Base tucana barra investigações de cartel dos trens e metrôs de São Paulo

Rejeição de pedidos, adiamento da análise de pedidos por tempo indeterminado e mudança de convocaçõe sforam mecanismos usados para dificultar o processo

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Rejeição de pedidos, adiamento da análise de pedidos por tempo indeterminado e mudança de convocações foram mecanismos usados para dificultar o processo

Do Jornal GGN

A base do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo barrou as investigações sobre o cartel em licitações de trens e metrôs, que envolveu as gestões tucanas no Estado, de acordo com o líder do PT na Assembleia, Luiz Cláudio Marcolino, em entrevista à Folha de S. Paulo. “Eles estão obstruindo justamente para dificultar o processo investigativo”, disse Marcolino.

Os mecanismos que a base tucana utilizou para “dificultar” o processo foram: rejeição de pedidos, adiamento da análise de pedidos por tempo indeterminado, e mudança de convocações para ouvir autoridades por convites, desobrigando, assim, o convidado a comparecer.

Assim, desde que as investigações sobre o cartel tiveram início, em agosto deste ano, a base petista não tinha número suficiente de deputados para instalar uma CPI, recorrendo, então, para comissões que ouviriam os depoimentos de empresários e consultores. De 26 pessoas levantadas para as comissões, apenas 3 foram ouvidas.

“Eles estão obstruindo justamente para dificultar o processo investigativo”, diz Luiz Claúdio Marcolino (Mauricio Garcia de Souza/Alesp)

Quando entrevistado pela Folha de S.Paulo, o presidente da Comissão de Transportes, João Caramez (PSDB), afirmou que não houve blindagem. “As pessoas mais importantes foram chamadas, e todos os deputados puderam tirar suas dúvidas. Foi tão transparente que nenhum questionou qualquer resposta dada por eles”, disse.

Para adiar as análises, os aliados utilizam o pedido de vista, que cada deputado tem direito, alongando para uma semana a votação. A base petista também usou do mecanismo para evitar que os pedidos fossem derrubados, quando havia maioria presente na comissão.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o atual presidente do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, e o da CPTM, Mário Manuel Bandeira, foram os ouvidos. Entretanto, ficaram de fora o ex-assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Pedro Benvenuto, acusado de repassar informações das empresas a um consultor; o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Vinicius Carvalho; o presidente da Siemens, Paulo Stark, e o vereador Andrea Matarazzo (PSDB).

Para todos eles as audições haviam se transformado em convites e, assim, decidiram não comparecer. Foram derrubados também os requerimentos do ex-diretor da CPTM, João Roberto Zaniboni, que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça, e José Fagali Neto, acusado de repassar esse dinheiro e de receber informações de Pedro Benvenuto.

Ainda está na lista de adiamentos o executivo da Siemens, Everton Rheinheimer, que delatou à Polícia Federal que os políticos tucanos receberam propina do esquema.

Com informações de Folha de S. Paulo.



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