo  discurso de submissão, fragilidade e passividade da mulher. Em suma, de toda uma diferença construída através da negação de reconhecimento de igualdade e de um discurso de superioridade masculina, excludente em essência.
Mas a parte institucional começou, sim, com um abuso. Aquele macho asqueroso agressor que simplesmente decidiu se aproveitar de um momento a sós com menina e que impôs sua vontade, a constrangiu e a abusou, por fim, certo de que o silêncio seria seu cúmplice.

E o abuso continuou ao fazer a denúncia. Saindo da 6ª DP de Florianópolis, especializada em crimes contra mulheres e adolescentes, tive certeza que esse lugar era uma dessas visões do inferno.  Me deparei com uma delegacia da mulher onde os delegados são homens e os policias são homens e as agressões continuam a ser realizadas no próprio espaço que deveria saná-las. Cenas como dois policiais armados ofendendo a mãe de um menor agressor e a ameaçando de prisão caso ela não se calasse na procura de defesa de seu filho, menor, são tidas como cenas cotidianas. No meio da delegacia da mulher e do adolescente, nem mulher nem adolescente parecem tem direitos.

Tivemos que apresentar nossa queixa já no balcão de recepção, sem nenhum acompanhamento psicológico, nenhum copo de água, nenhum “bom dia”. Depois de muita espera, a hora de finalmente fazer a denúncia foi outro momento de constrangimento e abuso. Além do fato de que as denúncias de abuso são feitas a portas abertas em uma sala logo atrás do balcão da recepção, praticamente em público, nota-se um total despreparo dos profissionais. Às argumentações de fechar a porta por ser um fato sigiloso e delicado, a escrivã contrapõe que “ficará muito abafado” e que já tinha feito Boletim de Ocorrência (B.O) de abuso com portas abertas “o dia inteiro”.  Em nenhum momento aconteceu um sinal de empatia ao menos pelo fato de a vítima ser uma pré-adolescente. Sem mais delongas, um inquérito: “quando foi a agressão? Qual foi? Onde? Que horas? Tem testemunhas? Tem provas?”

Então eu tenho que explicar que no nosso caso não há provas e não há testemunhas. É de conhecimento geral, mas parece que não para os profissionais da área, que estupro é esse crime covarde que acontece nas surdinas, em quartos, salas ou ruas desertas onde a vítima está indefesa exatamente porque está à mercê do agressor.  Porque ela, profissional da área, teria que saber que a maior parte dos abusos acontece a portas fechadas e não, não tem testemunhas. Não tem provas, a não ser a voz das meninas e mulheres que corajosamente se levantam contra agressores que não raro as ameaçam, e levantam suas vozes meio a paredes sujas e portas abertas em delegacias que ninguém se importa e que nas quais nada será feito com essas denúncias. “Não cabe uma medida protetiva no seu caso”, “existem casos piores”, “sorte sua que não foi estupro de verdade”.

Existe estupro de mentira? 

O que percebi, o que percebo, é uma propagação dessa ideia infame de que “poderia ter sido pior”.  Se não tocou: “poderia ter tocado”. Se tocou: “ poderia ter sido por debaixo da roupa”. Se a violência foi então com as mãos embaixo da roupa: “mas não penetrou”. E se penetrou, mas não bateu, “poderia ter batido”. E se bateu ou espancou, “pelo menos não matou”.  E, se matou, talvez ainda escutaríamos que “pelo menos não torturou antes de matar”? Essas minimizações dos efeitos dos abusos visam aparentemente minimizar a dor da vítima, mas, ao fazer isso, agem como atenuantes à agressão e ao agressor. Ou seja, junto a essa ideia do “poderia ter sido pior” vêm a noção implícita de que o agressor poderia ser considerado quase como uma consciência benevolente por não ter usado de todo seu potencial de força contra a vítima.
Claro que todos vão concordar que o fato de alguém vir a morrer pode ser considerado pior do que uma ameaça ou um atentado ao pudor. Mas a questão é que crimes assim não podem ser comparáveis entre si, cada crime é um crime isolado e deve ser encarado como tal. Toda tentativa de minimizar a dor de outra pessoa com esse discurso reverbera em uma atenuação do crime e, consequentemente, do que se espera fazer com o agressor.

