Em SP, maioria dos professores, pais e alunos acha a própria escola violenta

Pesquisa da Apeoesp aponta que situação guarda relação com o ambiente doméstico das crianças: seis em cada 10 pais de alunos acreditam que bater nos filhos é aceitável

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Pesquisa da Apeoesp aponta que situação guarda relação com o ambiente doméstico das crianças: seis em cada 10 pais de alunos acreditam que bater nos filhos é aceitável

Por Igor Carvalho

(Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) lançará nesta quinta-feira (28) a pesquisa “Percepção dos professores, alunos e pais sobre a violência nas escolas estaduais de São Paulo”, organizada em parceria com o Data Popular. Dados preliminares do estudo mostram a dimensão que o problema atingiu, apontando ainda para uma relação com o ambiente doméstico das crianças: seis em cada 10 pais de alunos acreditam que bater nos filhos é aceitável.

A pesquisa aponta que 44% dos professores e 28% dos alunos já sofreram algum tipo de violência em suas escolas. Os números coincidem com a pesquisa divulgada em maio deste ano, também pela Apeoesp, sobre violência nas escolas.

O levantamento chama a atenção para o fato de que 78% dos pais e 70% dos alunos consideram sua própria escola violenta, sendo que 57% dos professores acham o mesmo. Professores (84%) e alunos (77%) afirmaram já ter tomado conhecimento de algum tipo de violência nas instituições de ensino no último ano, pais (51%) em menor escala também testemunharam.

ONU e a “Segurança na escola”

Na última segunda-feira (25), a ONU divulgou números que dialogam com a pesquisa da Apeoesp. Aproximadamente 60 milhões de meninas, no mundo, por ano, sofrem violência sexual no caminho para a escola. O alto comissário da ONU para Refugiados afirmou que os números representam um abuso “hediondo” dos direitos humanos.

Os índices fizeram com que a campanha “16 dias de Ativismo contra a Violência Sexual e de Gênero”, que começou no dia 25, adotasse como tema, neste ano, “Segurança na Escola”. “Sabemos que, ao adotar uma abordagem de gênero para serviços multissetoriais – por exemplo, através da construção de banheiros separados nas escolas ou da promoção da contratação de professoras, entre outras medidas –, podemos aumentar a segurança de meninas e meninos na escola”, disse Guterres em seu discurso.



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