Em rede nacional, professora desconstrói Aloysio Nunes e sua redução da maioridade penal

Beatriz Vargas, da UnB, derrubou as teses do senador , que pede mais rigor ao jovens infratores, ao alertá-lo que no Brasil a justiça ainda tem um olhar estimgatizado

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Beatriz Vargas, da UnB, derrubou as teses do senador, que pede mais rigor ao jovens infratores, ao alertá-lo que no Brasil a Justiça ainda tem um olhar estigmatizado

Por Redação

Foi ao ar nesta quarta-feira (19) mais uma edição do programa “Alexandre Garcia”, no canal a cabo Globo News, cujo tema era o Projeto de Lei Suplementar 23/2012 de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Além do propositor da pauta, marcou presença no programa a pesquisadora em criminologia pela Universidade de Brasília (UNB) Beatriz Vargas.

Como de praxe, Alexandre Garcia iniciou o programa perguntando por que tantos jovens estão no crime (sem dizer quantos) e, num tom crítico, lembrou que o governo federal declarou que a alteração da idade penal é cláusula pétrea e que só vai ocorrer mediante reforma constitucional. O senador tucano abriu a roda de conversa relatando o caso de uma mãe que o procurou, pois, a sua filha foi assassinada pelo namorado, que depois do crime comemorou o fato na rede e indo a um jogo de futebol.

“O jovem que tinha 17 anos, um dia antes do crime, vendou um rádio e uma bicicleta pra comprar a arma e matar antes completar 18… Isso é o depoimento dele (…) Ele merece uma punição com mais rigor, daqui três anos ele vai estar solto com a ficha limpa e pode ser contratado pra ser segurança de uma creche”, disse o senador, ressaltando o fato dele ser menor de idade.

Ao ser questionada sobre a lei, Beatriz Vargas comentou sobre legislações de alguns estados norte-americanos que punem jovens desde os 12 anos. “Os Estados Unidos é um dos poucos países que permite a pena de morte aos 12 anos (…) isso é possível nos EUA por que eles submetem os jovens a uma junta de médicos que faz uma bateria de exames pra descobrir se ele reage como um adulto (…) eu não concordo com esse mecanismo, a regra que deve prevalecer deve ser menos uma pesquisa pra capacidade dele de evolução e compreensão cognitiva (…) a questão não é saber se estamos tratando com alguém que já introjetou a norma, mas o tipo de tratamento que nós, sociedade, queremos dar a um ser especial, que é o adolescente, e aí eu tiraria a centralidade da punição”, disse a pesquisadora.

“A minha divergência com a professora é que ela relativiza muito, subestimando o papel da punição como fator de inibição da criminalidade e da violência. A punição tem lugar sim”, defendeu o senador tucano que contou com o apoio do apresentador que defendeu uma separação entre “jovens perigosos” e do bem. Na sequência, a professora desconstrói os argumentos apresentados por Garcia e Ferreira.

“Eu acredito na responsabilização, não estou defendendo a sua ausência. A responsabilização nos ensina a viver em sociedade. A responsabilização também entra na responsabilidade que o pai dá aos filhos em casa (…) não podemos transformar a punição na lógica irradiadora (…) há 22 anos que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não é cumprido, é com isso que nós temos que nos preocupar. Nós aparecemos com a polícia antes de aparecer com a saúde e com a escola”, criticou Beatriz Vargas.

Próximo ao fim do programa, Alexandre Garcia e Aloysio Nunes Ferreira citam mais um caso de um jovem que aos 16 anos já tinha matado seis pessoas e voltam a defender mais rigor para com os jovens infratores. “Nós temos que tomar cuidado para não generalizar, não podemos tomar um caso individual para fazer uma modificação legislativa que vai atingir um contingente de adolescentes (…) a sua proposta tenta dar um tratamento diferenciado, mas ela, ainda, no meu modo de ver, ela peca por que parte de uma crença que a punição mais rigorosa é o grande modelo de redução desse tipo de violência”, disse a professora ao senador.

Garcia e Ferreira voltaram a defender maior rigor punitivo e encarceramento aos jovens, no que a professora chama atenção de que, em um ano com a maioridade penal reduzida não existirá cadeia que de conta de tantos jovens presos e que os negros e pobres serão as principais vítimas, no que ela é ironizada pelo apresentador que diz estar vendo “muito loirinho de olho azul” sendo preso.

“Nós temos um estatuto que não foi implementado naquilo que ele deveria ser implementado e que diz respeito a um tratamento diferenciado a esses jovens. Boa parte desses meninos são vulneráveis socialmente, são os meninos pobres, são os meninos negros desse país que respondem perante a justiça (…) se nós abrirmos a possibilidade mais rigor penal em pouco tempo nós vamos ter mais estabelecimento penal capaz de conter o número absurdo de população carcerária que nós vamos gerar (…) há um olhar da justiça criminal que é estigmatizado. O criminoso no Brasil, aquele que paga o pato ele tem um rosto”, finalizou Beatriz Vargas, que também lembrou do ator negro que foi preso no Rio de Janeiro sem provas, dizendo que, fosse um “loiro de olho azul” não seria preso.

Assista ao programa na íntegra aqui.

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Redução da maioridade: ilusão e oportunismo



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103 comments

  1. Ronald Responder

    Concordo em genero, numero e grau. Excelente!

  2. Eda Ferreira de Lima Responder

    Será que a professora teria esse mesmo posicinamento se alguém de sua família fosse assassinada? Que Deus proteja a professora e todos os seus!!!

    1. viviane Responder

      Essa é a pior resposta que se possa dar a uma argumentação tão consistente como foi a da Entrevistada.. e se fosse o seu a ter uma pena de morte ou uma punição por algo inconsistente e de culpa do poder público? Assistencia necessária ninguém quer dá, agora jogar nas masmorras dos tempos medievais é o primeiro passo!!!

      1. Enzo Pappalagaff Responder

        A lei é concreta, legislação tem todos os princípios à serem seguidos se quiser ser uma pessoa normal dentro de uma sociedade. Agora, descumpriu? Pague por isso.
        A pessoa sabe que se fizer algo além do que deveria, mesmo sendo jovem infrator ( que não significa que não deve ser punido só porque não é maior de idade). Então, a pior resposta que se possa dar é ” Assistência necessária ninguém quer dá, agora jogar nas masmorras dos tempos medievais é o primeiro passo!!!” e sim mostrar o ponto de vista mais realista e igualitário possível. Tente enxergar pelos dois lados, se for capaz disso.

      2. Rafha Responder

        Minha Cara Viviane, lógico que a revoltado povo não aconteceria caso os princípios do ECA (o livro da sociedade maravilhosa e perfeita) fossem postos em prática.Creio que ninguém aqui discordaria da entrevistada se houvesse realmente um respeito pelas políticas públicas de saúde e educação principalmente. Acontece que isso não ocorre, e ninguém aguenta mais um menor de idade que mata e ainda rir da cara da sociedade ao debochar do próprio código que o “pune”.é uma questão de medida punitiva proporcional, enquanto não se leva a sério educação e saúde nesse lixo de País, que ao menos se puna proporcionalmente todo e qualquer CRIMINOSO HEDIONDO! que é o que nossa juventude tem de melhor! abs

    2. Maira Responder

      Será que você teria o mesmo posicionamento se alguém da sua família estivesse em situação de rua e fosse lançado em meio à criminalidade? Ah, não existe ninguém da sua família em situação de rua? Oh, por que será? São melhores do que as pessoas que estão em situação de rua hoje OU será que tiveram melhores condições de vida e POR ISSO não chegaram a esse estágio infeliz?

      Antes de apontar o dedo para o outro, se coloque no lugar dele. É muito mais honesto!

      1. Jansen Responder

        Pois é Maira, nasci numa família miserável, passei fome, não tive pai, fui engraxate, vendi sorvete e bolos até durante o meu curso de medicina, hoje sou um médico conceituado, faço trabalhos assistências com pessoas carentes e tento mostrar pra elas que temos a opção de decidir como será a nossa vida, Deus nos deu livre arbítrio, á propósito eu sou negro e não precisei de cota alguma pra chegar na UNB.

