“Malditos nordestinos”: um filme de 1943 sobre São Paulo e um show de racismo e xenofobia

Comentários no Youtube são um festival inacreditável de xenofobia, racismo e obtusidade.

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Os comentários dos paulistanos, no Youtube, são um festival inacreditável de xenofobia, racismo e obtusidade. É como se Danilo Gentili e Roger tivessem chamado sua turma para praticar luta-livre na lama

Por Kiko Nogueira, no DCM

(Imagem: Reprodução/Youtube)

Um filme sobre São Paulo, feito em 1943, mostra belas imagens da cidade. Foi produzido pela extinta Coordenadoria de Assuntos Inter-Americanos, CIAA, durante os anos da política de boa vizinhança.

Chefiada por Nelson Rockefeller, a CIAA tinha a função, oficialmente, de estimular “a cooperação e a solidariedade hemisférica”. O objetivo era, na verdade, enfrentar a ameaça nazista e consolidar a posição dos EUA como superpotência. É uma peça de propaganda, tanto quanto o desenho “Saludos Amigos”, que a Disney fez sob encomenda. O Brasil tinha declarado guerra à Alemanha em 1942, mas só enviou tropas para a frente de batalha em 1944.

A São Paulo que aparece ali é uma pequena maravilha. Com “O Guarani” ao fundo, surge o centro, o Museu do Ipiranga, a Avenida São João e a Avenida Paulista com seus casarões. “Com 1,3 milhão de habitantes, Sáo Páolu é hoje a maior cidade industrial da América do Sul”.

Uma saída de fábrica da Pirelli lembra as comédias italianas de Mario Monicelli. O Instituto Butantan é uma das “várias instituições dedicadas à pesquisa científica”. Um desfile militar no Pacaembu. Deliciosas piscinas públicas. Os prédios em estilo art-déco. Um baile com uma cantora acompanhada de uma orquestra que parece uma das festas mal assombradas de “O Iluminado”.

“Refletindo o espírito de Ramos de Azevedo, o grande arquiteto, o paulista está construindo novas ruas, novos viadutos, túneis, apartamentos, avenidas, hoteis e hospitais”, diz o narrador.

A CIAA gastou 140 milhões de dólares em 6 anos e é visível, no curta, que não houve economia. A cidade retratada tem algo de fictício, mas o documento é precioso. É uma grande vila em crescimento, antes de ser desumanizada, ou a caminho de ser desumanizada, com bondes, bonita e sem nordestinos…

Epa.

O vídeo tem mais de 337 mil visualizações até agora. Evidentemente que muitos paulistanos deixaram seu parecer. E é um festival inacreditável de xenofobia, racismo e obtusidade. É como se Danilo Gentili e Roger tivessem chamado sua turma para praticar luta-livre na lama. Uma amostra:

“Emigrantes principalmente do nordeste vivem falando que construíram São Paulo. Grande mentira, os imigrantes estrangeiros e nós, paulistanos, construímos São Paulo e porque crescemos muito, eles emigraram para cá.”

“Chora mais, e vá alisar esse seu cabelo ruim, macaco.”

“Acredito que boa parte dos problemas de SP tem relação com essa migração descontrolada…O Brasil é um país muito grande de culturas diferentes… que acabam não se adaptando e causando transtornos irreparáveis.”

“A maioria de nós, paulistanos, somos muito patriotas… Tenho grande respeito pelos nordestinos, pois são trabalhadores. Mas eles vêm para SP invadindo serras, construindo favelas, onde destroem as matas e deixam a cidade feia. Os nordestinos vêm em busca de emprego, mas quase não encontram…Depois saem da cidade falando mal de nossa terra.”

“A única coisa que os nordestinos construíram em São Paulo é Heliópolis.”

“Nossa cidade esta cheia de favelas por causa dos malditos nordestinos!!”

“E tem mais, o problema não passa apenas pelos nordestinos em si, todos sabemos da elevada taxa de ”procriação” desse povo, pois bem estamos presenciando o surgimento de uma linha de nordestinos ‘made in sum paulo’”.

E um longo etc.

