Movimentos pró-Palestina divulgam nota de repúdio à Globo por personagem da novela

Entidades apontam erros de informações e afirmam que enredo coopera para legitimar a "ocupação e apartheid israelenses que já duram 66 anos"

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Entidades apontam erros de informações e afirmam que enredo coopera para legitimar a “ocupação e apartheid israelenses que já duram 66 anos”

Por Redação

Casal retratado na novela das nove global é criticado por movimentos pró-Palestina (Foto: Reprodução/TV Globo)

Movimentos pró-Palestina, divulgaram uma nota de repúdio à TV Globo, por entenderem que os personagens Pérsio (Mouhamed Hartouch) e Rebeca (Paula Braun), da novela Amor à Vida, reforçam o discurso de legitimação da ocupação israelense dos territórios palestinos.

Segundo as entidades, o folhetim “legítima à ocupação e apartheid israelenses que já duram 66 anos”, pois “todas as vezes em que é feita referência à Palestina, fala-se em guerra, o que pressupõe dois lados iguais disputando um território. Na verdade, é uma distorção da realidade: tem-se um opressor e ocupante (Israel) e um oprimido (palestinos).”

Confira, na íntegra, o documento:

Não à falsificação histórica sobre os palestinos na novela da Globo

Nós, organizações reunidas na Frente em Defesa do Povo Palestino-SP, nos comitês de outros estados, bem como demais entidades abaixo-assinadas, repudiamos veementemente a forma como os palestinos são representados na novela “Amor à Vida”, da TV Globo. Sua resistência legítima à ocupação e apartheid israelenses que já duram 66 anos é retratada como terrorismo contra vítimas inocentes nos diálogos entre um personagem palestino, Pérsio (Mouhamed Hartouch), e uma judia (Paula Braun). Todas as vezes em que é feita referência à Palestina, fala-se em guerra, o que pressupõe dois lados iguais disputando um território. Na verdade, é uma distorção da realidade: tem-se um opressor e ocupante (Israel) e um oprimido (palestinos). Em nenhum momento, a novela faz referência ao muro do apartheid, aos inúmeros postos de controle a que estão submetidos os palestinos, bem como às leis racistas que lhes são impostas e à limpeza étnica e ataques contínuos contra eles.

O diálogo que inaugura essa farsa é permeado por desinformação e manipulação da verdade. Rebeca chega a afirmar que há muitos casais judeus e palestinos em Israel, como conviria a qualquer Estado democrático. A verdade é que Israel foi criado em 1948 como um Estado exclusivamente judeu, um entrave à democracia, já que esses têm tratamento diferenciado. Desde então, a própria convivência está comprometida. O apartheid imposto aos palestinos impede até que vivam no mesmo bairro. Os palestinos que vivem onde hoje é Israel (território palestino até 1948, ano da criação desse Estado exclusivamente judeu) são considerados cidadãos de segunda ou terceira categoria, discriminados cotidianamente, e as leis que valem para eles não são as mesmas que valem – e privilegiam – os judeus. O apartheid é explícito e amparado por uma legislação que fere o direito internacional.
Em 1948, ano que na memória coletiva árabe é conhecido como “nakba”, a catástrofe, foram expulsos de suas terras e propriedades cerca de 800 mil palestinos e aproximadamente 500 aldeias palestinas foram destruídas para dar lugar a Israel. Massacres cometidos por grupos paramilitares sionistas, contra agricultores palestinos desarmados e sem treino militar, são hoje comprovados. Os palestinos têm sido desumanizados desde o início da colonização de suas terras. Essa contextualização histórica também ficou fora da telinha.
O autor de “Amor à vida”, Walcyr Carrasco, reforçou, assim, mitos que são denunciados por vários historiadores, inclusive israelenses, como Ilan Pappe, em seu artigo “Os dez mitos de Israel”. Entre eles, o mito de que a luta palestina não tem outro objetivo que não o terror e que Israel é “forçado” a responder à violência. Segundo ele, a história distorcida serve à opressão, à colonização e à ocupação. “A ampla aceitação mundial da narrativa sionista é baseada em um conjunto de mitos que, ao final, lançam dúvidas sobre o direito moral palestino, o comportamento ético e as chances de qualquer paz justa no futuro. A razão é que esses mitos são aceitos pela grande mídia no Ocidente e pelas elites políticas como verdade.”
O Brasil não é exceção. Na contramão da campanha global por boicotes ao apartheid israelense, o governo federal se tornou nos últimos anos o segundo maior importador de tecnologias militares da potência que ocupa a Palestina e porta de entrada dessa indústria à América Latina. E sua cumplicidade com a opressão, a ocupação e o apartheid a que estão submetidos os palestinos é justificada a milhares de espectadores desavisados da novela da Globo, através de um discurso que reproduz a versão falsificada da história e se fortalece perante a representação orientalista – em que os árabes seriam “orientais” bárbaros e atrasados, ante cidadãos “pacíficos e civilizados”.
Como detentora de concessão pública (o espaço eletromagnético está na Constituição Federal, como um bem do povo) e ciente de que as telenovelas moldam comportamentos, ideias e conceitos ou ajudam a reforçar preconceitos e discriminações, a Globo comete erros históricos graves, injustiças ao povo palestino em particular e aos árabes em geral e um desrespeito ao seu público ao desinformá-lo. Denunciamos publicamente essas distorções e exigimos que a Globo se retrate nos próximos capítulos de “Amor à Vida”, programa de maior audiência da TV brasileira.

