Secretário-geral da ONU critica leis anti-gays da Rússia

"Devemos elevar nossa voz contra os ataques a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou intersexuais", afirmou Ban Ki-moon

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“Devemos elevar nossa voz contra os ataques a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou intersexuais”, afirmou Ban Ki-moon

Por Redação

(Foto  ONU)

Durante a sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) realizada nesta quinta-feira (6), Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, declarou que o mundo precisa lutar contra as políticas anti-gay da Rússia. “Muitos atletas profissionais gays e heterossexuais são contrários ao preconceito. Devemos elevar nossa voz contra os ataques a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou intersexuais”, afirmou Ban Ki-moon a respeito da lei russa que pune quem fizer “propaganda homossexual” aos menores de idade.

O secretário-geral da ONU também disse que as pessoas devem se opor “às detenções, prisão e restrições discriminatórias que os gays enfrentam”. Na mesma sessão, Thomas Bach, presidente da COI, disse que “todos devem lutar contra as discriminações com base na orientação sexual”.

Na quinta-feira (6) ONGs do mundo inteiro realizaram protestos contra a perseguição aos homossexuais na Rússia. Uma das ações era destinada aos patrocinadores dos Jogos e pedia para que saíssem “do silêncio sobre as leis anti-gays russas”. Artistas também resolveram se manifestar sobre a situação, mais de 200 escritores assinaram uma carta, que foi publicada nesta quinta-feira no jornal The Guardian, entre os signatários estão Salman Rushdie, Margaret Atwood e Jonathan Franzen. A carta pede que as autoridades russas revoguem a lei.

No Brasil, a Anistia Internacional, por meio dos seus representantes, entregou mais de 6 mil assinaturas da campanha #ParaRússiaComAmor ao embaixador da Rússia em Brasília, Sergey Pogóssovitch Akopov. Durante a audiência, o embaixador falou sobre a importância da Anistia Internacional estar sempre vigilante às questões de Direitos Humanos no mundo.



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