Para Feliciano, Mandela “implantou a cultura da morte dentro da África do Sul”

Em entrevista, deputado critica o líder sul-africano por legalização do aborto e confirma que não apoiará Eduardo Campos em 2014

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Em entrevista, deputado critica o líder sul-africano por legalização do aborto e confirma que não apoiará  Eduardo Campos em 2014

Por Redação

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Em entrevista ao portal IG, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) criticou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, falecido no último dia 5 de dezembro. “Quem mata uma criança, para mim, não é meu amigo. Então Mandela implantou a cultura que chamamos de cultura da morte dentro da África do Sul.”

Como presidente, Mandela legalizou o aborto em 1996, na África do Sul, com o intuito de combater os altos índices de violência sexual contra as mulheres.

Ainda na mesma entrevista, Feliciano comentou outros temas, como o pleito eleitoral de 2014. O pastor, que indicava uma aproximação e apoio ao candidato Eduardo Campos (PSB), recuou. “Para que ferir um povo que tem peso de voto?”, perguntou o deputado, que afirma ter lido entrevistas em que Campos declara ser favorável à cobrança de impostos de igrejas.

“Luta do século”

O pastor ainda falou sobre sua atuação parlamentar à frente da Comissão de Direitos Humanos, que provocou diversos protestos pelo país em 2013. Segundo Feliciano, a proposta conhecida como “cura gay” pode ser votado em 2014. “O projeto não morreu, ele foi retirado de pauta. O autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), pode voltar (a colocá-lo em discussão) a qualquer momento no próximo pleito.”

Feliciano confirmou o interesse em disputar uma vaga no Senado. O deputado afirmou que um possível embate eleitoral contra o senador Eduardo Suplicy (PT), em São Paulo, “seria a luta do século”.

Com informações do IG



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6 comments

  1. Bruno Sette Responder

    Acontece que daqui muitos anos, Mandela vai continuar sendo o Mandela, enquanto Feliciano vai jazer na cova das personalidades esquecidas que nada fizeram para contribuir com a humanidade. Terei o (des)prazer de contar para meus filhos que esse foi o homem que tentou atrasar a vida e a felicidade de milhares de pessoas.

    1. Cairo Avner Responder

      Vou compartilhar seu comentário Bruno! Felicidades!

  2. Arto Abraham Tudjarian Responder

    O problema desse camarada não é o de ser tosco, o problema é ele arrastar aos montes pessoas que não tem informação, ele se condena a viver o inferno eterno e junto com ele arrasta os membros que chama de irmãos.
    Em um mundo onde buscamos a consciencia como chave para evolução o nosso amigo faz questão de usar a carencia das pessoas para beneficio próprio; verdade todos nós erramos e todos vamos pagar por nossos erros, mas eu com certeza não gostaria de estar na pele deste infeliz quando o dia do juizo final chegar.

  3. Manoel Messias Pereira Responder

    Este deputado é um lixo

  4. Rose marinho prado Responder

    Bruno, vc disse tudo.

  5. Prª. Waldicéia de M. T. da Sil Responder

    ALIANÇA DE NEGRAS E NEGROS EVANGÉLICOS DO BRASIL (ANNEB)

