Movimento LGBT dos Andes denuncia descaso dos governos de seus países

Segundo ativistas, mesmo com a violência sistemática contra a população LGBT, nada é feito pelo poder público local

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Segundo ativistas, mesmo com a violência sistemática contra a população LGBT, nada é feito pelo poder público local

Por Redação

Na última sexta-feira (28), movimentos dos Direitos Humanos denunciaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização de Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA), a existência de “violência estrutural e referendada pelos Estados cotidianamente na precária atenção dos serviços de saúde, bem como na discriminação dos funcionários públicos contra as pessoas LGBT (lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais).

A denúncia foi realizada pelos grupos Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos – Promsex (Peru); Fundação igualdade (Bolívia) e Fundação Equidade (Equador). Os grupos afirmam que, mesmo que os três Estados carreguem em suas respectivas constituições o “reconhecimento e garantia do direito à vida e à integridade pessoal”, a violência contra LGBTs é um fato corriqueiro. Para eles, as inúmeras denúncias não fazem com que os governos atuem para reverter tal quadro.

Esta foi a primeira vez que a audiência da CIDH tratou da questão de Direitos Humanos de LGBTs na região dos Andes. A ideia de realizar a sessão com os três de grupos de três países distintos é que foi identificada uma semelhança na pauta e nas denúncias, e também pela omissão na realização de políticas públicas de fato para que se efetive o direito à educação, saúde e a eliminação de violência à população LGBT.



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