        1. Suelen Campos Responder

          Quero te dar os parabéns, e também concordo contigo em tudo que foi dito. Não precisamos nos submeter ao crime só porque sou pobre, favelado e sem estrutura familiar. Senão não haveria tantos filhinhos de papai no crime.

        2. azwar Responder

          Vc sabe o que é exceção?

        3. azwar Responder

          Vc sabe o que é exceção?

      2. giovanni possamai Responder

        me aponte uma solução então.

    3. Cínthya Alcântara Responder

      “A proposta foi de que apresentassem argumentos contra a redução da maioridade penal embasados em seus estudos e experiências. A exposição desses argumentos, sob diferentes enfoques, não caracteriza como um “exercício de convencimento”, mas visa a ampliação e qualificação das reflexões sobre o tema, ou ainda, a construção delas, visto que muitos daqueles que defendem a redução da idade penal o fazem sem embasamento, denotando apenas reações
      passionais ou vingativas.” (CFP, 2013)

      “A redução da maioridade penal é medida enganosa, que só vai gerar mais crimes e violência. Sendo aprovada, teremos criminosos profissionais, cada vez
      mais precoces, formados nas cadeias, dentro de um sistema prisional arcaico e falido.” (ALVES, 2013)

      1. Jackline Responder

        Perfeito Cíntia Alcântara, um ótimo comentário conta essa questão da vingança mesquinha que muitos ainda usam para tentar mudar a visão de quem é contra essa proposta injusta

      2. Roberta Responder

        Bela colocação Cinthya Alcântara!
        A questão é, a redução da maioridade penal vai resolver o problema da violência ou vai gerar um problema maior? Já que existe o ECA e como a própria professora disse sua lei não é cumprida a 22 anos! Será que não precisamos que a lei seja exercida e adaptada ou essa ação é muito mais difícil para o governo do que simplesmente lotar as cadeias como já acontece!

    4. Flavio L P Santos Responder

      Eu já perdi pessoas da familia na violência e não penso sair por aí matando a pessoas!!!
      É errado pensar que + matanças vão diminuir a DOR…

    5. Fernando Bernardes Responder

      Meu pai foi assassinado por um menor e eu sei que nem mesmo a pena capital resolverá a violência gerada pelo abandono e descaso com a juventude em nosso país. Não quero ver um monte de gente sem nenhum grau de formação moral e intelectual em masmorras aprendendo a ser bicho. Respeito sua opinião, mas creio que não seja conveniente entrar em um debate como esse sem ter estudado a fundo a realidade social do país sob pena de trazer muito mais violência e dor a uma grande maioria do que definitiva paz a todos. Abraços!

    6. Nelson Responder

      Ah sim… Eles estão aprendendo a ser gente nas bocas de fumo

    7. GabrielX Responder

      Querer matar alguem pq foi assaltado é agir por extintos e quem faz isso é apenas um animal irracional, não é msm?

  3. Marizete Lucia Maçaneiro Responder

    O tema tem que ser discutido com o rigor que merece, dado o tempo transcorrido sem que se tenha tomado medidas concretas. É o momento de agir com educação de qualidade. Construir abrigos que eduquem e dar aos jovens oportunidades de aprendizado e encaminhamento a trabalho digno. Eis que se já vem da delinquência, cabe a nós: sociedade agirmos com a importância que o assunto merece. é traçar metas e agir junto aos governos e empreendedores de fato.

  4. André Pessego Responder

    Tem duas medidas a serem tomadas no Brasil, para salva-lo, uma data de 1824, na primeira constituição,
    A DUPLA NACIONALIDADE, esta é a fonte de todas as outras desgraças; ninguém nasce em dois lugares.
    A MAIORIDADE PENAL. Não tem que haver uma idade para cometer crimes, tipo um estágio. Crime é crime.

    1. João Laion Responder

      Cara, se teu filho, irmão cometer uma cagada com 14 anos, vc acha realmente que ele ir para cadeia é a melhor solução?

      1. Jeff Responder

        Mas é claro que SIM seu maluco. Se cometeu crime tem que pagar,João Laion, meu irmão que tem 13 anos de idade sabe muito bem o que é certo e o que é errado.

      2. Nelson Responder

        Até minha filha, de 2 anos, quando faz algo errado, dependendo da gravidade, fica de castigo

  5. Ricardo da Costa Responder

    No dia em que um prefeito, governador e até presidente for punido com prisão, por negligência em seu cargo, a coisa funcionaria como deve.
    Se há crianças abandonadas nas ruas, é porque o estado não cumpre o seu papel.
    Não protejo ladrão e assassino. Acho que todos tem que ser punido, inclusive os políticos corruptos!!

    1. Thatá Responder

      Se há crianças abandonadas nas ruas, é por que a FAMÍLIA não cumpre o seu papel. Não devemos transferir para o ESTADO uma obrigação que é da FAMÍLIA! Concordo com a punição para os corruptos e para todos que cometem crimes, sejam eles quais forem.

      1. oliveira carlos Responder

        Unico comentario correto.

    2. Thatá Responder

      Se há crianças abandonadas nas ruas, é porque a FAMÍLIA não cumpre o seu papel.

    3. Washington Responder

      Ricardo, estou de acordo com você, pois seu argumento me parece o mais sensato. Para reforçar acrescento, apenas, que o Estado, não cumprindo o seu papel proporcionando saúde, educação, segurança ou fazendo cumprir o ECA, também não pode transferir a responsabilidade PELA DELINQUÊNCIA de menores para a sociedade ou para as famílias.

  6. Claudia Responder

    Eu sou completamente contraria a professora,ora em momento algum se debate a maioridade penal baseada em um,dois ,tres casos…é fato concreto,que o menor criminoso em função de seu próprio desequilibrio,ou medo,ou o que seja ,em seus atos criminosos ser mais agressivo que um adulto,mais cruel e também mais impulsivo, um jovem de 14 atira com muito mais facilidade do que um homem de 40..isso é fato.
    Hoje a criminalidade juvenil, saiu da esfera das comunidades carentes..tem muito playbozinho,filhinho de papai ,assaltando,matando ,estuprando…num país permissivo,cheio de bolsa cidadão e o cacete, maes tem filhos como ninhada, soltos por aí..é muito bonito na teoria, saúde,educação,etc…na prática deve-se levar em consideração inclusive a índole,o caráter,ou mesmo as questões mentais e as ligadas ao consumo de drogas como combustível para se praticar o crime.Sou favoravel a redução penal sim, quem age como criminoso..e alguns casos crimes hediondos, nao pode ter a mão passada na cabeça…Estatuto?É lindo sim, mas quem defende as vítimas e suas famílias????????

    1. Maira Responder

      Linda a sua ideia também. Parabéns. Vamos defender as vítimas e suas famílias. Legal. Concordo.

      Você já dormiu na rua alguma vez na vida, Claudia? Não to falando de dormir no aeroporto porque sua conexão atrasou não! To falando de dormir na rua, tomar banho na pia do bar mais próximo, ser expulsa de casa (isso aqueles que têm “casa”), e todas as variantes de uma vida miserável que você puder (e não puder) imaginar!

      Já, Claudia?

      Não? Então não me venha falar em “vítimas”, assim genericamente, com tanta propriedade.

      Amplie seu conceito de “vítima”, se politize, se solidarize, e só depois venha falar em “proteção das vítimas”. Esses adolescentes também são vítimas. Ou você acha que é legal morar onde eles moram, vestir-se como se vestem, ter uma expectativa de vida ínfima (as taxas de mortes de jovens da periferia, sobretudo os ligados ao crime é altíssima), ser humilhado nas constantes apreensões policiais, destratado e desacreditado por pessoas como vc a todo tempo etc. Nossa, que vida deliciosa que eles levam, hein?

      Acho que quero uma igual! (Ironia, pra quem não conseguir perceber de cara!)

      É péssimo ser assaltada, sequestrada, violentada? É extremamente degradante e deve ser combatido das mais diversas formas? Sim, com toda a certeza.

      Mas isso não quer dizer que devemos sair bradando aos 4 cantos que o primeiro passo a ser dado é a prisão de menores de idade.

