Após manifestação, presidenta Dilma recebe MST

Movimento realizou protesto contra o governo federal e o STF, criticando a paralisia da reforma agrária e exigindo o julgamento do mensalão tucano

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Movimento realizou protesto contra o governo federal e o STF,  criticando a paralisia da reforma agrária e exigindo o julgamento do mensalão tucano

Por Redação

Manifestação acabou em confronto com a polícia e com 15 feridos

Depois de protesto realizado ontem (12) em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff vai receber o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Palácio do Planalto. O ato, que era uma manifestação contra o governo e o Supremo Tribunal Federal, reuniu mais de 15 mil pessoas e acabou com 32 feridos.

O encontro deve acontecer na manhã desta quinta-feira (13) com 13 representantes do MST. Na reunião a presidenta vai escutar as queixas e reivindicações do movimento. Rousseff resolveu receber os manifestantes depois da cenas de pancadaria que foram televisionadas ontem. No auge da confusão, a sessão do STF foi interrompida.

A manifestação acontece na mesma semana em que ocorre o 6º Congresso Nacional do MST, em Brasília. Há tempos que o MST vive em crise com o governo federal sob a gestão de Dilma Rousseff. Lideranças denunciam que este é o governo que “menos fez reforma agrária. Na manifestação os slogans que corriam eram: “Dilma, cadê a reforma agrária?”, “Dilma Ruralista”, “Mensalão, julgamento de exceção?” e “Cadê o julgamento dos tucanos?”.

Quem também teceu duras críticas ao governo federal em entrevista à Revista Fórum Digital, foi o líder do MST, João Pedro Stédile. “A presidenta Dilma se comprometeu com o movimento de assentar as famílias sem terra do Nordeste nos perímetros irrigados de projetos do governo. Existem atualmente 86 mil lotes vagos em projetos antigos, onde o governo já investiu milhões, tem água e terra. Basta levar as famílias. E nada acontece. Ou seja, poderíamos assentar imediatamente 86 mil famílias em área irrigada, com garantia de produção que resolveria a situação de grande parte dos acampamentos do Nordeste”, disse Stédile.

 



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