Em sessão tumultuada, Assis do Couto é confirmado presidente da CDHM

Contrariando acordo entre bancadas, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura avulsa e perdeu com a diferença de dois votos

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Contrariando acordo entre bancadas, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura avulsa e perdeu com a diferença de dois votos

Por Redação

Assis do Couto derrotou Bolsonaro com apenas dois votos de diferença (Arquivo pessoal)

Aconteceu na tarde desta quarta-feira (26) a eleição que definiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM). Como Fórum já havia adiantado, existia um acordo feito entre as bancadas do PT, PMDB e PTB em prol do nome de Assis do Couto (PT-PR) para assumir a presidência. Porém, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura avulsa e perdeu com a diferença de apenas dois votos.

Antes da votação ser iniciada, o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), que foi eleito vice-presidente da Comissão, fez leitura de artigos do regimento interno da Câmara que não autoriza candidaturas avulsas à presidência das Comissões, visto que, segundo Miranda, trata-se de um protocolo histórico da Casa não quebrar os acordos entre as bancadas. A divisão das comissões é feita conforme o tamanho de cada representação partidária na Câmara.

Apoiadores de Jair Bolsonaro foram ao microfone dizer que o PT estava sendo antidemocrático ao não permitir a candidatura do parlamentar. Num momento mais tenso, Bolsonaro foi acusado de ser racista e que só isso deveria impedi-lo de ser candidato. Aos gritos, o parlamentar negou que fosse racista e que “apenas não apoia cotas para negros”.

Mesmo com o acordo entre as bancadas, a votação foi apertada. Assis do Couto teve 10 votos e Jair Bolsonaro, 8. Em seu discurso de posse, Couto disse que vai trabalhar para que todos os segmentos da sociedade sejam respeitados e ouvidos e que não vai permitir discursos discriminatórios em seu mandato. O novo presidente da CDHM também ressaltou a importância da vice-presidência assumida por Nilmário Miranda e lembrou seu papel como fundador da comissão e ministro dos Direitos Humanos no governo Lula.



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2 comments

  1. Chico Lobo Responder

    Ufa… até que enfim vamos ter uma presidência que não seja tão fundamentalista quando M. Feliciano e nem fascista quanto J. Bolsonaro.

    Espero que nos próximos anos a Câmara dos deputados não cometa o mesmo erro de eleger pessoas desqualificadas para um cargo tão importante para as liberdades democráticas.

  2. Rodrigo Responder

    Gestão de Marco Feliciano à frente da CDHM:

    Audiências com índios que há anos não eram atendidos pela dita comissão;
    Assuntos de direitos humanos esquecidos como:
    adoção de crianças;
    prostituição infantil;
    quilombolas;
    trabalhos análogos à escravidão;
    assédio moral;
    suicídio de policiais;
    cidades inteiras contaminadas por chumbo;
    primeira comissão a aprovar a lei de cotas raciais para serviços públicos;
    etc…

    Gestão de Assis Couto, do PT à frente da CDHM:

    Único trabalho “relevante” – aprovar um Requerimento de Visita ao presidiário José Dirceu que segundo denúncias estava tendo maus tratos na Papuda.


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