      Perante problemas SOCIAIS as respostas devem ser SOCIAIS! Enjaular adolescentes não vai resolver a causa dos problemas.

      Incrível como às vezes é preciso defender o óbvio.

      1. Marco Responder

        se seguir sua lógica, então os adultos criminosos também são vitimas, então não deviamos prender ninguém…

        1. Maira Responder

          Nada impede que adultos criminosos sejam vítimas igualmente, óbvio. Meu caro, ser “vítima” não significa ser santo, ser inatingível, não poder ser responsabilizado. Esqueça isso.

          Ser vítima significa tão somente dizer que há um sofrimento naquele ser, provocado por algo externo a ele. Ponto. Difícil entender isso? Parece que sim, pois vocês, crucificadores natos, somente vêem vitimização naqueles que sofrem ataques diretos de “bandidos”.

          A visão de vocês é maniqueísta, por isso eu não concordo (ou é bandido ruim, ou é vítima coitadinha). Isso é ridículo.

          ÓBVIO que uma mulher estuprada é muito vítima. Muito mesmo. Como mulher, sou extremamente solidária e temerosa que isso aconteça comigo. Assim como quem é assaltado, morto, etc etc. Mas também não sou tão burra a ponto de achar que, porque posso ser vítima disso, todas as explicações sociológicas dos crimes estão anuladas e nós devemos partir de uma vez pra vingança em cima desses “monstros”. Assim, eu é que me tornaria monstro. Não quero. Obrigada.

          Por outro lado, há a vitimização daqueles mais marginalizados. Mas vocês não enxergam isso de jeito nenhum. Preferem continuar apenas e tão somente apedrejando aqueles que não se enquadram em seu grupo social, os marginalizados, que, por coincidência (será?), compõem a cena geral dos presídios brasileiros (inclusive também compõem os centros de “ressocializacao de menores”).

          Claro que o apoio às vítimas dos crimes deve ocorrer, deve haver atenção total a isso. Mas isso não significa, como eu disse, enjaular os adolescentes infratores. Uma coisa é distinta da outra. Não existe isso de “vai pensar melhor antes de cometer o crime”. Isso é, inclusive, uma piada muito boa: Parabéns aos envolvidos.

          Os adolescentes hoje podem responder por seus atos, de forma mais atenuada do que um adulto, mas podem (eu não vou ficar aqui explicando sobre responsabilização).

          O que eles não podem é ser PUNIDOS, com cadeia, como um adulto, como vcs querem.

          Com o perdão da sinceridade, não parece que vocês querem que eles sejam responsabilizados, ou seja, que “respondam” pelo que fizeram, vocês querem vingança social, querem vê-los “mofar” na cadeia. Sinto pena.

      2. Danillo Responder

        Maira vc já teve alguém de sua família estuprada, roubada e morta por um adolescente ? vc esta defendendo quem sabe o que é certo e errado. Outra coisa vc acha que quem é roubado, espancado e muitas vezes morto por esses criminosos não são vitimas ? Pra vc vitimas são os criminosos né ?

        Quero ver se invadirem sua casa um dia, estuprarem vc, matar seus filhos e barbarizar com todo mundo, se seu pensamento vai ser o mesmo, não vai ir a policia pq não foi vitima, quem deveria ir a policia depois disso seriam os criminosos então, que segundo vc são vitimas ?

        1. Maira Responder

          Faça o favor de me mostrar onde eu disse que quem é assaltado, morto ou estuprado não é vítima.

          A incapacidade de compreensão dos comentaristas aqui até cansa, sinceramente.

          1. Pablo

            Na verdade; todos os que não aceitamos vagabundos safados fazendo vagabundagem e dando risadas da lei, temos capacidade sim de compreenção; o negócio é que você é uma vagabunda que defende vagabundo e pronto; ninguém vai conseguir mudar o que você tem como opinião; uma opinião baseada nos alicerces da desordem e da anarquia; e; acredite; deixe essa pose de PHD em política social que, pelo menos a mim, não está impressionando nada; se toca; muda essa visão; quando tu for vítima tu vai mudar esse teu discurso de merda.

      3. Cínthya Alcântara Responder

        #investimento #socioeducativo #já

        1. djalma Responder

          Não se vê debate sério no Brasil. todos são donos da verdade. creio que não devemos ter medo de admitir erros. Quem criou e apoiou o ECA nunca vai dar o braço a torcer que ele não resolveu. Nada precisa ser eterno. erramos… vamos consertar…

          1. frolstty

            Djalma,

            O ECA não é originário de nosso país. Ele foi trazido para cá.

            Não é ele que está errado. Somos NÓS, como sociedade, que não nos importamos se o vizinho está agindo corretamente com a própria família, ou com o polícial que abusa da autoridade, do político que rouba mas faz, do juiz aposentado compulsoriamente e por aí vai.

            Enquanto a família não for responsabilizada, enquanto o Estado não for cobrado por NÓS cidadãos, vamos colher os frutos de nossa ineficiência política e do nosso descaso.

      4. Pablo Responder

        Maira; faz o seguinte: a começar de você, que é uma pessoa muito politizada, esclarecida; totalmente a par das diferenças sociais do país; porque você não funda uma ong e adota todos os menores infratores; e você mesma os ensina a serem verdadeiros cidadãos?; já ta na hora né?; faz isso; aí você, com certeza, se sentirá um pouco mais útil; já que juntando todos os menores infratores desse país de merda com você, e colocando no vaso, e dando descarga; não passam de merda; e que nem servem para estrume.

  7. jose ivanaldo jeronimo Responder

    Essa professora não falou nada do que todo mundo já sabe,porém ela esta se preocupando com os deliquente e não com o cidadão de bem e de imediato só repreensão e depois essas medidas que enumerou que é pra longo prazo porque o crime compensa e gera impubidade não por não ter acesso aos nossos direitos que devemos nos tornar bandido é essa tolerância que gera esses malucos ns sociedade e por isso que os políticos são desonestos porque tudo se justifica.
    I

  8. Maira Responder

    Às pessoas que, nestes comentários, querem que deus proteja a professora e os seus, pergunto: e quem protegerá os desprotegidos, as pessoas que (diferentes de, senão todos, pelo menos 99% dos bonitinhos e bonitinhas que, do auge do seu teclado de computador, proferem os piores egoísmos em redes sociais) dormem, desde crianças, ao relento, não têm o que comer, veem pai e mãe destruir a si próprios em meio à miséria em que sempre viveram?

    Olhem, eu poderia escrever palavras bonitas neste espaço. Explicar de forma polida e acadêmica motivos e mais motivos para este país, que ainda é extremamente injusto e desigual, ter um MÍNIMO de POLÍTICAS CRIMINAIS. PODERIA! Mas vcs não merecem. Do mesmo jeito que falam com ódio no coração dessa “cambada de vagabundos”, “meninos ruins” etc etc, do mesmo jeito MERECEM ler que: RUINS SÃO VOCÊS. MONSTROS são vocês.

    De bem? Pq se arrogam “de bem”? Seres humanos que se solidarizam no máximo com o vizinho do condomínio, mas quando precisam pensar que o seu celular ter sido roubado na esquina da sua casa NÃO é o maior problema da face da terra. Como dizer que vocês são de bem? Se desiludam. Vocês não têm nada de “cidadãos de bem”. São “cidadão do mal”. São cruéis, são desumanos, só pensam em si mesmos. Esses discursos de ódio de vocês comprova isso.

    Assim, acabam gerando mais ódio, mais segregação, e bebem do próprio veneno. Se nossa sociedade é sob certos aspectos tão abominável é pq vocês, direitistas nojentos e asquerosos, alimentam isso com esse ranço que destilam por aí: nos congressos E nas redes sociais. Reclamam dos “políticos”, mas pq se acham melhores do que eles? Ajudam a elegê-los, praticariam as mesmas corrupções se tivessem seu poder e, se duvidar, ainda os bajulam se os encontrarem na rua.