Frente em Defesa do Povo Palestino-SP / BDS Brasil
Centro Brasileiro de Estudos do Oriente Médio
Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos do Povo Palestino
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
Centro Cultural Palestino do Rio Grande do Sul
Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino
Sociedade Árabe Palestino Brasileira de Corumbá
Comitê Democrático Palestino – Brasil
Comitê Pró-Haiti
Tribunal Popular
GTNM-SP – Grupo Tortura Nunca Mais do Estado de São Paulo
Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
Rede Mulher e Mídia
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Associação Islâmica de São Paulo
UNI – União Nacional das Entidades Islâmicas
ICArabe – Instituto da Cultura Árabe
FST-SP – Fórum Sindical dos Trabalhadores-SP
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular
Anel – Assembleia Nacional dos Estudantes Livre
UJC – União da Juventude Comunista
PCB – Partido Comunista Brasileiro
PSOL-SP – Partido Socialismo e Liberdade
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Mopat – Movimento Palestina para Tod@s
Coletivo Periferia, Nossa Faixa de Gaza
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
Marcha Mundial de Mulheres
Movimento Mulheres em Luta
Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe
Alessandra Cavagna, atriz, dramaturga e diretora teatral
Cid Barbosa Lima Junior, engenheiro
Clovis Pacheco F., jornalista, sociólogo e professor universitário
Francisco Horus Moura de Almeida Pacheco, estudante

 



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19 comments

  1. José Roitberg Responder

    Esta nota demonstra a contradição da comunidade judaica ser tolerante com material artístico e literário e com romance entre uma judia e um palestino muçulmano, enquanto as alas radicais da esquerda brasileira, ainda vivendo a propaganda soviética há muito extinta, mostra a intolerância dela ao não aceitar, nem na ficção que um muçulmano tenha relacionamento com uma judia, mesmo que isso aconteça constantemente em Israel. Essa é a verdade: estes movimentos todos qua assinam a nota são apenas intolerantes com os judeus, pretendendo que suas falsas verdades sejam transformadas em verdades históricas como tão bem manipularam e manipulam os regimes comunistas. Democracia, sistema ao qual o comunismo é opositor é um regime onde falam para você o que você não quer escutar. Irritem-se mesmo! A verdade é uma coisa terrível de se ouvir. Viva o Muro de Separação que impediu de fato que os terroristas, entre os palestinos, continuassem a se explodir nas ruas, lojas, restaurantes e ônibus, matando israelenses e estrangeiros judeus, católicos, cristãos e muçulmanos. Quem é contra o muro é defensor da matança indiscriminada promovida por terroristas. E coitada da população palestina que quer trabalhar e viver em paz. Que surja um grande líder palestino, patriota que pretenda a paz e não a destruição de um Estado consolidado. Que surja um grande líder palestino que queira promover um islã de paz e prosperidade, que queria que seu povo atinja um nível sócio-econômico-cultural elevado na região. Felizmente, ninguém dá ouvidos a estas propagandas de esquerda que pretendem “um estado laico na Palestina”: nem judeus, nem muçulmanos dão ouvidos. Nem israelenses nem palestinos aceitam esta lenga-lenga. Brasileiros não irão resolver o conflito e nada tem a ver com ele. A solução é apenas de quem vive lá na região.

