“Não vou sujar minha mão com uma raça ruim”, disse australiana presa por racismo em Brasília

Em um salão de beleza no DF, mulher não quis ser atendida por uma manicura negra e disse que não ser tocada por uma "raça ruim"; a PM foi acionada e a mulher presa por racismo

2437 9

Em um salão de beleza no DF, mulher não quis ser atendida por uma manicure negra e disse que não queria ser tocada por uma “raça ruim”; a PM foi acionada e a mulher presa por racismo

Por Geledés

 

Mulher se recusou a ser atendida por funcionária negra e foi presa por racismo

Uma australiana foi presa em Brasília na noite desta sexta-feira (14) suspeita de agredir e ofender duas funcionárias e uma cliente negras de um salão de beleza da superquadra 115 Sul, além de desacatar o policial militar, também negro, que a conduziu à delegacia. Na delegacia, ela também ofendeu o agente responsável por atender a ocorrência. Parte da situação foi gravada pela recepcionista do local. O caso é investigado pela 1ª DP.

Segundo testemunhas, a suposta agressora tem cerca de 30 anos e entrou no estabelecimento para fazer as unhas do pé. A primeira pessoa que ela ofendeu foi uma manicure, que preferiu não se identificar por se sentir envergonhada. A profissional foi contratada pelo salão há uma semana.

A suposta agressora foi levada para a delegacia e foi transferida neste sábado (15) para a Penitenciária Feminina do Gama (Colmeia). Segundo a Polícia Civil, ela vive regularmente no Brasil há cinco anos e já foi detida por dirigir sob efeito de álcool.

A Polícia Civil informou que mulher foi presa por racismo e não por injúria racial porque disse que não poderia ser atendida pela funcionária negra. Ela cometeu segregação racial ao afirmar que a profissional não poderia executar o serviço por ser de “raça ruim”.

O encaminhamento para a penitenciária da Colmeia comprova que ela foi enquadrada por racismo, segundo a polícia. Se fosse por injúria, ela teria assinado um termo de comparecimento à Justiça e deixaria a delegacia. O crime de racismo é inafiançável. A suspeita pode permanecer presa por até um ano.

“Ela chegou e perguntou se havia alguém que pudesse fazer o pé dela. A recepcionista disse que sim, então ela sentou. Quando ela viu que seria eu, disse que não queria”, lembra a manicure. “Fiquei sem graça. Aí a menina disse que tinha então outra pessoa, e ela respondeu que podia ser a outra, porque ela era um pouco mais clara. Ela disse que eu era escura demais para fazer a unha dela.”

Minutos depois, a suposta agressora teria se incomodado com a presença da manicure e pedido que ela se retirasse. “Ela disse: ‘dá para você se retirar? Sua presença está me incomodando. Eu não quero que você fique perto de mim’. Subi na hora, não conseguia parar de chorar”, conta a profissional.
Dona do salão, Eliete Lima de Carvalho cuidava do cabelo de uma cliente e só percebeu o problema quando viu a manicure chorando. A proprietária subiu as escadas para o banheiro atrás dela para saber o que havia acontecido e, depois, voltou ao salão para exigir que a cliente se desculpasse.

“Ela disse que não ia se desculpar, que não tinha feito nada de errado. E aí começou a falar do trabalho da outra manicure, dizendo que ficou uma porcaria, que não ia pagar. Outra cliente, que é morena, ficou irritada e pediu para ela abaixar o tom, então ela disse ‘eu não sei por que essas pessoas de raça ruim insistem em falar comigo’. Precisei segurar a menina, que queria bater nela”, conta Eliete.
A discussão evoluiu para bate-boca e gritaria. A dona do salão acionou a Polícia Militar, mas a suposta agressora tentou fugir. Eliete afirma que pediu mais uma vez que ela se desculpasse, que a situação poderia ser contornada se ela reconhecesse que errou. “Ela disse que queria ver quem iria prendê-la por isso”, diz a proprietária.

Abordada por um PM negro, a australiana ainda teria gritado para que ele não dirigisse a palavra a ela. A cliente ofendida, as funcionárias, a dona do salão e a cliente de quem ela cuidava, que é advogada, foram para a delegacia prestar depoimento.