O YouTube tenta, há algum tempo, criar mecanismos que inibam esse tipo de comportamento. Nada deu muito certo até agora. O site de notícias falsas The Onion publicou uma “reportagem” sobre o baixo nível de comentaristas do YouTube. Segundo o Onion, a sede da empresa no Vale do Silício explodiu em aplausos depois da trilionésima manifestação racista. “Quando criamos o YouTube, em 2005, sabíamos que ele tinha o potencial de revolucionar a forma como as pessoas fazem observações altamente ofensivas”, disse o CEO Salar Kamangar. “Estamos realmente impressionados com nossos usuários dedicados e extremamente ignorantes, que fazem declarações abjetas todo dia. Obrigado”.

Confira o vídeo:



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30 comments

  1. Alexandre Responder

    Esses mesmos que discriminam seus compatriotas de origens genuínas (preto, índio e branco) e procedentes de humilde lugares, são os mesmos que nos envergonham, quando em férias por países como os US, falando um inglês horroroso e, se achando os reis da cocada, cometem as mais lastimáveis gafes.

    1. Vitor pensador contemporâneo Responder

      Perfeito, complementei sua opinião, não é necessário ter muita sensibilidade para notar esse comportamento provinciano, caipira até…

      1. Alex Responder

        É amigo Nordestino… As pessoas às vezes falam e fazem ‘bizonhices’ e nem se apercebem disso… Mas cuidado para não cair na mesma atitude deles: falar ‘paulistinha’ também é uma forma de rebaixar o outro por usar seu gentílico no diminutivo!

    2. Nordestino Responder

      Eu que o diga! Sou nordestino e vivo num país de língua inglesa. Acredito q todos possuem seus “dons” e, como sempre gostei de línguas, falo inglês quase que como um nativo, principalmente aos olhos de outro brasileiro. Conheço muitos desses paulistinhas aí – aqui tá cheio deles – e já ouvi várias pérolas. Pai de um amigo (rico, olho azul) perguntou como minha esposa (tb NE) conseguia falar inglês com sotaque NE; cliente se espantar e me perguntar “como é que vc sái da PB e vem prá cá?”. Sem falar dessas gafes públicas a qual vc se refere, de me fazer desejar ser um avestruz e enterrar minha cara no chão de tanta vergonha da bizonhice das idéias do(s) indivíduo(s) profeciam e, frente aos olhos dos nativos, tenho a mesma cultura e background q ele. Detalhe: já tentei argumentar que falar “baianada” para algo pejorativo eh racismo, mas daí até essas pessoas absorverem… melhor desistir.

      1. Alex Responder

        É amigo Nordestino… As pessoas às vezes falam e fazem ‘bizonhices’ e nem se sperçebem disso… Mas cuidado para não cair na mesma atitude deles: falar ‘paulistinha’ também é uma forma de rebaixar o outro por usar seu gentílico no diminutivo!

  2. Alexsandro Lima Responder

    Essa xenofobia é irracional. Se pensar friamente, os motivos simplesmente não existem. Me parecem que são “Neonazistas poser’s” pra mim. Os Nordestinos tem razão pra falar mal da cidade, mas tem mais razão de se queixar de gente com pensamentos e dogmas doentios que tem esses ai. São Paulo assim como outras capitais, tem o caos; suas mazelas, mas é devido a politicos ruins oriundos dessas cidades ou do mesmo Estado, não por nordestinos. Uma cidade que não é mais atraente devido: aos arrastões; aos saqueadores; aos criminoso de toda gama possível, agora vem com essas pessoas idiotas com esses tipos de pensamentos e ideologias.

  3. Alexandre Trindade Responder

    Dá para imaginar como seria São Paulo sem os migrantes nordestinos? Sou suspeito em dizer que não por ser filho de baianos, mas afinal quem foram e ainda são os operários da construção civil, do chão das fábricas etc. Hoje a realidade é outra, tanto nas obras de grande porte quanto na indústria exige-se mão de obra cada vez mais qualificada. Os nordestinos que para cá vieram e prosperaram prepararam seus filhos, netos para ocupar outros espaços no mercado de trabalho paulista como no comércio, nos setores administrativos ou de serviços entre outros. Esquecem-se os preconceituosos que este estado foi construindo pelos migrantes, não só do nordeste brasileiro mas também de outras regiões do país, e pelo imigrantes estrangeiros. Por isso, nossa cultura é plural. Não por acaso consideramos que em cada canto deste Estado, de muitas de suas cidades, há um pedacinho do Brasil e do mundo. Esses retrógrados deveriam agradecer a quem com muito trabalho e suor construiu e constroem nosso Estado.