    Tenho nojo dos comentários que li, por um motivo bem simples: vocês são muito piores do que aqueles a quem criticam. Essas crianças e adolescentes, por mais bandidos que sejam (como vcs dizem) são muito melhores do que vocês, cujo problema não está apenas nas ações, mas principalmente no caráter.

    Pronto. Lancei “verdades” na cara de vocês. Passei na cara todo o nojo e repulsa que sinto de seres humanos hostis que estigmatizam semelhantes que estão em situação de miséria. Mudou alguma coisa? NÃO! Apenas nos distanciamos cada vez mais. Deixem de ser burros e usem a indignação de vocês para algo produtivo: deixem de lutar contra seus semelhantes, pois por mais assaltantes que eles sejam, tenham certeza, eles não são os verdadeiros culpados dos males da sociedade, das causas desses males.

    Não existem “Os Culpados”, a vida não é um filme juvenil! Existe uma sociedade complexa que assim deve ser compreendida e enfrentada. Não sei se esse tipo de explicação mais complexa entra em cérebros tão brutalizados como o de VOCÊS. Se não entrar, que pena. Problema de vocês. Vou ali me aprimorar profissionalmente pra lutar contra esses pensamentos egoísticos, para buscar garantias para pessoas já tão maltratadas nesta vida.

    Como disse lá em cima, em geral eu não utilizaria tantos ataques em um texto. Mas os comentários desta página, por tão baixos e cruéis, MERECERAM. Afinal, não é tudo uma grande questão de mérito pessoal, de escolha pessoal? Pois então, sinto muito por vocês terem escolhido ser essas pessoas sem um pingo de deus no coração, pessoas más, cruéis, incapazes de pensar no outro. Com essa fala tentei fazer com que sintam na pele o ódio que espalham, afinal, mesmo tendo lido vossos textos e ficado perplexa com o egoísmo, ainda me restou um pouco de humanidade e de esperança de poder mudar um pouco essa vida vazia de solidariedade que levam, por meio das palavras.

    1. Claudia Responder

      Concordo com você.

      Sem esquecer, Maira, que sempre que alguém se considera um cidadão de bem sempre me cheira a isso:

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan

      Coragem!

      Um abraço,

      Claudia Fernandes.

  9. Reis Abel Responder

    Aos moralistas sem argumentos que habitualmente falam assim;
    “O que é que ela diria si um membro de sua familia fosse uma vitima n’esta situaçao”.
    A esta pergunta, proponho a seguinte resposta: O que faria Deus, si a vitima fosse uma de seus fiéis?

  10. gracielle Responder

    Cadeias lotadas em algum tempo por assinarem a maioridade penal, quem sabe não lotadas, acredito que muitos jovens infratores pensarem 100 vezes antes de um delito, sou a favor da lei dos Estados Unidos, onde existe regra, autoridade e cumprimento de leis, existe a ordem! As pessoas pensam antes de cometer crimes, porque sabem que serão punidas e as consequências são pesadas, onde a bagunça reina, nada funciona, a lei é uma porcaria, ma caráter não está em ser pobre ou negro, está na mente, na educação recebida e não em cor de pele, povo hipócrita com essa lenda até hoje de negros favelados é que são delinquentes, tem muito filho de rico pior que um favelado, educação vem de berço, apoiado com um governo que apoia seu povo, faz cumprir leis, regras, governo que anda junto com seu povo!

  11. Natasha Caldas Carvalho Responder

    A prisao nao é a solução, se para um adulto ir para o presidio nao resolve nada, quem dirá para um adolescente, que ainda está com sua conduta a ser definida. Presidios super lotados e precarios, sem uma infraestrutura e sem uma politica de resocialização que realmente seja eficaz, nao se pode pensar em um Brasil com menos violencia! Nao é reduzindo a menoridade penal que vamos melhor a questao da violencia, e sim com educação, saude, e infraestrutura para esses menores que em sua maioria estao em regioes de risco e em situação vulneravel, onde so veem o crime como forma de sobrevivencia. Abarrotar mais ainda o sistema carcerario so vai fazer com que tenhamos adulto cada vez mais violentos, so vai aumentar mais ainda a violencia na sociedade! Temos que a analisar essas situaçoes como um todo nao como particular. Nao é porque o adolescente comete crimes que tem que ser punido, nao é a maioridade penal que deve ser alterada e sim a educação (escola), o ambiente que esses adolescentes vivem, a educação que recebem (principios), a estrutura familiar em que vivem, e uma serie de outras coisas que os politicos e governos preferem deixar de lado a resolver, preferem fazer o que a população acha ser o mais correto, punir, ao inves de previr, devemos fazer com que os crimes nao acontecem e nao tentar punir de forma errada aqueles que o fazem!!

    1. Mathias Responder

      Uma pergunta: partindo dessa lógica de que punir os menores criminosos irá aumentar a população carcerária, o também falido sistema de saúde pode deixar de atender os doentes para não ter superlotação ?

  12. Katia Rejane Costa da Silva Responder

    É muito fácil ficar dentro das universidades passando a mão na cabeça de bandidos, quero ver no dia que ela ou seus familiares próximos forem as vítimas se ela continuará com o mesmo ponto de vista.
    O fato de ser pobre, negro ou menor de idade não é desculpa para que se cometa crimes impunimente. Lugar de criminoso é na cadeia e quem os defende deveria sofrer ação jucial por apologia ao crime.

    1. Maira Responder

      Agora o problema é a apologia ao crime, então? Que tal a Justiça prender aquela criminosa perigosa, que vive fazendo apologia ao crime na TV? Parece que se chama Raquel Scheherazade, né?

      Pois é… Ela tava lá num jornal televisivo em horário nobre e de abrangência nacional um dia desse defendendo uns criminosos que amarraram um homem em um poste em praça pública, torturaram-no, e expuseram sua imagem. Ela justificou dizendo que os cidadãos de bem fizeram certo porque não aguentam mais tanta insegurança, coitados! (Qualquer semelhança com o discurso dos colegas neste forum não é mera coincidência, é fascismo travestido de indignaçãozinha).

      Quantos crimes os bandidos-justiceiros que fizeram isso cometeram? Vamos contar bem rápido, só de cabeça:
      1. Tortura (crime imprescritível, inafiançável e hediondo);
      2. Lesão corporal grave;
      3. Exercício arbitrário das próprias razões.

      E a jornalista moralista JUSTIFICOU tudo isso com os mesmíssimos motivos utilizados pelos senhores e senhoras de bem que comentam por aqui. Querem mesmo prender quem faz “apologia ao crime”? Comecem por prender vocês mesmos, meus caros, que são os primeiros a defenderem a jornalista criminosa em suas salas de jantar.

      1. Mauro Friedman Responder

        A Rachel que propõe uma reação contra os violentos é a criminosa, já o bandido é a vítima da sociedade, do capitalismo, e haja chororô garantista/minimalista pra tentar desesperadamente tirar a responsabilidade daquele que sabe o que está fazendo.

        Você é fascista, você é senso comum, mas não o senso comum “do povo” que você gosta de criticar, você é senso comum acadêmico, papagaio de intelectual chupador de saco de bandido. Papagaio de Túlio Vianna, Luiz Flávio Gomes, dos intelectualóides neandertais.

      2. Flávio Responder

        Me permita uma correção…há um grande ERRO (em caixa alta mesmo) quando se cita Raquel e seu suposto ato “criminoso”. Raquel Scheherazade em nenhum momento disse: Você que me assiste, vá e faça justiça com as próprias mãos.
        Ela disse: a atitude dos vingadores é até COMPREENSÍVEL (verbo totalmente diferente de FAZER), o estado é omisso, a polícia é desmoralizada, a justiça falha, o que nos resta?

        A culpa agora é da jornalista criminalmente censurada por partidos ligados a esquerda, ou dos país que colocam filhos no mundo e são incapazes de dar a eles educação?

        A crítica é muito mais ao governo omisso do que um “incentivo ao crime”.

