“Os partidos de esquerda querem implantar o caos”, diz Marco Feliciano

Em seu Twitter, deputado afirmou que esquerdistas querem “exterminar o sagrado, destruir as instituições, estimular brigas entre as classes e implantar o caos rumo ao totalitarismo”

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Em seu Twitter, deputado afirmou que esquerdistas querem “exterminar o sagrado, destruir as instituições, estimular brigas entre as classes e implantar o caos rumo ao totalitarismo”

Por Redação

Para Marco Feliciano, as mídias sociais deixam as pessoas “idiotas”

Em sua conta no Twitter, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) declarou que os partidos de esquerda querem implantar o caos no Brasil. Segundo Feliciano “para um esquerdista não existe pátria, existem apenas ele, seu umbigo e suas ‘causas’, pelas quais fará o diabo até conquistá-la”.

Em outro momento, o pastor e deputado disse que o objetivo dos esquerdistas é “exterminar o sagrado, destruir as instituições, estimular brigas entre as classes e implantar o caos rumo ao totalitarismo”. As críticas de Feliciano foram motivadas por conta da recente polêmica envolvendo a jornalista Rachel Sheherazade, que defendeu o direito de os cidadãos fazerem justiça com as próprias mãos.

“À [sic] quem se opor: destruirão sua imagem e deturparão suas falas. Duvida? Veja o q o PSOL fez com @rachelsherazade e o PT com RAMONA. [médica que abandou o Mais Médicos]”, criticou o deputado, que ainda atacou as manifestações e um possível controle sobre a mídia.

“Das manifestações de junho aos rolezinhos, um clima de instabilidade paira sobre o Brasil. Sociólogos e antropólogos não conseguem entender. O medo de perder as eleições faz a cúpula esquerdista acelerar o seu projeto de engenharia social, os veículos de comunicação surtaram”, escreveu.

E o pastor não para por aí. Feliciano acredita que as mídias sociais tornam as pessoas “idiotas”. “O auto [sic] índice de analfabetos funcionais, o colapso na saúde, o emburrecimento escolar e a idiotização das massas via mídias sociais… A violência urbana, a desmoralização da polícia, a sociedade desarmada, a quase inexistente Forças Armadas abrem caminho para o desespero. Os valores inexistem, a moral virou piada de boteco, a corrupção, o silêncio das igrejas, pavimentam o caminho do estado de exceção. Platão disse: É a pátria que nos gera, nos alimenta e nos educa e Sófocles acrescenta: É a pátria que nos mantém. Desperta Brasil!”, finaliza Feliciano.

Vale lembrar que o deputado e pastor Marco Feliciano presidiu em 2013 a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Durante a sua gestão, foram votadas matérias como o projeto que permitia aos psicólogos a utilização de “terapias de conversão de orientação sexual” (conhecido como a “cura gay”), e houve tentativas de derrubar a norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a converterem uniões estáveis homoafetivas em casamento. Sem contar as declarações do parlamentar, entre elas, a de que o continente africano “é amaldiçoado”. À época de sua presidência, manifestações ao redor do Brasil pediram a sua renúncia, porém, mesmo sob forte pressão, o pastor não renunciou.

Hoje, terça-feira (11), acontece a eleição das novas presidências das comissões na Câmara dos Deputados. Há forte tensão para saber quem vai ocupar a CDHM. O movimento LGBT lançou campanha para que a deputado federal Erika Kokay (PT-DF) assuma, do outro lado, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse que vai disputar a presidência da Comissão.



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2 comments

  1. Augusto Patrini Menna Barreto Responder

    Um dos responsáveis por esse cara ter tanto “prestígio” agora é o PT, que fez aliança com esse partido de extrema-direita que é o PSC. Que agora, colha o que plantou. Infelizmente, somos todos nós que perdemos. Se alguém quer implantar o “totalitarismo” por aqui são esses religiosos fundamentalistas, diga-se de passagem aliados tanto do PSDB, como de Campos (PSB), como do PT e do governo Dilma. Esse ano, meu voto vai para quem não se alia com #fascistas fundamentalistas.

  2. Augusto Patrini Menna Barreto Responder

    Não, temos três opções de partidos que não se aliam com fundamentalistas fascistas: PSOL, PCB ou PSTU. No segundo turno na ausência destes três anulo com certeza. Não ajudo a eleger fascistas e não sou cúmplice do fascista e da barbárie como o são: PSDB, PSB e PT.


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