    1. Bertonni Responder

      Seria um verdadeiro paraiso.

  4. rubens antelmo Responder

    é vero no filme não tem racismo é só nos comentarios …no filme tem propaganda estatal empresarial….

  5. lilana lima Responder

    Engraçado é que contra o italiano f……, pobre, ignorante que chegou aqui pra trabalhar e foi explorado, ninguém tem nda contra! Por que só quem vem de outras regiões do Brasil, trazendo no sangue as origens é que eles rejeitam? É triste ver que apesar de São Paulo ter recebido tanto estrangeiro, as pessoas se manifestam com o que possuem de pior que é a estupidez, grosseria, preconceito!

  6. Vitor pensador contemporâneo Responder

    Gostaria que os jênios racistas apontassem quem vai entregar suas pizzas, lavar seus chãos, dirigir seus ônibus e fritar suas coxinhas quando São Paulo for esterilizada dos malditos nordestinos. Patéticos, fazem isso e quando vão aos EUA gastar seus cobres e cometer todo tipo de gafe vergonhosa porque, apesar do dinheiro, continuam ignorantes e mal educados, ficam contrariados se são vistos como meros cucarachos. Gastam descontroladamente, se entupindo de roupas ridículas e apetrechos desnecessários em uma ânsia inútil para se enquadrar ao que lhes parece a condição de cidadãos do mundo. De longe não reconhecidos. Falam alto, andam pra todo lado cheios de bolsas e sacolas, olham os prestadores de serviço de cima para baixo, ostentam marcas até mesmo na testa e acabam por se tornar figuras caricatas que qualquer local, de longe, muito longe, reconhece. Por mais que tentem, não conseguem se enquadrar e jamais se enquadrarão porque, de fato, não são o que querem ser. Sábio era Cazuza: “são caboclos querendo ser ingleses”…

    1. alex Responder

      Temos q tomar cuidado tb com os gênios politicamente corretos q escrevem gênios com a “J”….Esses são os mais perigosos…imagina falando inglês então? Q medo…..

  7. Fred10Lopes Responder

    Imbecis ! Não preciso de muitas palavras.

  8. Silene Santos Pinto Responder

    De que massa foram feitos os paulistanos? Preconceituosos e sem nexo!
    É verdade que muitos de nós (eu sou de Pernambuco) viemos para cá (RJ e SP) em busca de emprego, em busca de melhores condições de vida mas, devem também lembrar-se que o Brasil é um só e pertence a todos brasileiros. A falta de um bom planejamento entre os governos dos estados é que causa essa confusão, é claro que se houvesse boas perspectivas de trabalho no estado de origem. ninguém viria para SUM PAULO!
    Esquecem-se de que todos os migrantes do RJ e SP contribuem para o crescimento do estado?Agora com governantes ladrões que governam para si próprio e não investiram em moradias. transportes, educação e tampouco no controle da natalidade, a culpa é dos nordestinos? Se manca, oh ignorante!

  9. Severo Lobo Responder

    É a velha “cultura paulistana” de submissão ao egocentrismo norte-americano e europeu! No popular: se é europeu ou americanos do norte, vem uns paulistanos( bom deixar claro que não são todos) e baixa as calças pra eles! Lamentável!!! Os que nos perseguem, são do mesmo “naipe” dos que mataram homossexuais, na paulista. Também pregam o extermínio de ciganos, judeus, negros, prostitutas, lésbicas e “favelados”. Quase todo mundo já sabe que são neonazistas, inclusive os governantes,mas não porra nenhuma!!!!

