Para Putin, gays devem “deixar as crianças em paz” nos Jogos Olímpicos de Inverno

Sob esta condição, presidente russo afirmou que homossexuais serão bem-recebidos em evento esportivo

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Sob esta condição, presidente russo afirmou que homossexuais serão bem-recebidos em evento esportivo

Por Opera Mundi

(Foto: Russiavia / Wikimedia Commos)

Para o presidente Vladimir Putin, os gays podem se sentir bem-vindos para a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, na condição que “deixem as crianças em paz”. A declaração foi dada pelo líder russo na tarde desta sexta (17/01) a um grupo de voluntários que trabalharão nos jogos, previstos para começar em 7 de fevereiro.

Durante o encontro, o chefe de estado foi questionado sobre suas atitudes perante os homossexuais, tema polêmico no país. Na ocasião, uma jovem voluntária questionou-se sobre a ironia do país ter criado uma lei que proíba a propaganda homossexual, tendo como uniforme uma extensa gama de cores em arco-íris.

Após rebater, afirmando que ele não desenhou o uniforme dos voluntários, Putin reiterou que na Rússia “não se proíbem as formas não tradicionais de relações sexuais entre as pessoas, mas que o país proíbe a propaganda homossexual e pedófila”.

Na mesma direção, o presidente assegurou ainda que não haverá discriminação durante o evento olímpico, que acontecerá em Sochi. “Nós não caçamos ninguém. Na Rússia, não há nenhuma responsabilidade penal por essas relações, ao contrário de outros países no mundo”, provocou o líder político, acrescentando que em certos estados dos EUA as relações homossexuais são castigadas.

As consequências da lei

Em junho passado, a Rússia aprovou uma lei que proibia a propaganda de “formas não-tradicionais de relações sexuais”. A norma tem sido usada para banir paradas gays e eliminar as discussões sobre homossexualidade em jornais e televisões, temendo que jovens menores de 18 anos possam ler ou ouvir sobre o tema.

Para políticos russos, a lei foi criada apenas para proteger os direitos das crianças, afinal, a homossexualidade no país foi legalizada em 1993.  No entanto, ela provocou polêmica no mundo ocidental por ferir direitos humanos. Segundo críticos, trata-se de uma ação discriminatória contra minorias.



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