O que ficou claro nessa ida à 6ª DP foi que toda a mudança de lei que abrange estupro não tem respaldo na prática. Que a delegacia da mulher só tem “mulher” no nome e nas funções subalternas e que é a grande lógica patriarcal que vigora nesses espaços, réplicas que são do nosso mundo. Que uma delegacia do adolescente não tem preparo algum para lidar com adolescentes sejam eles vítimas ou infratores. Que a delegacia é outro lugar no qual se opera a divisão de classes: porque, além de toda a estrutura de atendimento que lembra os serviços de saúde pública daqui, logo fiquei sabendo que casos sem advogados são postergados por meses. E que da mesma forma que o sistema capitalista se mantém sugando a energia do povo para que esse não reaja, as burocracias institucionais das delegacias sugam a energia das mulheres inviabilizando reação ao patriarcado.

O abuso é um meio do patriarcado se manter, um lembrete de que somos mulheres e de que há uma lógica de fracos e fortes na qual nós seríamos o elo fraco. Existe um modo macho de viver sem medo e atuar no mundo sabendo com seu corpo o silêncio das meninas e mulheres. E por isso essa carta: romper o silêncio é nossa maior arma, e arma não contra casos isolados, mas contra todo o patriarcado. Abuso sexual é um problema político e a resposta tem que ser igualmente política. Precisamos combater o agressor não como um caso individual e nem a representação de algo, mas o que ele é, porque ele é em si todo o patriarcado. E o patriarcado tem que ser combatido.

Epílogo

Tem coisas que acontecem que mudam nossa realidade totalmente. É claro que eu não era nenhuma menininha ingênua, que eu sabia dessa guerra e que eu a sabia no meu corpo, e que eu sempre tive essa empatia pelas meninas-mulheres abusadas de forma intensa. Então porque o susto? Era comigo, já era meu corpo.  E mesmo agora podem dizer: não é o seu corpo, mas de sua filha. Mesmo assim eu também fui abusada. E a sensação é essa de que o mundo todo mudou em mim, que acabou, que nunca mais se poderá ter paz.

Mas o que é claro então é que as coisas não mudaram. Elas sempre foram assim. Nunca houve paz. O machismo é uma constante da nossa história na qual as conquistas das minorias são sempre variáveis passíveis de se adequar à constante principal do patriarcado assassino e opressor.

Seguindo essa lógica, a agressão é uma variável do patriarcado, mas a opressão é uma constante que delimita e marca nossa forma de ver e estar no mundo. As mulheres e crianças vivenciam um medo cotidiano e permanente, resultado dessas práticas patriarcais que delegam ao macho o direito de ser e ocupar um mundo que é deles e que impõe às mulheres que saibam se preservar, se defender e se calar enquanto tentam ocupar o mundo pelas beiradas, como se não fosse também nosso.

Nossa luta é pelo direito de ser, estar e ocupar esse mundo que é nosso.

Uma amiga me perguntou se eu acreditava em reabilitação. Desconfio que a parte mais difícil é que eu acho que o agressor é, sim, um psicopata, mas um psicopata que não consegue reconhecer a mulher ou a criança como sujeito. Note-se que eu não disse sujeito de liberdade ou sujeito de direitos, mas simplesmente como sujeito, como pessoa. É assim que os desejos do agressor se sobrepõem aos dos demais, mas também é assim que seus direitos são estendidos sobre os demais. Seus desejos são praticados sobre e na reificação de crianças e mulheres, ao passo que seus direitos são considerados como inalienáveis. Não quero aqui fazer apologia a fascismos. Acredito que educação é a chave, a curto, médio e longo prazo. Mas o que fazer com esses casos? A impunidade produz vítimas a cada minuto, e não temos tempo, nunca tivemos tempo. E se a educação for a resposta, como então educar?

