Menos municípios reajustam tarifas de ônibus em 2014

Entre 174 cidades, só 13 aumentaram o valor da passagem. Estudo aponta que 15 capitais, 70 cidades e nove regiões metropolitanas reduziram o valor da tarifa após protestos de junho

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Entre 174 cidades, só 13 aumentaram o valor da passagem. Estudo aponta que 15 capitais, 70 cidades e nove regiões metropolitanas reduziram o valor da tarifa após protestos de junho

Por Redação

Caiu pela metade o número de municípios que reajustaram o preço das passagens de ônibus no início deste ano, comparando-se com o mesmo período de 2013. Os dados são de um levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), realizado a pedido do jornal Valor Econômico.

Protestos fizeram com que prefeitos passassem a temer desgaste político por reajuste (Maria Objetiva/Wikimedia Commons)

De acordo com o estudo, baseado em 174 cidades de grande, médio e pequeno porte, entre o início de dezembro e 15 de janeiro de 2014 foram realizados reajustes de tarifas em 13 municípios, sendo apenas um deles capital de estado, Boa Vista (Roraima). Um quadro bem distinto do verificado entre dezembro de 2012 e 15 de janeiro de 2013, quando 27 cidades reajustaram suas tarifas, entre elas, cinco capitais: Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, João Pessoa e Cuiabá. À época, Rio de Janeiro e São Paulo seguraram o aumento até junho a pedido do governo federal, para não pressionar a inflação.

Pode-se deduzir que o cenário tem relação direta com os efeitos da Jornada de Junho. O estudo da NTU aponta que 15 capitais, 70 cidades e nove regiões metropolitanas reduziram o valor da tarifa ou revogaram reajuste logo depois das manifestações naquele mês. O corte médio foi de 5% nas capitais e de 4,9% nas demais cidades.

Ainda que a desoneração de PIS e Cofins sobre o faturamento das empresas, promovida pelo governo antes dos protestos, tenha aliviado os custos do setor em 3,65%, as prefeituras pretendem pedir ao governo federal subsídios para não aumentar o valor da passagem. A alegação é que as cidades não têm recursos suficientes para custear o sistema de transportes e o congelamento da tarifa poderia piorar ainda mais a qualidade do serviço.



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