Paraguaios vão às ruas para reduzir preço da passagem de ônibus

Realizados diariamente, protestos resultaram em presos e feridos devido à repressão policial

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Realizados diariamente, protestos resultaram em presos e feridos devido à repressão policial

Por Redação

A tarifa do ônibus aumentou de 2000 para 2400 guaranis

No dia 30 de dezembro, paraguaios protestam pela primeira vez contra o aumento da passagem de ônibus na capital Assunção. A nova tarifa entrou em vigor no primeiro dia de 2014, passando de 2.000 guaranis para 2.400. A maior repressão policial aconteceu no protesto do dia 4 de janeiro, quando 13 pessoas foram detidas e 3 feridas.

Os detidos foram libertados no mesmo dia, mas um dos feridos, Liciño Alcaraz, apresentou uma concussão cerebral e teve dificuldades para encontrar sua família e receber assistência médica. Depois de recuperado, ele declarou que era inocente. “Não tirei nem um grão de areia, só fui apoiar a cidadania”, declarou.

A maioria dos presos que passou o dia na Unidad Especializada de Seguridad y Convivencia de las Personas (Unidade Especializada de Segurança e Convivência das Pessoas) era de estudantes. Um dos principais gritos dos protestos era: “Passagem cara não pago não, quero dinheiro pra saúde e educação”. Na página paraguaia Cigarrapy, além de acompanhar a mobilização, é possível assistir a vídeos de artistas e personalidades defendendo a redução da tarifa.

O Movimento Passe Livre de São Paulo, que promoveu as jornadas de junho também pela redução da tarifa, manifestou seu apoio em sua página no Facebook. “Movimento Passe Livre São Paulo saúda a luta dos paraguaios, que assim como vários outros países em luta no mundo, como o México e a Itália, deixam claro que as catracas que nos aprisionam só podem ser destruídas com a luta auto organizada da população.”



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