Facebook pretende comprar 11 mil drones para levar internet à Africa

Gigante da internet quer potencializar lucros, expandindo acesso a lugares ainda não conectados à rede

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Gigante da internet quer potencializar lucros, expandindo acesso a lugares ainda não conectados à rede

Do Opera Mundi

O Facebook negocia a compra de uma fábrica especializada na produção de drones. O objetivo da empresa é utilizar os aviões não tripulados como transmissores de sinal da internet em regiões do planeta que ainda não têm acesso à rede.

Os drones funcionarão a partir de um sistema de energia solar. Por isso, poderão permanecer voando por dias, “funcionando como verdadeiros satélites retransmissores de sinal da internet”, declarou o Facebook em nota ao portal Telegraph.

O foco principal do projeto é o continente africano, onde apenas 10,9% da população têm acesso à rede. Oferecendo o serviço e entrando no mercado de drones, o “Facebook ganhará milhões de novos usuários e potencializará o alcance da empresa”, diz a nota.

O negócio pode ser sacramentado com a compra da Titan Aerospace’s – empresa especializada na construção de drones – por US$ 60 milhões. De acordo com pesquisa recente encomendada pelas principais empresas da internet, atualmente 2,7 bilhões de pessoas – cerca de 1/3 da população mundial – têm acesso à rede.

Em dezembro de 2013, a Amazon já havia anunciado que lançaria um novo sistema de entregas com os aviões não tripulados. Assim, diz a gigante da internet, as encomendas demorarão apenas meia hora para chegar após serem encomendadas online, “revolucionando o sistema de compras na internet”.

No Oriente Médio, drones matam

A utilização de drones norte-americanos causa polêmica, sobretudo no Oriente Médio, em função da imprecisão e incapacidade técnica. A Human Rights Watch divulgou no final do ano passado um relatório que aponta que ações com aviões não-tripulados pelos EUA matam mais civis – incluindo mulheres e crianças – do que terroristas ou membros estratégicos da Al-Qaeda no Iêmen.

No caso mais recente, em dezembro de 2013, pelo menos três pessoas morreram e outras oito ficaram feridas após um ataque equivocado enquanto participavam da celebração de um casamento na província de Al Baida, no centro do Iêmen.

“Oficiais dos EUA responsáveis por realizar ataques com drones devem ser julgados por crimes de guerra”, concluiu a Anistia Internacional em pesquisa sobre direitos civis divulgada em outubro. “Esse é um programa (de drones) secreto. Isso fornece aos EUA um direito de matar superior aos tribunais e às normas fundamentais do direito internacional”, critica a entidade.

 

*Foto: Wikicommons



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