Empresário comemora notícia de que 3,5 bilhões de pessoas vivem na pobreza

"Uma pessoa que vive na África com 1 dólar por dia deve pensar 'eu serei Bill Gates'"?. Para Kevin O' Leary, a resposta parece ser sim

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“Uma pessoa que vive na África com 1 dólar por dia deve pensar ‘eu serei Bill Gates'”?. Para Kevin O’ Leary, a resposta parece ser sim

Por Stanilaw Calandreli, em Blog do Nassif

Kevin O´Leary tem uma fortuna estimada em 300 milhões de dólares
Fonte: newswire.ca

No programa “The Lang and O’Leary Exchange”, da TV CBC canadense, de 20 de janeiro, ao ser debatido o relatório da ONG britânica Oxfam que diz que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial (ver aqui na BBC Brasil), o co-apresentador Kevin O’Leary, um globalista declarado e empresário bem sucedido, respondeu à apresentadora Amanda Lang: “É uma grande coisa, porque isso inspira todo mundo. Faz com que as pessoas olhem para o 1% e digam ‘quero fazer parte dessa turma’ e passem a trabalhar duro para chegar ao topo. É uma notícia fantástica, é claro que eu aplaudo… O que poderia estar errado com isso?”

A apresentadora respondeu com um momento de silêncio e perguntou: “Verdade?”. E continuou: “Então, uma pessoa que vive na África com 1 dólar por dia, ao acordar de manhã, deva pensar “eu serei Bill Gates”?

 



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15 comments

  1. Andre Carneiro Santiago Responder

    As pessoas tendem a achar que os ricos são ricos porque os pobres são pobres.
    Se olharmos um pouco para trás no tempo, descobriremos que todos eram pobres.
    Os ricos de hoje foram as pessoas que criaram riqueza ou que seus ancestrais criaram.
    Criar riqueza não significa tirar do outro, significa criar do nada, a economia não é um jogo de soma zero. Os pobres na África tem tanta dificuldade de sair da pobreza porque o ambiente é muito ruim para a criação de riqueza. Basicamente, não há capitalismo.

    1. Mi Carvalho Responder

      Em que mundo você vive? No da Bárbie?

    2. Suellen Responder

      Andre, existe, dentro da sua concepção de pobres x ricos, um claro erro cognitivo, e deturpação dos fatos históricos. Se olharmos pouco para trás, perceberemos os fatos, por exemplo, no Brasil, quando vimos quem sempre comandou o Brasil são famílias abastadas, famílias advindas do coronelismo, da antiga nobreza portuguesa, barões de café que desde os primórdios faziam grilagem da terra. Outro erro grave no seu comentário é atribuir a pobreza da África ao clima ambiental, se fosse assim seriamos as pessoas mais ricas do mundo, e o Brasil um país, definitivamente, de primeiro mundo. Os pobres da África são pobres por questões raciais (entenda um pouco do que foi o apartheid e vc saberá do que estou a dizer); por exploração territorial estrangeira feitas principalmente no mercantilismo, e por guerras intermináveis de meliciantes, a África é um continente atrasado pela corrupção e exploração internacional. Fica a dica!! Estude mais história e entenda a sociologia social dos fatos.

      1. Lucas Doris Responder

        Cara você me perdeu em ”a sociologia social dos fatos”. A Africa, em sua maioria, tem problemas não de racismo, mas de disputas tribais que remontam do período em que a Europa a colonizou e também às dificuldades do continente anteriores ao próprio colonialismo e à anos de politicas que não se esforçaram para mudar esse quadro. A divisão geopolítica determinada pelo colonialismo colocou tribos rivais em um mesmo território nacional, após a retirada da Europa desses países, as ditaduras comunistas se aproveitaram de instabilidade para se impor e,desde então, não fizeram grandes coisas para melhorar a situação, os únicos em condições melhores lá são as elites das ditaduras. O Apartheid aconteceu principalmente na Africa do Sul, que hoje é país mais desenvolvido do continente, ele não pode ser culpado pelas pobrezas do continente inteiro….