    1. WANDERSON MENDES Responder

      Lembro que se a maioria dos países do mundo não tivessem desprezado a situação do povo judeu, no período de ascensão do nazismo, talvez o holocausto jamais tivesse acontecido, portanto,qualquer ato violento e arbitrário que atente contra os direitos humanos, seja contra um individuo ou contra uma população inteira, como no caso do “conflito” Israel x Palestina,deve ser encarado como um ato contra os direitos de toda humanidade e como tal deve ser repudiado pelo mundo.

      1. Osvaldo Aires Bade Responder

        Tradução da lista de apoio da postagem à destruição de Israel e ocidente livre:

        Esquerdismo/Socialismo/Bolivarianismo/Coletivismo/Feminismo/Gaystapo/Lesbonazis/Anti-semitismo/Globalismo/Paganismo/Neo-Ateísmo/Iluminitas/Obanistas/Islamismo/Humanismo/Progressismo/Louquismo e seu filho derivado, multi estrelado, o Nazifascismo, e “militontos” de todas as matizes assim como, todas as outras tralhas das trevas e outras merdas equivalentes tipo:

        – Politicamente Correto e bandidismo de estimação.

        A isso tudo se chama vitimismo triunfante de vigarista “intilictual” FDP.

        GUERRA DOS SEIS DIAS
        http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/09/guerra-dos-seis-dias.html

        .

    2. Osvaldo Aires Bade Responder

      Tradução da lista de apoio da postagem à destruição de Israel e ocidente livre:

      Esquerdismo/Socialismo/Bolivarianismo/Coletivismo/Feminismo/Gaystapo/Lesbonazis/Anti-semitismo/Globalismo/Paganismo/Neo-Ateísmo/Iluminitas/Obanistas/Islamismo/Humanismo/Progressismo/Louquismo e seu filho derivado, multi estrelado, o Nazifascismo, e “militontos” de todas as matizes assim como, todas as outras tralhas das trevas e outras merdas equivalentes tipo:

      – Politicamente Correto e bandidismo de estimação.

      A isso tudo se chama vitimismo triunfante de vigarista “intilictual” FDP.

      AS RAÍZES NAZISTAS DA CAUSA PALESTINA

      http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/09/as-raizes-nazistas-da-causa-palestina.html

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    3. TheDigosin . Responder

      Tem que ser muito cara de pau pra defender o tal muro com o argumento de que ele protege das matanças causadas por terroristas palestinos. Os números dizem tudo. Quantos civis judeus e quantos civis palestinos já morreram desde o início de tudo isso? É doença mental acreditar que um bombardeio pesado equivale aos foguetes caseiros dos palestinos. Seria bom se eles estivessem aceitando o roubo e o extermínio, não é mesmo José Roitberg?

  2. DrSalama Responder

    A intolerancia mata mais que qualquer outra doença. O comentario dessa moça fala da indignação de ver um muçulmano interagindo com o mundo que existe lá fora e não somente na cabeça de alguns aiatolás e partidos comunistas peças de museu.
    Fico ainda com um sentimento de estranheza em relação a alguns movimentos feministas apoiando essa “causa”… duvido que já tenham tentado andar de calça jeans num país muçulmano. Em Israel, uma democracia onde todos – inclusive os árabes residentes – tem seus direitos assegurados elas podem…

    1. NAIM HAMAD Responder

      PODEM USAR CAÇA JEANS,MAS,AS PRISÕES ISRAELENSES TEM MAIS DE 300 CRIANÇAS DE 7 A 16 ANOS E MAIS OS ISRAELENSES DEMOLEM AS CASA EM JERUSALEM,EXPULSANDO OS DONOS PARA CRIAR ESPAÇO PARA RACISTAS JUDEUS NA
      CIDADE HISTÓRICAS…LHE PERGUNTO PORQUE A MÃE JUDIA QUE TEVE UM FILHO AQUI NESTE BRASIL PACÍFICO,HARMONIOSA,DEIXA-O SE ALISTAR NO EXERCITO ISRAELENSE PRA MATAR PALESTINOS E OCUPAR A CASA DELE?
      OS JUDEUS DEVEM INTEGRAR AS SOCIEDADES QUE VIVEM COMO DEVEM TIRAR DA CABEÇA A IDEIA DE RAÇA SUPERIOR E
      QUERER VIVER NUM ESTADO SÓ JUDEU,COMO ESTÃO EXIGINDO OS LIDERES ISRAELENSES HOJE…

    2. Waded Schabib Hany Responder

      Coitado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eta ignorância, até parece!