  10. Falsouz Responder

    São Paulo é uma grande mistura, não foi construída só por nordestinos. O nordeste e outras regiões não têm culpa se suas regiões foram colocadas em segundo plano para se dar ênfase só ao sudeste. O que se esperava? As outras regiões para não morrer de fome têm que procurar emprego onde ele existe.
    É de grande burrice do governo não saber distribuir as riquezas do país, temos hoje grandes cidades insuportáveis de se viver, porque todo mundo vem em busca de oportunidade nelas. E o sentido inverso aos poucos acontece, cidades como Recife, que é onde moro, tem recebido várias pessoas do sudeste, e não é só pra nível alto não viu, tem cargos simples ocupados por gente da região de vcs. Às vezes penso que eles não aguentaram mais São Paulo, nesse ritmo frenético insuportável que se vê. Muitos de vocês nos vêem como local de seca e pobre e isso é puro preconceito. Não se pode falar de um lugar em que nunca se veio. E digo mais, muitos de nós de Recife temem em ficar igual a São Paulo, no sentido de se tornar uma cidade violenta, suja e cheia de problemas. Nesse ponto eu até entendo os paulistanos da gema, eu não estou feliz com a chegada desse monte de gente na minha cidade, as favelas triplicaram, tudo tem fila. Posso dizer que já foi maravilhoso morar em Recife, hoje já não é mais. Mas isso não me leva a odiar as pessoas sejam de onde elas forem, porque a culpa não é delas, como eu já falei é culpa de um governo corrupto, egoísta e oportunista que só pensa em fazer aquilo que interessa para seus grupinhos privilegiados. Se é para odiar alguém que sejam a eles, as pessoas são só vitimas desses processos.

  11. Ranieria Responder

    Quem deu a propriedade da cidade somente aos que se dizem paulistas de origem? São Paulo é apenas mais uma cidade do NOSSO BRASIL , segundo a constituição temos o direito de ir e vir, ninguém pode nos tirar isso. Essa cidade pertence a todos, assim como o Nordeste, aqui ñ costumamos discriminar ninguém, e se antes alguns nosdestinos fugiram de suas regiões pouco produtivas em busca de sobrevivência para sua família é porq tinham direito a isso. Hoje o que vemos é oposto, Paulistas e pessoas de todo o Brasil vindo ao Nordeste, em busca de explorar nossas riquezas. Não troco meu Nordeste por nenhuma outra região, mas tenho o direito de escolher isso.

  12. blocks bricks Responder

    Aqui no nordeste paulista também sofre preconceito, a maioria de viadinhos paulistas é incrível, as meninas acham engraçadinho mas viadal, lugarzinho horroroso, nem gosto de visitar, moo num paraíso, casarão beira mar, paraíso mesmo, 2 maior barreira de coral do mundo, tenho horror a cidade com mais de 3 milhões de pessoas. aqui tem engarrafamento, mas muito menos, tenho grana suficiente, shopping, praia particular, tranquilidade, barco e tempo pra navegar, viajar pelo mundo. deus me livre ate frequentar a desgraça de são paulo. Paulista normalmente é triste e,ou corno, quando não é viadinho, o mais normal. Fiquem por ai mesmo nesta bosta…

    1. Bertonni Responder

      Se paulista, na sua opinião, normalmente é veado, corno, podemos dizer que nordestino normalmente é assassino, ladrão e sem respeito humano.

  13. Bastien Jeunessie Responder

    Parei de ler depois disso “É como se Danilo Gentili e Roger tivessem chamado sua turma para praticar luta-livre na lama.”
    flw

  14. gildemar mendes Responder

    Não culpe os paulistanos,pois que a estupidez não tem pátria.

