Aécio Neves vaiado no Pinto da Madrugada

Candidato do PSDB recebeu vaias em desfile de bloco carnavalesco em Maceió, na sua pré-campanha ao lado de outro tucano, o governador Teotônio Vilela Filho

422 0

Candidato do PSDB recebeu vaias em desfile de bloco carnavalesco em Maceió, na sua pré-campanha ao lado de outro tucano, o governador Teotônio Vilela Filho

Por Redação

“Não existem mais presos políticos. Há políticos presos” (Foto WikiCommons)

Se a intenção era iniciar uma pré-campanha em Maceió ao participar do maior bloco de carnaval do estado -com participação de mais de 200 mil pessoas -, e também segura do ponto de vista político (o estado de Alagoas e a capital são governadas pelo PSDB); o presidenciável Aécio Neves, do PSDB, teve uma experiência no mínimo desagradável. Ele e o governador Teotônio Viela Filho: ambos foram vaiados pela multidão ao serem anunciados pela locução bloco Pinto da Madrugada.

Segundo o AlagoasNet, o vexame aconteceu logo após uma entrevista na qual o candidato mineiro comentou a queda da presidenta Dilma Rousseff na pesquisa Ibope e comentou a respeito da “despreocupação” com o tema mensalão tucano durante os meses de campanha – assunto que ganhou força após a renúncia do deputado federal e ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo:

“Tem certeza que o PT quer puxar este debate [do mensalão]? Eu não acredito. Mais uma vez: o PSDB acha que quando houver uma denúncia que deve ser investigada, que seja investigada e os acusados possam se defender. E que decisão judicial seja cumprida. Não existem mais presos políticos. Há políticos presos”, disse o candidato.

No mesmo sábado em que foi vaiado, Aécio aparecia como segundo colocado nas intenções de votos registradas pela pesquisa do Datafolha, mas como bem apontou o blog de Davi Soares, a rejeição tucana em Alagoas, por conta do governador, acabou sendo transferida ao candidato tucano. “Talvez a experiência acrescente ao slogan de Aécio Neves outra expressão além de ‘Os brasileiros querem mudanças’, como por exemplo: ‘E os alagoanos também querem'”.



No artigo

x