  3. Tramontina Raphaelly Responder

    E você mais idiota ainda Israel Wolff seu nome e sobrenome já mostra algo.

  4. Osvaldo Aires Bade Responder

    Tradução da lista de apoio da postagem à destruição de Israel e ocidente livre:

    Esquerdismo/Socialismo/Bolivarianismo/Coletivismo/Feminismo/Gaystapo/Lesbonazis/Anti-semitismo/Globalismo/Paganismo/Neo-Ateísmo/Iluminitas/Obanistas/Islamismo/Humanismo/Progressismo/Louquismo e seu filho derivado, multi estrelado, o Nazifascismo, e “militontos” de todas as matizes assim como, todas as outras tralhas das trevas e outras merdas equivalentes tipo:

    – Politicamente Correto e bandidismo de estimação.

    A isso tudo se chama vitimismo triunfante de vigarista “intilictual” FDP.

    AS LIGAÇÕES DO ISLÃO AO NAZISMO
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2012/06/as-ligacoes-do-islao-ao-nazismo-4.html

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    1. TheDigosin . Responder

      Aposto que é olavete. E isso torna legítimo o roubo e extermínio dos palestinos por partes dos israelenses? Babaca.

  5. Osvaldo Aires Bade Responder

    O verdadeiro Apartheid!

    A ÁFRICA DO SUL DEPOIS DO APARTHEID E, ‘AJUDANDO’ A MATAR A ÁFRICA

    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/09/a-africa-do-sul-depois-do-apartheid-e.html

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  6. TheDigosin . Responder

    Lógico né, ainda bem que existe Israel pra oprimir esses opressores. Não esqueça que existem mulheres na palestina, que também são mortas pelos bombardeios de Israel.

  7. TheDigosin . Responder

    Não entendeu nada. Interpretação de texto não existe. Pro opressor o protesto sempre é ridículo, pra quem quer manter o status-quo sempre é ridículo. O argumento de quem defende ladrões e assassinos não tem peso algum.

  8. Osvaldo Aires Bade Responder

    Por que território deles e que história é essa de invasão a força?

  9. Jaime Lasevitz Responder

    Correção: Quem criou foi a ONU.

  10. Waded Schabib Hany Responder

    Será? A quem você quer confundir?

  11. Elias Oliveira Responder

    Quando a Turquia, Irã e Iraque devolveram as terras para os seus verdadeiros donos, os Curdos, aí sim, falaremos sobre Israel e Palestina.
    Os curdos tem uma população estimada em 36 milhões de pessoas espalhados por diversos países árabes e são, historicamente, donos de todas aquelas terras, mas os muçulmanos, além de não devolvê-las aos seus legítimos donos, desencadearam um massacre terrível e covarde contra esse povo. Eu me pergunto: Cadê a tão piedosa liga Árabe para defender os direitos humanos de seus irmãos curdos? Cadê a imprensa internacional para questionar os direitos desse povo? São perguntas sem respostas!
    É de difícil aceitação tanta incoerência; e o mundo se aquieta a essa animosidade islâmica. Isso é um perigo! Os timorenses foram barbaramente massacrados, pisoteados e quase aniquilados por esses pacíficos islâmicos!

  12. moham Responder

    NA ATUAL GENOCÍDIO DE ISRAEL SOBRE O POVO PALESTINO EM GAZA, A REDE GLOBO FAZ COBERTURA/EMBUSTE PROTEGENDO ESSE PAÍS INFAME, ISRAEL; O GRANDE GENOCÍDIO ATUAL DO POVO PALESTINO EM GAZA, PERPETRADO DE FORMA CRIMINOSA PELO LÍDER DAS HORDAS DE SOLDADOS-FACÍNORAS , O CHEFE DE ORELHAS GRANDES, O GRANDE SATANÁS,UM TAL BENJAMIN NATHANYRABU;


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