    2. Nelson Responder

      Piada usar o que a Rachel disse… O tempo todo ela faz uma crítica ao governo…
      Mas ela deveria fazer isso numa frase óbvia, senão ninguém entende

  13. Arno Responder

    Que diferença faz quando um olhar mais abrangente e profundo é colocado sobre uma questão. Se os pais, desde que os filhos nascem, já se preocupam em bem educa-los para o futuro, ou seja não deixa de investir em todas as áreas do filho para uma educação plena, por que insistem em negar e impedir que esse mesmo raciocínio e sua prática seja empregada em outras crianças? Quando o olhar é só nas consequências, as causas continuarão a gerar problemas. A incapacidade, ou o desinteresse, de lidar com as causas mostra, neste caso, a própria causa do problema.

  14. Diogo Responder

    Aposto que a maioria dos que comentaram a matéria, senão todos, sequer se deram ao trabalho de acessar o site do Senado e ler o texto da PEC. Ele pode ser lido neste link: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=106330. Aliás, o nome do projeto é PEC (Proposta de Emenda Constitucional) nº 33/2012, e não Lei Suplementar 23/2012, como citado no artigo. Não consegui enxergar a tal desconstrução citada pelo autor. Pois bem, com relação ao texto da PEC, que é o que realmente importa nesse caso, cabe dizer que nem de longe ele propõe a pura e simples redução da maioridade penal, ou seja, jogar criminosos menores de dezoito anos em cadeias juntamente com adultos. O que o projeto propõe é proporcionar ao Ministério Público a instauração do “incidente de desconsideração da inimputabilidade” do menor, o que significa propor ao juiz que o menor autor do crime seja julgado como se adulto fosse. Além disso o projeto diz que: a instauração do incidente cabe ao MP especializado em questões de infância e adolescência; o julgamento do incidente deve ser feito por órgão do judiciário especializado em causas relativas à infância e adolescência, com preferência sobre todos os demais processos; capacidade do agente (menor) de compreender o caráter criminoso de sua conduta, levando em conta seu histórico familiar, social, cultural e econômico, antecedentes infracionais, atestado em laudo técnico, assegurada a ampla defesa do menor por advogado; cumprimento da pena em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos; e o mais importante: cabimento somente para os crimes hediondos (homicídio qualificado, latrocínio, estupro e extorsão mediante sequestro). Resumindo: o filtro para a punição é bem grande, fazendo com que somente aqueles menores que cometam esse tipo específico de crime sejam punidos, o que não inclui aquele menor que bate uma carteira na rua, que furta seu veículo ou sua casa, ou que comete um roubo a mão armada sem matar ou tentar matar a vítima. Não, para esse, infelizmente, nada mudaria, ou seja, ele continuaria respondendo de acordo com o ECA. É lamentável que ainda exista quem defenda a tese absurda de que o criminoso é levado pelo meio a cometer crimes, como se não lhe restasse outra alternativa e ele não tivesse, em nenhum momento, o direito à escolha entre praticar ou não o fato criminoso. Guardadas as devidas proporções, é sim, sempre uma escolha. Existem sim crianças que vivem em condições subumanas, absolutamente degradantes, porém, não há provas de que são justamente estas que perpetram os crimes mais graves e que mais causam comoção social. Por isso mesmo a referida PEC condiciona a desconsideração da menoridade à análise do histórico familiar, social cultural e econômico do autor, atestado em laudo técnico (a lei não diz, mas creio que esse laudo será elaborado por um psicólogo ou equipe técnica). O que se vê, na maioria das vezes, são marmanjos de 16 ou 17 anos, completamente aptos a trabalhar e com famílias com alguma estrutura ou até bem estruturadas, cometendo os mais diversos tipos de crimes, matando pessoas, destruindo famílias, deixando crianças órfãs. É no mínimo hipocrisia dizer que a ação desse tipo de criminoso não foi uma escolha. Comumente se vê na televisão imagens de mães chorando nas portas de delegacias ao tomarem conhecimento de que seu filhos foram autores dos crimes mais bárbaros. Será que essas mesmas mães não deram as condições mínimas para que esses bandidos pudessem se desenvolver ou será que possíveis falhas que elas tenham cometido na criação justificariam a prática de crimes? Pelo amor de Deus, vamos deixar a hipocrisia de lado. A derrubada do projeto por parte dos partidos de esquerda foi um ato imoral e canalha, um verdadeiro tapa na cara da sociedade brasileira.

  15. Marcelo Responder

    Escrevi um livro só sobre esse tema: SILVA, Marcelo Gomes. Menoridade Penal: uma visão sistêmica. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2012.
    Modestamente, entendo que lá se encontram diversos argumentos contrários à redução e sugiro a leitura a quem desejar se aprofundar nesses estudos.

  16. Adriana Responder

    Parabens Maira, faço das suas as minhas palavras.

  17. Cezar Responder

    Deixem de ser malucos e discutirem com comunistas, falam das deficiências do sistema, mas não tem a minima capacidade de solucionar nada. Pq esses filhinhos de papai socialistas e o proprio lula, não desfaz de bens em nome dos menos favorecidos?

  18. Marcos Responder

    O pior problema das dois tipos de pensamento são os argumentos simplistas que tendem a generalismo. O que eu posso notar é que boa parte do sistema que visa reintegrar uma pessoa à sociedade é apenas uma forma de se punir. O fato é que todos falam de punir simplesmente, não se fala em reeducar, dar condições para que haja possibilidade de arrependimento e mudança de vida e etc. Eu acho que trancafiar uma pessoa em um presidio hoje em dia é matricular o sujeito na faculdade do crime. As penas devem ser duras,de forma a causar impacto na moral do criminoso, mas nelas tem que ser engajada a possibilidade de mudança. Acho que definir uma idade para se tratar de responsabilidade penal não é de maior prioridade mas, sim, efetivar o sistema de correção já proposto pelo ECA. Só sei de uma coisa, como está não pode ficar.

  19. Kiko Responder

    O argumento da pesquisadora de que a maioridade tem a função de diminuir violência é falho. A MP não tem esse dever tem sim o dever de combater impunidade em uma faixa etária. A diminuição da violência de um ponto de vista geral vem da aplicação de diversos eixos principais: 1 – educação, 2 – civilidade, e 2 – reduçao da impunidade, 3 – bom modelo de segurança pública, 4 – punição proporcional ao delito, 5 – redução do tráfico ( o verdadeiro e mais importante gerador da violência). Como dá pra perceber, a luta contra violência é complexa, pois a violência é uma entidade por sí só complexa e não existirá uma fórmula única e simples para acabá-la, e sim diversos eixos e frentes que irá diminuí-la no intuito de mantê-la controlada e em níveis baixos. Dizer que MP vem com a intenção de reduzir violência é ingenuidade…

  20. Edivaldo Mestingre Responder

    Desconstruiu coisa nenhuma, o Aluysio Nunes deu uma surra nessa tal professora. Destruiu só todos os argumentos dela.

  21. rarisson Responder

    16 anos nao sabe votar,entao pague por seus crimes,tem garoto pobre que escolhe ralar na vida ao inves de praticar crime

  22. RAQUEL Responder

    Manchete pretenciosa…
    Não sei o porquê de tanta preocupação com a possível redução da maioridade penal… As pessoas estão se esquecendo, que somente serão punidos os que agiram à margem da lei! Somente os bandidos serão punidos! Não importa se tem 12 anos ou 18 ou mais…
    crime é crime. Não importa o motivo. Esse papo furado… ” Ah, mas vc já dormiu na rua, já passou necessidades? Já?? Então está perdoado”. É assim que funciona, MAIRA?? Vc é a favor de menores infratores?

  23. Luis Dantas Responder

    DEVIRIAM PRENDER E DAR PENA DE MORTE A POLÍTICOS E JORNALISTA SEM ÉTICA E COM FALSO MORALISMO QUE VIVEM MAMADA NAS TETAS DE GRUPOS CONSERVADORES.PARA ESSE SIM É QUE DEVERIA TER PRESIDIO MODELOS.

