Mara Rúbia: Ele veio com muita força e furou o meu olho

Vítima depõe em Goiânia e relata que ex-marido sempre foi violento, não aceitava a separação e a ameaçava de morte constantemente

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Vítima depõe em Goiânia e relata que ex-marido sempre foi violento, não aceitava a separação e a ameaçava de morte constantemente

Por Redação

(Foto: Aline Caetano/ TJ-GO)

Mara Rúbia, 27 anos, operadora de caixa que teve os olhos perfurados pelo ex-marido Wilson Bicudo, em 29 de agosto, depôs, nesta sexta-feira (6), em Goiânia. “Ele me amarrou toda, pegou uma faca de mesa, achei que ia cortar meu pescoço. Daí, ele veio com muita força e furou o meu olho direito. Doeu muito, eu cheguei a fazer xixi e cocô na roupa de tanta dor. Depois, ele veio e furou o meu outro olho.”

O depoimento durou aproximadamente 1h30 e Mara contou que já havia sido vítima de ameaças. “Ele dizia: ‘Vou te matar, pode ter certeza’”. Visivelmente emocionada, a operadora de caixa contou que tinha cabelos compridos, e que o seu ex-marido, o cortou também com uma faca.”

Ainda segundo ela, no dia do fato, antes do acusado furar os olhos, ele a machucou muito. Mara Rúbia disse que Bicudo a amarrou com pedaços de um vestido de seda, toalhas e o fio de um telefone e apertou seu pescoço.

No depoimento, Mara relatou que Bicudo sempre foi violento e que, durante os seis anos em que foram casados, ela chegou a chamar a polícia para contê-lo. “Ano passado ele me deu um surra e falou que eu poderia ter certeza que ele iria me matar”, frisou ela, que revelou ainda que Bicudo ameaçava também o filho.

Quando Mara pediu a separação, seu ex-marido imediatamente a acusou de ter um amante.  “Quando eu quis me separar dele, ele não entendia que eu não tinha outro homem. Ele me dizia que um homem bater em uma mulher não era motivo para não gostar mais”, narrou a depoente.

A operadora de caixa afirmou que chegou a fugir para o Maranhão, com a intenção de se esconder do então marido. Ela teria ficado na casa da tia, porém, Bicudo a descobriu no local, a obrigando a voltar para Goiânia.

As perseguições e constantes agressões fizeram com que Mara entrasse em depressão. “Eu não trabalhava, não dormia, não comia, não tomava banho, não falava com ninguém. Perdi vários empregos, mudei para vários lugares e tive vários endereços.”

Wilson Bicudo, que ficou 21 dias foragido, foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado.

(Com informações do TJ-GO)



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