E não: não acontece apenas uma vez. Uma vez proferida uma violência impune, essa violência continuará e continuará. E essa violência continuará simplesmente porque o sistema legal de amparo a mulher é patriarcal e benevolente aos agressores. “Muitos casos, não damos conta”, nos disseram na delegacia.  Não se tenta dar conta. O sistema não é falho, é conivente, cúmplice. O sistema responsável pela punição é tão machista e agressor quanto o próprio agressor.

Se já não posso pedir por paz, reclamo ao menos por justiça. Nas recentes efervescências políticas desse ano, uma frase nos muros e gritos me chamou a atenção: “se não há igualdade para os pobres, que não haja paz para os ricos”. Parafraseio aqui: “se não há justiça entre os gêneros, que não haja paz para os agressores”. Estamos em guerra.

Carta aberta de uma mãe, filha, amiga, mulher, feminista, anônima.
Florianópolis, 2013



No artigo

15 comments

  1. Priscila Responder

    A cada relato e texto do gênero que leio, consigo sentir toda dor e angústia. É desesperador que, os agentes que deviam proteger os direitos dos cidadãos, os transgridem e nos deixam a mercê, com esse medo que não nos deixa, com essa sensação constante de impotência. Espero, de coração, que possamos viver em dias em que nossa liberdade seja respeitada, que todas essas feridas não sejam tão vilipendiadas por vários entes da sociedade e estado. Continuemos lutando, sem medo de denunciar, pois ainda nutro a esperança de que conseguiremos construir dias melhores.

  2. Claudia Responder

    Cara mae!

    Achei sua carta muito corajosa e lúcida, ainda que a senhora com todo o respeito que sinto pelo o que está passando, tenha se mantido no anonimato, como a maioria das vítimas… Entendo perfeitamente… eu mesma me mantive no anonimato, o pior, no anonimato de mim mesma… passei anos sem querer aceitar que o que havia sofrido na infância era abuso sim… nao, nao foi um estupro, apesar de ter visto isso num filme qdo tinha 10 ou 9 anos de idade, pouco depois de ter sido molestada…. meus pais me deixaram ver aquela violência toda e friamente me esclarecera do que se tratava, como se as cenas nao falassem por si próprias… Ali eu soube, ahh sim, ali eu soube, o que era ser mulher… ali, naquela cena, eu soube que viveria com medo, como sempre vivi… ali foi dada a primeira porrada que levei da vida, que contribuíria por parte de minha baixa auto-estima… Até hoje nao entendo, como os pais deixam os filhos criancas verem uma atrocidade dessa na TV, como os meus deixaram…
    Tive várias amigas abusadas, conheci meninas que foram estupradas e nao foram pelo desconhecido tarada escondido na rua… foram pelo namoradinho…. enfim…
    Nao existe cura pra psicopata. A pessoa que estupra é psicopata. Existe educacao pra nao tratar a mulher como objeto, ou seja, nao olharem pra ela com esses olhares cheios de desejo, nao a chamarem na rua de gostosa ou coisa parecida… Isso é possível… mas educar nao evita o estupro ou a apalpada, a famosa mao leve… quem faz isso, faz pra intimidar… eles sabem que as mulheres nao gostam das apalpadas, mesmo que a mulher goste de ser chamada de gostosa na rua, de apalpada de estranho mulher nenhuma gosta…entao porque fazem? Poder. Agressao gratuita ao mais fraco. Agressao apenas. Pra esses, somente a punicao do crime, em seus níveis.
    Gostaria de escrever que espero que sua filha supere isso… que você supere… mas eu nunca superei… às vezes esqueco… mas basta um gatilho e a menina abusada surge diante de mim…. aquela que fui, aquela que nunca quis ser…
    Sim, minha senhora, estamos em guerra!!!!!!!!!!!!!!!
    :)

  3. Rê_Ayla Responder

    Dia 25/11, estou organizando, junto com outras mulheres, um evento para chamar atenção para o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. Conseguimos uma gráfica para imprimir gratuitamente o panfleto com informações que estamos fazendo – faltava ainda um texto que se comunicasse diretamente com as mulheres.
    Gostaria da autorização da autora dessa carta para usá-la, integralmente, no panfleto. Posso usar?