    3. joao Responder

      HAHAHAHAHAHAHAHAHA

      a áfrica é o continente com mais bens minerais do mundo

    4. Alberto Tomasi Responder

      Fantástico teu raciocínio. Existe muita literatura a esse respeito e cito, principalmente O Fim da Pobreza, de Jeffrey Sachs, que relata que o caminho para as pessoas saírem da pobreza é melhorar o acesso aos serviços básicos e governos que incentivem o empreendedorismo. E isso não custa muito e só é possível no capitalismo. Mas em muitos países, principalmente da África Subsariana isso não existe, pois são ditaduras que os governantes vivem bem enquanto a população vive na miséria. Vide o caso do Gabão, que a Dilma perdoou a dívida do país e o filho do ditador, em compras, gastou quase o dobro da dívida. Se esse dinheiro fosse para escolas, hospitais, programas de combate a malária e HIV/AIDS a população viveria muito melhor. Mas esses ditadores, a maioria de origem esquerdista (socialistas/comunistas) não pensam assim. Preferem igualar a miséria ao povo enquanto enriquecem as custas de roubos, fraudes e mortes.

    5. Eduardo Martini Responder

      Criar do nada? Nunca ouviu falar em escravidão?

    6. Filipe Responder

      Deu até dor de barriga este seu comentario.

  2. Leonardo Responder

    2 tiros resolve isso ae

    1. MARIAH KEVOD Responder

      show de bolaaaaaaaaaaa amei tua resposta e isso mesmo como sao covardes essas pessoas pimenta nos olhos dos outros e refresco
      odeio illuminates

  3. Carlos J G Cunha Responder

    Quando estamos com o “c” cheio de dinheiro, pimenta nos olhos alheios é colírio.

  4. Paulo Silva Responder

    Talvez você não conseguiu apreender e internalizar a lição que o colega J.L. assimilou. Não sei o seu padrão de vida, em que classe nasceu ou a que classe hoje pertence, porém os problemas sociais existentes não se resumem à economia pura e simplesmente. Se as pessoas fossem educadas para praticar a solidariedade, a dignidade, a honestidade e a racionalidade, o mundo talvez poderia seguir o caminho menos degradante para o planeta e para a civilização humana. Talvez, não se colocar no lugar do outro, ainda seja uma barreira que devamos enfrentar e transpassar. Nunca se esqueça: a civilização, o Estado, as empresas, a comunidade e o indivíduo (também tomado na qualidade de cidadão) não existem sem as pessoas (o ser humano – elemento indispensável). Acredito que é bom ter pessoas pensando como seres humanos na busca de mudanças que possam transformar o mundo em local mais digno para viver e compartilhar as experiências boas e más, buscando a evolução de nossa mentalidade.

    1. J. L. Responder

      Paulo, concordo com o que você falou. Vejo que o problema maior das pessoas é a falta de empatia, o egoísmo impera.
      É fácil falar que o transporte público é bom, já que a pessoa não anda de transporte público, ou falar que não entende o porquê das pessoas reclamarem do trânsito, já que a pessoa trabalha em casa. Enfim, é muito fácil não entender o porquê das reclamações, sendo que você não sente na pele o que um trabalhador brasileiro passa no dia a dia. Não digo trabalhador brasileiro, e sim um cidadão brasileiro. Nas filas do SUS, o paciente não quer um tratamento em si e sim a recuperação da dignidade. Penso que as pessoas são muito maltratadas, não só por empresas privadas, mas por órgãos públicos também. Você quer resolver seu problema e não consegue por causa da burocracia, ou do mal atendimento ou falta de informação. Sou uma pessoa bem informada, entendo meus direitos e deveres, mas existem pessoas que não são como eu, não tiveram o mesmo estudo. Sou do interior e sei o quanto o pensamento das pessoas da capital é diferente. Vejo isso porque hoje moro na capital. Não tem como comparar. Bem, procuro exercitar a empatia todos os dias, sei que é difícil, mas pelo menos estou tentando enxergar o outro lado.

  5. Deh Oliveira Responder

    Dou uma sugestão ao este sujeito: que tal ele abdicar da fortuna que tem e começar do zero, nas mesmas condições de um africano, só para fomentar em si mesmo esse espírito empreendedor?

  6. J. L. Responder

    Não sou contra as empresas, André. Sou contra o mau uso do “poder”. Acredito que as empresas contribuem para a economia, atraíndo empregos, investimentos, etc. Só não concordo com a forma com que os donos tratam os trabalhadores. Os mesmos merecem que as condições de trabalho sejam melhoradas, para que tenham um mínimo de dignidade. Vejo que houve melhoras ao longo dos anos, porém, há muita coisa a ser feita ainda. Pretendo montar uma empresa, mas que seja diferente do formato tipico brasileiro, que é aquele que só vê influências e não competências reais. O sistema de administração brasileiro é arcaico e merece mudanças. Espero que eu possa contribuir para essas mudanças.


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