  24. ivaldo cavalcante Responder

    Sou retratista ja alguns longos anos.(treis decádas)sempre clicando e filmando essa problematica social dos meninos e meninas de rua.Primeiro veio a cola de sapateiro e o tinner migraram para o crack por ser muito mais barato que o tinner e a lata de cola
    .Ouvir muitas denuncias desses menores.Enfim,passaram algumas decádas e as leis nao avançaram.os presidios continuam medievais,violentos e dominado pela criminalidade leia se PCC.Aqui nos morros,bairros e nas periferias a criminalidade so aumenta…Porque?…Hj percebo os menores na hierarquia do crime cada vez mais atuantes e perigosos.Quem esta por traz desses menores?…

  25. Mário Sergio Responder

    Tem que ter educação sim, mas se matou tem que ser punido, muitos são vitima da sociedade, mas não podemos deixar essas pessoas do mal se esconderem atras disso. Discordo com esse mulher, se quer ajudar comece pegando uma criança de rua para mudar o futuro dela, pois uma mudança no sistema de educação feita hoje fará efeito nos que estão para nascer, quem está pelo crime não vai esperar.

  26. Alcides Responder

    Deputados como este mostram o quanto são movidos pelo senso comum , puro e simples .
    Melhor explicando, os recentes episódios relacionados aos “rolezinhos ” nos shopping-centers paulistanos/paulistas , mostraram o quanto as “comunidades” são carentes de espaços públicos, espaços sociais, de convivência familiar, grupal , comunitária , o que vai na contramão da Constituição Federal, que o emérito deputado deferia defender , os direitos listados no Art. 5º , direito à educação, à liberdade, à cultura, à vida, à dignidade, os quais, como bem lembrados pela pesquisadora, estão longe de ser garantidos universalmente.

    Ao contrário, são direitos que para muitas crianças e adolescentes são letra morta , isto é, não existe uma igualdade diante da lei, como preconiza o Estado democrático de direito.

    Aliás, será que os adolescentes infratores que pertencem aos estratos privilegiados, seriam punidos severamente quanto os que pertencem às classes “C”, “D” ?

    A comparação com os EUA é mais do que pertinente : tanto em relação à criminalidade adulta também, visto que muitos estados daquela federação permitem a pena de morte ; entretanto, as taxas de criminalidade não diminuem , e, pior, há “n” relatos de presos detidos injustamente, como um recente caso de um cidadão negro , detido por mais de 30 anos, e que escapou por pouco da execução sumária legitimada pelo Estado.

  27. Michele Responder

    Parabéns, Maira. Suas idéias e argumentações se destoam do restante dos comentários. Como você disse, tem gente aqui que não consegue entender as coisas além da sua pouca visão de mundo. Cansa mesmo discutir com esse pessoal limitado. Parabéns pela paciência em expor o óbvio para tantas mentes fechadas.

  28. Michele Responder

    Parabéns, Maira. Suas idéias e argumentações se destacam das demais. Como você disse, tem gente que não consegue (ou não quer) enxergar além da sua porca visão de mundo. Parabéns pela paciência de explicar o óbvio para tantas mentes fechadas.

  29. thiago Responder

    Debate nulo, ela desconstroi o argumento do senador com base que é apenas uma crença que punição severa inibe a criminalidade, porém argumenta que maior punição vai apenas aumentar a população carcerária com base também numa crença que a punição não vai inibir o crime

  30. Leandro Allein Responder

    Deveríamos analisar melhor os estudos de Cesare Lombroso no livro “O Homem Delinquente” para quebrar a imputação por idade e aplicar a imputação através do comportamento natural do ser humano; ou seja, entender que psicopata não tem cura e será um eterno problema; e delinquentes sociais são frutos do problema social: falta de condições para a vida social, estudo, escola, dignidade.
    simples assim.

  31. Torres Responder

    Não gosto de ficar postando comentários, mas depois de ver as discussões acima não aguentei.
    Sou especialista em Ciências Criminais, criminologia, e assim como a Professora sempre fui contra a redução da maioridade penal, por entender que essa não é a melhor solução.
    No Brasil nós temos essa mania de querer sempre empurrar com a barriga, acontece um crime, vamos fazer uma lei para coibir este crime, como recentemente tivemos o caso dos black blocs e a solução imediata do governo foi proibir manifestantes cobrindo o rosto, como se isso irá reprimi-los.
    Nó nos esquecemos que no Brasil não existe pena de morte, prisão perpétua, o que por consequência faz com que todo criminoso preso um dia retorne para a sociedade. Ai vem o pior de tudo, um dos fatores que sempre me fizeram ser contra a redução da maioridade penal, um jovem de 16 anos que comete um crime dependendo da gravidade do crime e da pena, ficará preso até os 20, 22 anos, e depois retornará a sociedade, e ai lhes pergunto como ele retornará?? Com certeza muito pior do que entrou, e com muito mais “sangue no zoio”, como eles dizem. Nó nos esquecemos que a pena de reclusão, ela tem dois principais objetivos, um de punir e o outro de ressocializar, só que infelizmente vivemos em um país que as autoridades só pensam no primeiro objetivo e isso acaba sendo um prejuízo a sociedade.
    Sempre fui contra a redução como a professora que segundo muitos “calou a boca” do senador e do apresentador. Fui contra por causa dos motivos citados acima e por achar que faltam politicas sociais, vejam bem, “POLITICAS SOCIAIS”, e não bolsa isso, bolsa aquilo, isso não vai fazer com que o menor deixe de cometer crimes, é EDUCAÇÃO, é tentar trazer os jovens para as escolas, para o esporte. Mas infelizmente a maioria dos políticos que estão no poder não pensam assim, ou melhor pensam, só que ao invés de concretizar os projetos, desviam as verbas que são destinadas a educação, projetos sociais, igual este último caso que vimos da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), dinheiro que poderia ser investido no esporte para menores carentes e foi desviado.
    Mas não quero adentrar nesses problemas, porque gera muita discussão e não nos leva a lugar nenhum.
    Comecei falando que como estudioso assim como a professora sempre fui contra a redução da maioridade penal, mas hoje sou a FAVOR, pois no último ano sai da função de estudioso para advogar na área criminal.
    E tenho certeza que a maioria das pessoas que aqui comentaram, jamais foram até uma delegacia, jamais entraram em uma penitenciária, jamais viveram o dia a dia da esfera criminal, e foi vendo o quão sujo é tudo isso que passei a ser a FAVOR da redução da maioridade penal, como infelizmente os politicos não vão fazer o possível para melhorar as politicas sociais e a educação, a redução se faz necessária, por um simples motivo, A SENSAÇÃO DE IMPUNIDADE.
    Foi no dia a dia como advogado que observei e presenciei centenas de casos em que menores assumem os crimes porque sabem que nada irá acontecer. Digo a vocês com absoluta certeza que a maioria dos crimes cometidos por menores, não foram eles os reais autores.
    Presenciei um caso em que um menor assumiu a autoria de um homicídio para livrar seu primo o verdadeiro autor do crime, e a mãe do menor sabia de tudo e apoiou seu filho. Veja a que ponto chegamos com relação a impunidade.
    Acho tudo muito bonito o que a professora disse, como também acho bonito o que a nossa Constituição diz no capitulo que trata das crianças e adolescentes, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente diz, mas infelizmente enquanto vivermos em um país onde a prioridade é assistencialismo por conta de votos, vamos ter que nos contentar com as medidas de urgência que nesse caso é a redução da maioridade penal.

  32. luiz Responder

    Sou ma fovor da;maioridade penal, desde que ela venha acompanhada de ações, para que as crianças de hoje não se tornem infratores no futuro.

  33. Neylen Responder

    Estou contigo Maíra. Compartilho de seus sentimentos e compreensāo. Trabalhei em espaços de privaçāo de liberdade de adolescentes e pela minha experiência afirmo que os adultos que encarceram querem vingança, limpeza social. Na Unidade que trabalhei por quase 4 anos, conheci somente jovens de periferia. Para quem será a reduçāo da maioridade penal? Isso não faz pensar quem a defende? Queremos uma sociedade que não consegue ver a todos com igualdade nem que seja o mínimo: educaçāo, saúde, amor e cuidados? Eu tenho uma proposta concreta: quando um adolescente for preso, ainda na delegacia, o processo que for instaurado de erá responsabilizar conjuntamente as negligências, violências vividas por ele. Responsabiliza-se família, professores, médicos, vizinhos, enfim, todos os adiltos que deveriam ter cuidado dele e não o fizeram. Que tal????