    1. Nina Responder

      Eu tenho uma historia que esta a acntecer nesse momento que poderia contar

  4. Indila Dora Responder

    Temos um problema. Um problema que é o tronco principal de todos os problemas conhecidos. E se formos buscar a raiz desse problema ela será tão clara e evidente que a ignoraremos – como se fez e se faz até hoje. Deixo bem claro que compreendo a angústia dessa mãe, até mais do que gostaria. Também já fui vítima de abuso sexual quando tinha apenas cinco anos de idade. Morava na época em uma cidade então em desenvolvimento na região metropolitana de Belo Horizonte, MG. O agressor era razoavelmente conhecido na região e já estivera envolvido em outros casos similares contra crianças, nunca sendo punido de fato por nenhum deles. Sendo membro da Igreja Católica, ele contava com o respeito e proteção que esta o conferia. Pelo que posso me lembrar, meus pais tinham acesso à casa e à família do criminoso, chegaram inclusive a ir até lá, por motivos que não são muito claros para mim – talvez para pedir por uma explicação ou por um pedido de desculpas. Meu trauma foi silencioso e dolorido por anos, mas apesar disso fui uma criança feliz e saudável. As consequências psicológicas daquele acontecimento em mim se mantiveram em um grau muito sutil, mas muito presente principalmente nos meus relacionamentos envolvendo sexo – o sexo em si foi um mito por algum tempo. Finalmente consegui me curar por completo através de certas terapias de limpeza energética, como massagem sueca e yoga. Hoje me pergunto o que eu gostaria que tivesse ocorrido ao meu agressor. Posso dizer plenamente que gostaria muito que ele fosse curado. Gostaria que alguma coisa maravilhosa acontecesse que pudesse falar ao coração dele e que o fizesse despertar para a beleza que reside na sanidade e no domínio completo do ser. Que ele despertasse para o verdadeiro amor, e que mudasse sua visão doentia sobre as crianças para dar lugar à visão da pureza de espírito que elas trazem.
    Quando me curei todos os sentimentos ruins relacionados àquela pessoa que me fez mal sumiram. A partir de então vejo que a solução só existe dentro de mim. Quando aceito a realidade multiplamente falha e corrompida da maioria das pessoas que compõe o nosso sistema – eles não vão mudar da noite para o dia, eu já sabia disso – examino e testifico que não sou como eles e estou ativamente engajada nisso, inclusive denunciando de todas as formas possíveis aquilo que vejo estar errado. Tudo quanto penso, faço, consumo e represento serve como exemplo do que acredito. Só me resta limpar a impressão que aquela violência me deixou, e assim todas as outras cicatrizes e traumas acumulados pelos anos de repressão e covardia se vão junto. Não sou mais uma vítima. É aí que reside a paz – agora aprofundada pelo peso do sofrimento, quase inabalável. Guerra não é a solução se o alvo final é a paz – é tão claro. Esse jogo de revide nunca termina – só serve para satisfazer nosso desejo infantil por solução imediata. A solução só se dará quando todos deixarem o campo de batalha e aprenderem a organizar seu próprio espaço antes de tentarem organizar o todo. Mesmo que não se veja o resultado nessa vida, deve-se acreditar na semente plantada – isso é tudo. Resultados exelentes levam muito tempo para serem alcançados – é preciso ter paciência e paz interior para esperar. Se fizermos tudo certo poderemos ver ainda nessa vida os primeiros raminhos nascendo – mas só se fizermos tudo certo.

