Na Suiça, Justiça condena ex-diretor da CPTM envolvido no “propinoduto tucano”

João Roberto Zaniboni, ex-auxiliar dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin, foi multado (em valores não informados) e teve seus bens confiscados naquele país; ministério público suíço reclama da falta de colaboração do MP paulista

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João Roberto Zaniboni, ex-auxiliar dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin, foi multado (em valores não informados) e teve seus bens confiscados naquele país; ministério público suíço reclama da falta de colaboração do MP paulista

Por Brasil 247

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, inauguram trem da CPTM em fevereiro de 2011 (Foto: Ciete Silvério / Governo do Estado de SP)

O engenheiro brasileiro João Roberto Zaniboni, ex-executivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nos governos do PSDB Mário Covas e Geraldo Alckmin, está condenado pela justiça suíça. Ele foi multado (em valores não informados) e teve seus bens confiscados naquele país. Segundo a Agência Estado, o Ministério Público da Suíça reclamou da falta de colaboração de seu órgão irmão no Brasil: “Por falta de endereço esta multa nunca lhe pôde ser entregue.”

O documento que informa a condenação de Zaniboni já está com o Ministério Público de São Paulo. O ex-dirigente da CPTM, no entanto, ainda não foi incomodado pelas autoridades judiciais locais.

Zaniboni ocupou o cargo de diretor de operações e manutenção da CPTM em gestões tucanas entre os anos de 1998 e 2003. Nesse período, de acordo com a investigação do Ministério Público da Suíça, teriam sido realizadas transferências para a conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique e de titularidade de Zaniboni, segundo a AE.

O país europeu está convencido de que se trata de dinheiro de propina que ele teria angariado a partir de contratos firmados pela CPTM para melhorias de 129 vagões. A conta Milmar, informa a agência de notícias, captou US$ 836 mil. Uma parte desses recursos, US$ 255,8 mil, teria passado pela conta 524373, aberta em nome de outro personagem do propinoduto, o engenheiro e consultor Arthur Gomes Teixeira.



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