Assustada e desconfortável, a manicure que não quis se identificar disse que nunca passou por isso antes. “Ela insistiu que não queria nenhum de nós, pretos, falando com ela. Disse que éramos raça ruim”, conta.

De acordo com os dados mais atualizados disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública, houve 409 crimes raciais em 2012 no DF.

Protesto
Indignada com a situação, Eliete decidiu trabalhar com o cabelo o mais volumoso possível neste sábado. “Não admito funcionário tratar mal cliente, nem cliente tratar mal funcionário. E não admito preconceito, de forma alguma”, afirmou. “Ela me machucou profundamente. Agiu como se fosse melhor por não ser negra ou porque acha que ser manicure é ser inferior. Não aceito.”

No momento da confusão, havia cinco clientes e nove funcionárias no salão – quatro delas, negras. O estabelecimento funciona há dez anos.

Eliete disse ainda que, pela manhã, comentou com as funcionárias que achou absurdo o ocorrido com o jogador Tinga, do Cruzeiro, vítima de racismo durante partida contra o Real Garcilaso, pela Taça Libertadores, no Peru. “Ainda falei que era inadmissível, que esse era o tipo de coisa que eu não conseguia acreditar que ainda existia.”

O episódio de racismo contra o jogador ocorreu na cidade peruana de Huancayo. Tinga, que é negro, entrou no segundo tempo. Sempre que ele tocava na bola, a torcida do time da casa, fazia sons que imitavam um macaco.



No artigo

9 comments

  1. Waldo Silveira Responder

    O que será que essa indiada peruana pensa que é ?

    1. PaulaMM Responder

      o que eles pensam eu não sei, mas eu penso que seu comentário foi tão racista quanto.

  2. Bruno Badaró Eler Responder

    coloca na tela a cara da Sujeita!

  3. @ŁÅØ_MØЯÅΞS Responder

    Infelizmente ela fazia o que muitos brasileiros fascistas e racistas fazem, enchendo o saco!

  4. Nilton Sant Ana Responder

    Não é difícil entender o preconceito da turista
    australiana. Quando os primeiros colonizadores ingleses botaram o pé na
    Austrália, em 1788, encontraram uma população nativa estimada em trezentos mil aborígenes.
    Para expulsá-los de suas terras, praticaram massacres e políticas
    discriminatórias que reduziram a população dos mesmos a pouco mais de 40.000
    indivíduos, que é número atual de aborígenes autênticos. Interessante notar que
    a Wikipédia se refere aos massacres com o eufemismo “decréscimo populacional”,
    que nada mais foi que genocídio patrocinado pela Coroa Inglesa. E essa tonta
    vem fazer turismo em um país cuja população é composta por inúmeras etnias,
    culturas e religiões, e acha que vai tratar os brasileiros com a mesma
    arrogância com que seus patrícios tratam os aborígenes de lá ?

  5. Cristina Carvalho Responder

    Não somos todos iguais não! eu, hein? Me recuso a ser “igual” a essa criatura – venha de onde vier, tenha a cor que tiver. Igualdade só perante o Verme, que devora todos, sem distinção.

  6. Leila Responder

    Ter a pele negra nao e vergonha, vergonha e ter a alma negra como ela tem, ainda dirige bebada, arriscando a vida dos outros, volta p tua terra, nao queremos voce no Brasil

  7. José Antônio Pereira Matos Responder

    E já esta solta. Culpa desta porcaria chamada Poder Judiciário brasileiro que além de tudo é institucionalmente racista.

  8. Gilmar L Balmann Responder

    Não tenho palavras para definir essa criatura australiana. Essa infeliz pensa que é melhor do que os outros? Esse “monstro” deveria ser expulsa de nosso país e nunca mais voltar. Cheguei a uma conclusão que esses gringos nojentos morrem de inveja dos brasileiros. Nós somos o povo mais legal e gente boa do mundo. Prefiro as brasileiras que são gostosas e lindas do que essas gringas esqueléticas e psicopatas.


x