#notamartyr: o “selfie” de protesto contra a violência no Líbano

Após ato de terrorismo que matou um adolescente, campanha de protestos contra violência utilizando "selfies" tomam as redes sociais no Líbano

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Após ato de terrorismo que matou um adolescente, campanha de protestos contra violência utilizando “selfies” tomam as redes sociais no Líbano

Por Vinicius Gomes

Mohammad Chaar, 16 anos, momentos antes da explosão que o matou. Foto: beirut.com

Há dez dias, um carro-bomba explodiu em Beirute, no Líbano, matando o político sunita de oposição Mohammad Chatah, antigo ministro das Finanças e embaixador nos EUA. Outras quatro pessoas também morreram com a explosão. Entretanto, enquanto a imprensa internacional focava na morte de Chatah – considerado um potencial futuro primeiro-ministro – as redes sociais prestavam atenção na morte de outra pessoa, o adolescente de 16 anos, Mohammad Chaar. O grande motivo? Mohammad Chaar estava com alguns amigos tirando uma “selfie”, quando de repente, a bomba explodiu.

A horrível noção de que em um segundo você pode estar com seus amigos se divertindo e no outro morrer por conta de um atentado foi perfeitamente capturada pela “selfie” de Chaar e seus amigos. Logo após a explosão, uma página no Facebook, chamada de “Eu não sou um mártir”, foi ao ar, e uma conta no Twitter aberta com a hashtag #notamartyr.

Logo, uma campanha encorajando as pessoas a postarem “selfies” com uma mensagem de protesto foi criada, em referência àquela que foi chamada de a “mais trágica selfie de 2013”. O uso da hashtag “não sou um mártir” é significativo, uma vez que todo homem-bomba se classifica como mártir ao levar a cabo sua missão de se matar e matar o máximo de pessoas possíveis. Os organizadores dizem que a campanha deu certo porque o povo libanês, cansado da impotência diante da violência sem sentido, queria uma maneira de desabafar seu sentimentos.

Para checar algumas “selfies” da campanha, clique aqui



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