    Toda minha solidariedade à mãe e filha. Que seu coração seja confortado.

  5. Daniela Responder

    Muito bom o texto e parabéns por publica-lo! Por favor, continue publicando, ainda que sob o nome de “anônima” para que possamos acompanhar o caso e continuar lutando contra o cotidiano patriarcal existente dentro das delegacias!

  6. Barbara Responder

    Infelizmente em nossa sociedade o abuso a mulheres, principalmente o sexual, ainda é visto como algo banal, sem importância, como se cedo ou tarde isso fosse acontecer comigo ou com você e devessemos ver isto como algo normal. As pessoas não tem consciência do quanto isso deixa marcas na alma, do quanto isso muda uma vida e dos traumas que serão levados pelo resto dela. Acredito que só haverá mudança quando passarem a valorizar e ver as mulheres antes de tudo como seres humanos e não como objetos sexuais.

  7. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões Responder

    PORQUE “MÉDICOS” CUBANOS?
    R: Aborto, o número de estupros no Brasil já ultrapassou o número de homicídios dolosos.

    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/05/porque-medicos-cubanos-substancia-negra.html

  8. Luara Menezes Responder

    Jarid Arraes, eu realmente gostaria de agradecer a você por abrir espaço em sua coluna para que outras mulheres falem. Já é a terceira postagem com depoimentos e opiniões diversas e eu acredito piamente que isso é utilizar um espaço de forma útil.

    Que venham mais depoimentos, além de seus textos que nos enchem de orgulho no Ceará!

  9. Manoel Messias Pereira Responder

    Há coisa na vida, que são repudiável, uma delas é falta de respeito, abusos sexuais. É preciso entender que não somos todos os homens ou mulheres que são canalhas. Mas os que não tem a compostura devida, precisa sair de circulação, nos rigores da lei ou não. é preciso que todos possam ter paz, viver socialmente num contexto respeitoso e só.

  10. Joeciano Maia Responder

    Numa sociedade embrutecida corremos grande risco de não encontrar paz e muito menos delicadeza.
    O que nos dá esperança é a nossa solidariedade. Até quando as vozes serão abafadas na agonia?

  11. Marcia... Responder

    É muito triste saber que esse é um crime que ganhou extensão sem limite, e se as autoridades não mudar as leis em nosso pais continuaremos sendo abusadas,só pelo fato de ser mulher.
    Alguém citor em um depoimento que é muito chato ouvir algo como gostosa,entre outras,os valores realmente são outros e se a mulher não era respeitada hoje é menos ainda.um abraço para mae e filha…

  12. Tatiane Mafra Responder

    Eu estou passando por isso me sinto perdida é como se cada dia a cena se repeti foi com minha filha de 10 anos onde pai e filho ou seja meu tio e meu primo ate agora ta muito recente mas sofro todos os dias !

  13. expecinare Responder

    que haja paz no mundo o efeito sombra é um livro que ajudou muito recomendo muita paz

  14. Ellen Responder

    veio aqui compartilha minha história com vcs… tinha apenas 3 anos quando um sobrinho da minha vó q ela criava começou com os abusos contra a minha pessoa, ele me chamava para brincar no quarto com ele, e lá acontecia os abuso, ele passava a mão nas minhas partes íntimas até ejacula, eu era muito pequena, mas lembro de muita coisa daquele tempo, quando fiz 4 anos ele acabou manchando um shortinho meu e foi ai q minha mãe descobriu os abusos e viu pq eu ficava muito assustada quando via ele, esse dia q ele fez isso minha mãe me levou na delegacia e la foi feito todos os procedimentos necessários, ele ficou preso por 10 ano, sim a justiça foi feita…. Mas não tem como até hoje levo marcas dentro de mim, não esqueço oq aquele mostro fez comigo, sou muito desconfiada com os homens, tenho muito pesadelos com isso…. Mas tenho fé em Deus q um dia isso vai curar…. E vou me liberta dessa angústia todaq


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