Homem que agrediu secretário do RJ alega que desapropriação foi “ilegal”

Segundo guardador de carros, terreno onde funciona estacionamento tido como irregular servirá para a construção de um shopping center

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Para o guardador de carros, terreno onde funciona estacionamento tido como irregular servirá para a construção de um shopping center

Por Redação

Eduardo Fauzi justifica o tapa na cara do secretário de Ordem Pública do Rio de Janeiro, Alex Costa (Foto: Reprodução/Youtube)

Em um vídeo publicado no Youtube, o guardador de carros Eduardo Fauzi tenta justificar a agressão ao secretário de Ordem Pública do Rio de Janeiro, Alex Costa. O tapa foi desferido durante uma entrevista concedida por Costa em meio a uma operação para fechar estacionamentos tido como irregulares na Zona Portuária. A cena foi vista em diversos vídeos divulgados nas redes sociais.

“Existe uma liminar que garante a posse do imóvel. Existe um alvará que garante a manutenção da atividade econômica no local. O secretário de Ordem Pública, que é quem deveria zelar pela ordem pública, toma conhecimento mas desrespeita a ordem judicial e o alvará”, afirmou o agressor, que classifica a desapropriação como “ilegal.”

Fauzi explica que outro fator que cooperou para o seu “momento de cólera” foi o comportamento de Costa no local. “O secretário ficou o dia inteiro proferindo piadas de duplo sentido a respeito dos guardadores que estavam aqui prestando solidariedade ao proprietário do imóvel.”

Antes de começar a coletiva de imprensa, segundo Fauzi, o secretário disse: “Grava de lá para cá, para pegar a cara de bebê chorão dele”, se referindo ao guardador de carros. “Nesse momento eu explodi, não aguentei. Foi a tapa mais bem dada que já pude dar na minha vida.”

O vídeo termina com o guardador de carros questionando os investimentos cariocas nos megaeventos esportivos. Segundo Fauzi, a desapropriação servirá para destinar o terreno à construção de um shopping center.

Veja o vídeo:



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2 comments

  1. Célia Responder

    Incrível esse vídeo!

  2. Célia Responder

    Qualquer semelhança com a tragédia do Pinheirinho é mera coincidência.


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