Organização de acampamento responde à reportagem da Veja

Para participar de Acampamento Nacional das Juventudes Anticapitalistas, pagamento de taxa não é obrigatório

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Para participar de Acampamento Nacional das Juventudes Anticapitalistas, pagamento de taxa não é obrigatório

Por Isadora Otoni

Organizadores participam do Movimento Primavera (Reprodução / Facebook)

Nesta quinta-feira (16), o colunista Felipe Moura Brasil, da revista Veja, criticou o valor da taxa cobrada para participar do Acampamento Nacional das Juventudes Anticapitalistas. Para ele, é incoerente a cobrança de R$ 100 reais pelo evento de quatro dias, que conta com três refeições diárias, oficinas, dinâmicas, teatros e debates, visto que os organizadores disponibilizam de espaço para alojamento, mas não oferecem camas. Entretanto, a organização do evento declarou que a taxa não é obrigatória, já que o objetivo do acampamento é reunir o máximo de jovens que atuam em movimentos sociais.

“Fizemos uma opção de não pedir dinheiro para empresas para financiar nossos custos e diminuir o valor”, declarou Felipe Bruner, do Movimento Primavera, que organiza o acampamento. “Todas as pessoas que quiserem participar do acampamento podem fazer isso, mesmo se não tiverem condições de pagar este valor”. Ele ainda garantiu, que mesmo sem o pagamento, todos terão direito a refeição, alojamento e transporte.

Ainda que a taxa seja alta, Bruner acredita que o acampamento será um sucesso devido às Jornadas de Junho. “Os movimentos de junho serviram para muitos jovens começarem a se interessar em debater política e atuar em diferentes movimentos”, disse ele. A programação do evento começa no dia 20 de janeiro e termina no dia 24, período que será agitada por debates sobre periferia, cultura, política de drogas, e por atividades de lazer, como uma festa “trans”.

Os organizadores são militantes do Movimento Primavera, que surgiu de uma junção dos coletivos Levante e Rompendo Amarras, mas esperam jovens de todas as correntes. “Queremos reunir pessoas que atuam em diferentes movimentos sociais, como o estudantil, por moradia, antiproibicionista, feministas, entre outros”, relatou Felipe.



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