    NOTA PÚBLICA Nº 02 – 2013

    Tema: Nelson Mandela

    Assunto: TRIBUTO AO HOMEM DE DEUS NELSON
    MANDELA

    A Paz do Senhor para meu irmão metodista convicto Nelson Mandela. Desta vez, a paz eterna e definitiva.
    Durante um tempo, sob o regime racista do apartheid, a paz foi uma impossibilidade; depois, um sonho; depois, uma luta; depois, uma conquista e, por fim, uma consolidação. Desta vez, não é preciso guardar proporções, para
    comparar seu nome ao de Moisés, libertador de Israel. Basta lembrar que o
    Êxodo, que o primeiro profeta judeu, e codificador de sua fé, protagonizou,
    não foi apenas sob o prisma espiritual a que nossa visão limitada nos remete.
    Também o foi sob os prismas cívico-nacional e étnico-racial.
    O contraste entre Mandela e Moisés
    talvez seja este. Em Moisés, a importância espiritual que lhe damos esconde
    um pouco os valores civis e seculares. Em Nelson, a importância civil esconde
    os valores espirituais.
    Quem devolveu aos negros
    sul-africanos a dignidade cidadã foi o líder civil Nelson Mandela. Quem se
    recusou a fazer depois uma revanche e recomendou a paz e a normalidade foi o
    irmão, cristão metodista, Nelson Mandela.
    É fato, todavia, que estivemos por
    noventa e cinco anos convivendo com uma pessoa que, bem situada e bem
    localizada narrativa, descritiva e dissertativamente, terminará por manter
    denúncias que ainda não queremos fazer. De fato, não mostrar que a luta de
    Mandela teve o recorte de fé é manter-se na trincheira demagógica de onde se
    acena que Jesus só salva almas e nada tem a ver com a opressão feita sobre o
    corpo das pessoas, sobre a matéria. Esquecer que foi um irmão metodista é não
    reconhecer a sua fé e que a Palavra de Deus exigiu dele o máximo dessa fé.
    Não seria sem fé que se passaria da humilhação vivida por ele na
    pseudoliberdade de sua juventude para uma maturidade forjada na humilhação
    ainda maior dos vinte e sete anos de cárcere.
    Não fosse o fato de que sobreviveu
    a tudo isto para ver a vitória final, e ter-lhe-ia cabido, na hipotética morte precoce, o título de mártir
    espiritual tanto quanto a qualquer que tenha morrido por defesa apologética e
    ideológica ou, como preferem os pregadores, por amor a Cristo, amor que se
    resume, sem acréscimos ou decréscimos, no amor aos indefesos. A todos os
    indefesos, já que todos respondem à indagação farisaica sobre “quem é o meu
    próximo?”
    A Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil sentir-se-ia diminuída e sentiria insubsistente um tributo ao Grande Irmão, se não reconhecesse que tudo o que Mandela sofreu não teve gênese no continente tão desgraçadamente acusado de ser o depósito de todas as maldições, congresso de todas as mandingas e bruxarias e herdeiro do legado de Cam-Canaã. A nossa máscara, em homenagem a Mandela, deve cair para que se admita que cristãos, mais que isto, protestantes, levaram da Europa para a África do Sul a mácula que, se avaliada como deveria, talvez tivesse superado na História a marca do holocausto dos judeus. Afinal os povos do mundo, e também o Brasil em especial, são historicamente mais firmes em odiar negros do que em odiar judeus, haja vista a febre em tentar impor nas liturgias ritmos hebraicos e a aversão em fazê-las com expressões artísticas de matriz africana.
    Honrar Mandela é insistir em espiritualizar o que é convenientemente para alguns secularizado. Em outras palavras, é dar-lhe o valor de homem de Deus, hoje praticamente restrito aos líderes clericais. O demônio existe e foi percebido por Mandela e que, em relação a ele, os africanos são vítimas e não aliados do mal, e não sacerdotes de Satã. O demônio existe e muitas vezes é branco. Queiram
    revoltar-se ou não contra a ANNEB, este é o fato corajosamente apontado. O
    demônio existe e muitas vezes é ele cristão fervoroso, como foi o apartheid:
    cristão, como alguns ignoram, e fervoroso, como ninguém negaria. Jesus enviou
    Mandela ao mundo também para salvar o que se havia perdido e, por mais triste
    que pareça, em vez de salvar seu povo das forças do demônio, se viu no
    constrangimento de salvá-lo da maldade do próprio Deus cristão, se entendido
    como muitos cristãos europeus apresentaram-nO aos africanos.

    Felizmente, a Paz do Senhor,
    Nelson Mandela, a paz do Deus verdadeiro, e não daquele que por décadas te
    oprimiu e à sua-nossa gente.

    A paz do Pai da Eternidade que, na Eternidade te recebe como Premio Nobel da paz.

    A Paz do Senhor ao Prêmio Nobel da Paz do Senhor.

    Assessoria: Pr. Wilson Barboza da Silva
    Relatoria Ministerial
    Encaminhada para ANNEB-DF em 06/04/2013.


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