  15. Vilma dos Santos Responder

    Hoje estão sendo castigados pela falta de água. CASTIGO DOS DEUSES…

  16. Vilma dos Santos Responder

    Hoje estão sendo castigados pela falta d`agua. CASTIGO DOS DEUSES…

  17. slal Responder

    Recordo-me destas discriminações contra nordestinos nos anos 50, 60, 70, etc. Naquela época havia uma rejeição bem semelhante ao que ocorre hoje, desde os anos 80, nos estados do sul do país com relação a eles. Lembro-me de comentários dos operários da construção nas décadas de 50 e 60 de que tinham a técnica da construção aprendida na Europa. A maioria dos operários da construção, de fato, eram portugueses, italianos e espanhóis que trabalhavam nesta incrível arquitetura ainda preservada no centro antigo de Sampa. Pelos anos 70, o “milagre brasileiro” aqueceu o setor da construção exigindo obras rápidas e uma mão de obra numerosa que não existia. Os europeus envelhecidos, então, eram os mestres de obras nesta época e se orgulhavam muito de terem construído a São Paulo do filme da CIAA. Lembro-me que as grandes construtoras surgidas nesta época para grandes trabalhos na capital paulista traziam numerosos ônibus de migrantes para trabalhar em São Paulo na construção e havia até uma preparação para receber estes novos trabalhadores desqualificados. O setor do RH passava um vídeo com desenhos que mostravam o nordestino habituado com as cenas dos jagunços do nordeste, vaqueiros cangaceiros que usavam as facas “peixeiras” contra todos em demandas irracionais. O filme ensinava que os “valentes” por aqui, íam pra cadeia, para a penitenciária e lá padeciam de tormentos infernais. Depois de 1978 a mão de obra da construção, como da indústria mecânica e das outras, só tinham o nordeste como fornecedor de mão de obra. Existem estudos antropológicos que colocam a xenofobia destes comentários no chinelo, parecem brincadeira, porque a ciência demonstrou que a violência costumeira dos nordestinos truculentos migraram com eles para cá e junto com o choque cultural provocado por um lugar desenvolvido e receptivo no contraste com um povo absolutamente oposto, ignorante e de hábitos retrógrados em sua cultura predominante. Tem algo errado nisso? talvez tudo, mas temos de condescender da época e dos que lá estavam e ficaram insatisfeitos sendo que o “progresso” conquistado pela região pagou um preço comum a todos os casos semelhantes no mundo. Alguns de nós, paulistas, sobrepujaram estas picuinhas e demos as boas vindas aos chegados, gratos por tê-los, conterrâneos, ao invés de bolivianos ou paraguaios que poderiam ter dado outro contraste inimaginável por aqui….kkk…

    1. nilson Responder

      vão ter que comprar agua do rio são Francisco se quiseres sobreviverem kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk vão pagar agora pela língua ou melhor,pela cede kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.vão viver igual porcos tomando e bebendo agua do rio tiete kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  18. Claudio Sousa Responder

    O aliciamento de mão de obra no Nordeste era política oficial do governo de São Paulo:
    “Convém explicar que os trabalhadores não têm, desde sua procedência até sua localização na lavoura bandeirante, a menor despesa. Tudo é por conta do governo paulista: transporte, alimentação etc, desde que o futuro colono se desloque com toda a família.”
    Alcides Lemos (chefe da Seção de Emigração, órgão da Secretária de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado de São Paulo) Jornal Gazeta de Alagoas, 25/08/1937; citado por Frederico P. de Mello, em “Benjamin Abrahão – entre anjos e cangaceiros”, p256.

  19. Helena Fantauzzi Responder

    Meus bisavós eram italianos, meus 3 avós italianos e 01 nasceu aqui brasileiro(de São Paulo) Toda a minha família é de São Paulo Capital inclusive eu e meus irmãos.Nunca tive problemas com vizinhos, amigos de colégio,amigos de faculdade, pessoal do trabalho e amigos de verdade que eram de outra parte do Brasil.Adoro a minha cidade, defendo com unhas e dentes se for preciso, mas devido a essa super populacão não só do norte, nordeste e outras regiões do País, temos também de outros Países.Qq cidade fica com problemas.Concordo que se houvesse desenvolvimento em outras regiões, ninguem gostaria de ficar longe das famílias pra poder melhorar de vida.
    Tem muita gente saindo daqui,nordestinos ou não estão procurando uma melhor qualidade de vida. Pq o povo não cobra dos seus representantes melhorias nos seus Estados? As pessoas vem pra estudar, fazer compras, se tratar (saude) e trabalhar e saem metendo o pau em São Paulo.Se a Revolução Paulista/32 tivesse tido o apoio de outros Estados,que deram pra trás, hoje teríamos o desenvolvimento que todos sonhamos.
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    1. nilson Responder

      os paulistanos estão comprando caminhão de agua do rio são Francisco kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.falaram tantos dos nordestinos agora vão ter que se humilhar para poderem sobreviveres kkkkkkkkkkkkkkkkk

  20. nilson Responder

    o maior problema(de muitas cidades) na região do nordeste e a falta de agua. problema que os paulistanos agora vão conhecer.vão pagar pela língua ou melhor pela cede infelizmente

  21. Bertonni Responder

    A bem da verdade é que somos todos irmãos da mesma nação.
    Quando inicia-se uma rixa entre raças só gera ódio e sentimentos nada proveitosos.


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