EUA: Comissão pede fim da proibição de transexuais nas Forças Armadas

Especialistas produziram relatório no qual afirmam que o código militar está baseado em conceitos "obsoletos"

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Especialistas produziram relatório no qual afirmam que o código militar está baseado em conceitos “obsoletos”

Por Redação

Uma comissão de especialistas liderados por Joycelyn Elders, ex-diretora de saúde pública e militar da reserva, divulgou um relatório no qual afirmam que não há razão médica para proibir transexuais nas Forças Armadas dos Estados Unidos. O grupo também convidou o presidente Barack Obama para discutir o assunto.

Composto por cinco membros reunidos na San Francisco State University, o grupo encaminhou o documento ao Departamento de Defesa, no qual defendem a tese de que as normas que proíbem transexuais de servirem são baseadas em “conceitos e crenças obsoletos”. Hoje em dia, para uma pessoa transexual continuar no serviço militar, tem de abdicar do processo de adequação de gênero.

Joycelin declarou que não “há razão médica convincente” para continuar com a proibição e que tal regra faz com que cerca de 14.450 transexuais sejam impedidas de ter acesso aos tratamentos médicos. O Departamento de Defesa reagiu de maneira negativa ao relatório produzido pelo grupo e respondeu que neste momento “não há planos para mudar as políticas que impedem transexuais de servir o exército dos EUA”.

O atual código militar das Forças Armadas dos Estados Unidos traz conceitos criados na década de 1960, e trata o transgênero era tratado como um “transtornado mental”, sendo que o fornecimento de tratamento hormonal e cirurgias de adequação “seriam difíceis, perturbadoras e caros”. Os autores do relatório rejeitaram esses conceitos e os classificaram como “incompatíveis com a medicina atual e com o serviços de saúde disponíveis no momento”.

De acordo com o Instituto Williams, da Universidade da Califórnia, existe hoje cerca de 15.500 militares transexuais servindo com o gênero de nascimento e sem qualquer tipo de apoio a readequação de identidade.

Países como Austrália, Canadá, Inglaterra e Israel permitem transexuais no serviço militar. O lobby pró-trans nas Forças Armadas ganhou força em 2010, quando a gestão Obama derrubou a política de “Não pergunte, não conte”, que desencorajava militares LGBT a saírem do armário.



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