    1. marcia Passos Responder

      ótimo!

  34. Enrico Responder

    Não irá funcionar, pois os aliciadores não mais aliarão os de 16 e sim os de 15, 14,13. E vai ter que diminuir mais uma vez?
    O sistema é arcaico e falido. O sistema deveria pensar em uma forma de socializar este individuo que se encontra em situação de risco. Penalizar sim o politico corrupto que é a fabrica da delinquência.

  35. Danilo Fernandes Responder

    Não que eu não possua argumentos suficientes para discorrer sobre o assunto, o fato é que elas, fundamentadas através de comentários sóbrios e algumas citações define o grande “x” da questão: O estado e a sociedade assumirem cumprirem os seus respectivos papeis. O estado não tem feito nada além de tomar o nosso suado dinheiro através de impostos, o qual sabemos muito bem o destino. E nós, membros integrantes da sociedade, o que temos feito para tentar mudar essa triste realidade? (Eu estou incluído nisso). Fã de Cínthya Alcântara e Maira.

  36. Raiane suely Responder

    Concordo plenamente com a professora Beatriz.A sociedade pensa que reduzindo a maioridade penal estará resolvido o problema da violência cometidos por adolescentes e com certeza não, pois se fosse assim muito criminosos que ficaram presos não voltariam a cometer crimes e hoje e os presídios em estão super lotados sem espaço para que essa pessoas possam cumprir sua pena com dignidade, ou seja, a cadeia hoje virou uma escola de bandidos sem espaço “ressocializá-los”. Será uma cadeia de pobres, pois aqueles que tiverem condições não iram ficar presos por muito tempo.Os adolescentes no Brasil já são vítima do Estado que é omisso não cumprindo seu papel que seria de garantia de direitos e investimento em políticas públicas.

  37. Pietro Responder

    Somente com a pena de morte, teremos menos gente em cadeias, as casas de detenções ficariam bem menos lotados.

  38. Jair Juakim Responder

    Enquanto nos resumirmos a encarcerar o corpo de alguém, Sem a intenção de restaurar-lhe o espírito,o caráter e o coração, estaremos constantemente nutrindo o declínio da nossa nação.
    Como homens tão inteligentes a frente do Estado, se prostram a insensata ideia de achar que punição é tratamento, é solução?
    “As pessoas já estão presas.
    Quem tem ouvidos ouça”. “rogo-vos Brasil”

  39. Jaeder Teixeira Gomes Responder

    Gostamos de discutir fatos consumados e temos medo de ir à raíz da questão: nossas famílias não querem compromisso com os filhos. “Precisam ir atrás do dinheiro”.

  40. wesley Responder

    Sociedade Hipócrita, ficam querendo defender, na hora que são assaltados, estuprados por um negão, quero ver esse papo de pobrezinha da criança. O senador esta corretíssimo, e que essa professora fajuta va pra rua ajudar os pobrezinhos ate a hora que for vitima dos mesmos.

  41. Victor Couto Responder

    A questão aí, no entender de quase toda pessoa racional, talvez pecando por uma generalização, seria rigor no cumprimento das leis existentes diante dos crimes que já estão acontecendo, cometidos por adultos, cito o caso dos políticos corruptos que lesam a nação em bilhões de reais, dos empresários corruptos, dos traficantes, das polícias corruptas, da magistratura corrupta, e vários outros casos que estão recebendo “status” de imputáveis de punição, impunidade generalizada. Como podemos imaginar jovens sem cometer crimes: se eles não tem educação caseira, familiar, não tem saúde, moradia, infra-estrutura básica para viver bem. Os recursos para essas mudanças estão sendo canalizados para os bolsos particulares dos que mandam nesse país. Política assistencialista, tipo bosas esmolas, não adianta, pois cria vínculos com interesses de grupos. Tem de haver políticas para gerar emprego, para assegurar o desenvolvimento e as melhorias de infra-estruturas: Educação, Saúde, Moradia, Saneamento, Transportes, Segurança, Lazer, Empregos e outros direcionamento de recursos.

  42. Tânia Responder

    A reportagem é boa, porém o redator precisa melhorar seu nível de conhecimento da língua portuguesa. Há muitos e sérios erros de construção da escrita.

  43. Davi De Marcco Responder

    Eu concordo com alguns pontos apontados pelo senador e pela professora, mas ela mostrou menos firmeza em suas opiniões e não acredito que ela tenha desconstruído o Senador. No início do programa, ao apresentar o projeto de lei, o senador enfatiza que a lei é aplicada para casos especiais, partindo da opinião do juíz, se o menor possui capacidade cognitiva para isso. A professora quebra esse argumento dizendo que o jovem de 16 anos possui uma capacidade cognitiva parecida com a de um jovem de 18 anos, o que eu concordo. Mas se esse não é o modo, deve haver um que funcione, não que depois de condenado o rapaz tenha uma pena muito sofrida, mas para saber se o que ele fez, realmente foi proposital e esquematizado como no caso da menina de Brasília. Ela falhou feio para mim quando o apresentador fala de mais um caso especial que o rapaz depois de preso falou que mataria mais alguns. Logo após o comentário, ela usa o argumento de que não podemos generalizar os casos com jovens como todos sérios, o que o apresentador Alexandre Garcia não fez, apresentando como um caso especial. Concordo que nesses casos, o Brasil precisa dar uma resposta.

  44. Davi De Marcco Responder

    Eu concordo com alguns pontos apontados pelo senador e pela professora, mas ela mostrou menos firmeza em suas opiniões e não acredito que ela tenha desconstruído o Senador. No início do programa, ao apresentar o projeto de lei, o senador enfatiza que a lei é aplicada para casos especiais, partindo da opinião do juíz, se o menor possui capacidade cognitiva para isso. A professora quebra esse argumento dizendo que o jovem de 16 anos possui uma capacidade cognitiva parecida com a de um jovem de 18 anos, o que eu concordo. Mas se esse não é o modo, deve haver um que funcione, não que depois de condenado o rapaz tenha uma pena muito sofrida, mas para saber se o que ele fez, realmente foi proposital e esquematizado como no caso da menina de Brasília. Ela falhou feio para mim quando o apresentador fala de mais um caso especial que o rapaz depois de preso falou que mataria mais alguns. Logo após o comentário, ela usa o argumento de que não podemos generalizar os casos com jovens como todos sérios, o que o apresentador Alexandre Garcia não fez, apresentando como um caso especial. Concordo que nesses casos, o Brasil precisa dar uma resposta. Percebam tambem que hora NENHUMA o senador disse que o Projeto de Lei iria suprir o problema da violência entre os jovens, mas sim mostrar que o país iria tomar atitudes mais severas em casos específicos.

  45. Nelson Responder

    Acho engraçado que todo mundo que fala que não concorda com a professora, é “atacado” com vários posts… E a maioria na mesma questão… Coitado do adolescente.. E se fosse você que tivesse dormido na rua? Etc, etc, etc…
    Não consigo ver consistência nestes argumentos, quando se fala que com 18 anos, aí im, ele responde como adulto… Ué, mesmo com 18 anos, a pessoa continua tendo o mesmo passado… Dormiu na rua, foi violentado, etc… E quando ele tiver 40 anos, tiver matado um bocado, o mesmo argumento vale…
    Não temos mais crianças de 17 anos. Certamente são vítimas de uma sociedade maluca, mas os de 40 anos também são…
    A discussão deveria ser… Em quantos anos vamos reduzir a maioridade penal?

  46. edvaldo aparecido borges Responder

    antes de se aprovar um projeto destes ,é necessario que
    se faça uma reforma carcerária,pois a prisão hoje é escola
    do crime que conta com alguns policiais corruptos.simplesmente colocar o jovem infrator na prisão
    é formar novos marginais.

  47. Oneide teixeira Responder

    Não houve desconstrução alguma apenas, um pombo enxadrista se declarando vitorioso do debate.

    Pela lógica da professora se a sociedade não consegue prover os meios necessários para a acensão social por meios lícitos, os crimes não poderão serem punidos.Ate que se chegue lá a criminalidade deve ser permitida e não punida.

    A redução da maioridade não é a solução para a criminalidade, é uma das ações que deve fazer.
    reduzir a maioridade não exclui outras ações.

    No fundo é a defesa do criminoso em detrimento da maioria.
    A esquerda defende a criminalidade por entender o criminoso como um proto revolucionário útil a revolução.

  48. Mathias Responder

    Uma pergunta: partindo dessa lógica de que punir os menores criminosos irá aumentar a população carcerária, o também falido sistema de saúde pode deixar de atender os doentes para não ter superlotação ?

    Não se trata somente de debater a redução da maioridade penal, mas de reduzir a impunidade, que deixou de ser sensação, para ser uma constante na realidade e cultura brasileira.

    Segundo o site Idifusora, os atos infracionais praticados por adolescentes aumentaram aproximadamente 80% em 12 anos, ao subir de 8 mil, em 2000, para 14,4 mil, em 2012.

    É preciso leis que façam com que o jovem pense, não uma, mas dez vezes antes de praticar um crime. É preciso que ele saiba que será punido, que há leis, que há justiça. O jovem não tem que ser recuperado pelo sistema carcerário. Ele precisa não entrar no sistema, seja por conscientização, seja pela certeza da punição cabível.

    http://vozesdoverbo.blogspot.com.br/2011/10/maioridade-penal-reduzir-ou-nao.html

    1. Márcio Responder

      O melhor comentário de todo o fórum!Em meio a tantos “senhores da verdade”,a tantas divagações intelectualoides,(que para quem vive a batalha do pão de cada dia é mera baboseira)devemos atacar o cerne do problema:impunidade.

  49. Solispedro Responder

    E continuemos passando a mão na cabeça dos bandidos menores!

  50. James_Fla Responder

    Quando a professora diz que precisa-se saber se o jovem tem mentalidade de adulto, é claro que tem, pois ele sabe perfeitamente tudo que funciona na vida de um adulto inclusive o sexo, dinheiro, voto e inclusive saber que se ele mata, rouba e se torna o “frente”, ele é preso chamasse o pai institui-se um ato infracional com uma promessa vazia dos pais, nada acontece e a “criança” volta ao nosso convívio para continuar a fazer tudo que é acostumado a fazer, simples, e basta só constatar que a criminalidade no referido EUA diminuiu devido ao maior rigor na punição, o resto é balela de amante de bandido!!!

  51. michel_aires Responder

    Já se perguntou por que não há criminalidade e violência em países como Islândia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Alemanha. Não é preciso ser um filósofo para saber o porquê. Nesses países há igualdade, não há um abismo entre as classes sociais. São países de classe média alta, com salário mínimo entre 4500 a 6000 reais. Um professor na Europa, por exemplo, ganha em média entre 10.000 e 15.000 reais por mês. Pensar que aumentar o policiamento ou diminuir a menoridade penal resolve o problema da criminalidade é uma grande ilusão. A violência, a criminalidade, a miséria não são naturais. Elas são produzidas pela sociedade e podem ser vencidas e erradicadas por uma melhor distribuição de renda.

  52. michel aires de souza Responder

    Já se perguntou por que não há criminalidade e violência em países como Islândia, Dinamarca, Noruega, Suíça, Alemanha. Não é preciso ser um filósofo para saber o porquê. Nesses países há igualdade, não há um abismo entre as classes sociais. São países de classe média alta, com salário mínimo entre 4500 a 6000 reais. Um professor na Europa, por exemplo, ganha em média entre 10.000 e 15.000 reais por mês. Pensar que aumentar o policiamento ou diminuir a menoridade penal resolve o problema da criminalidade é uma grande ilusão. A violência, a criminalidade, a miséria não são naturais. Elas são produzidas pela sociedade e podem ser vencidas e erradicadas por uma melhor distribuição de renda.

  53. Cecilia Responder

    Dona Maira,junte todos aqueles que pensam igual a voce,e se ofereçam volutariamente para cuidar e levar para casa esses meninos arteiros,e tente reeduca-los novamente,vai que dà certo.

  54. Patricia Responder

    Infelizmente uma imensa maioria da sociedade nao tem acesso aos debates acadêmicos e políticos que discutem temas sociais como este da redução da maioridade, e não são debates vazios insulflados pelo senso comum ou pela defesa de projetos políticos partidários de A ou B, pq existem razões concretas para vivenciarmos este caos anunciado agora e que se reproduz nas desigualdades q são intrisecamente produto do sistema econômico.
    São questões sociais (fome, miséria, desemprego, violência, violação de direitos…) que são deixadas de lado pela classe política sempre em favor do capital…

  55. ton Responder

    sou a favor de que se aplique a pena correspondente ao crime cometido independente de que idade ou origem que o infrator tenha , chega de falso moralismo ou paternalismo .

  56. luiz carlos de azevedo Responder

    Muito ainda temos q avançar, socialmente, políticamente, entre tantas coisas e situações. Temos q estar sempre atentos às soluções fáceis e oportunismos de políticos.

  57. fabio claret Responder

    Não há ressocialização que traga de volta uma vida! Portanto o menor ou maior que matar alguém deve sim ser punido com rigor. Um jovem que mata alguém, não é um pobre que não teve chance na vida! Seria se apenas roubasse (e olha lá).
    Hoje em dia quem quer estudar tem muitos caminhos, inclusive a escola pública oferece alimentação, vestuário e condição de fazer faculdade.

  58. Fontenele Responder

    É, imagens de garotos de 8 a 10 anos não vale, Estamos falando de maioridade de 14 a 16 anos

  59. Nina Responder

    Engraçado como as interpretações podem ser diferentes dependendo da plataforma em que os textos são divulgados. Assisti ao programa na sala de aula, como ponto de partida para a discussão sobre a proposta do senador e todos os alunos acharam a professora inconsistente. Alguns até se perguntaram se ela era mesmo professora. Seus argumentos são consistentes, mas ela não soube impô-los ao vivo. Faltou coerência na sua fala, o que não pode ser verificado na transcrição dela. Uma pena.

  60. Baa Responder

    Meu Deus.. Como tem gente que não enxerga, os índices de reincidência já mostram que não vale a pena baixar a menor idade penal apenas 20% dos menores voltam a cometer atos infracionais contra 80% de reincidência para os detentos que comentem crimes.. aliais os EUA já voltaram atrás já aumentaram a idade para ser punido novamente para os 18 anos pois os 54 países que baixaram a idade penal não tiveram êxito pois o índice de violência não baixou… Enquanto o Brasileiro ver a cadeia como punição para “bichos” o pais não vai mudar gente temos que olhar para penitenciarias como um lugar que o ser humano entre uma pessoa e sai outra totalmente ressocializada afinal você já parou para pensar qual é a finalidade de se deter um ser humano?. A finalidade desta detenção é fazer com que ele perceba que errou e queira voltar melhor para a sociedade, mais como fazer isso se as penitenciarias são as piores do mundo?, o que acontece na verdade é que pessoa que entrou ruim sai ainda pior porque do jeito que tá só serve de escola do crime.. Então como baixar a idade penal se o sistema não consegue cuidar nem dos detentos hoje estão presos imagine se unificar tudo…..

  61. Lucke Responder

    Enquanto algum projeto projeto não venha para melhorar a educação e saúde a todos (inclua-se os mais desfavorecidos) – não por culpa da população que vende voto por chinelo, mas, dos que compram os candidatos com as verbas “de campanha” – o que fazer? Nada? Eu mesmo já fui assaltado por um “menino” e me controlei para não esganá-lo (e arriscar a ser morto, por comparsas que talvez estivessem por perto). Então, o problema é político do ponto de vista social. Mas, eu vivo na realidade, a população vive na realidade… Será que tem que ser na base de cada um salve-se como puder? É preciso que os “filósofos sociais” saiam um pouco do seu conforto reflexivo em defesa dos seus pontos de vista, lembrando que tem gente andando nas ruas e muitos “meninos” fazendo tocaia, esperando por novas presas.


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