Polícia dispersa protesto em Porto Alegre após 15 minutos de marcha

Um ano depois de conquistar a revogação do aumento da passagem, manifestantes voltam às ruas mas sofrem com a repressão policial

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Um ano depois de conquistar a revogação do aumento da passagem, manifestantes voltam às ruas mas sofrem com a repressão policial

Por Redação

Em 2013, o Bloco de Lutas pelo Transporte Público conquistou a revogação do aumento da passagem (Foto: Mídia Ninja)
Em 2013, o Bloco de Lutas pelo Transporte Público conquistou a revogação do aumento da passagem (Foto: Mídia Ninja)

Na noite de quarta-feira (2), o protesto contra o aumento da passagem em Porto Alegre não durou mais de 15 minutos. A concentração do ato começou às 18h na Praça Montevidéu, perto da Prefeitura. Segundo o Sul21, a manifestação foi dispersada pela Brigada Militar com bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral perto do ponto de partida.

O protesto foi convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público contra o aumento da passagem. No mesmo dia do ato, o Conselho Municipal de Transporte Urbano (COMTU) aprovou uma solicitação de reajuste da passagem. Se o projeto for sancionado pelo prefeito José Fortunati (PDT), o valor passará de R$ 2,80 para R$ 2,95.

Logo no início do ato, alguns manifestantes tentaram forçar o acesso às escadarias da prefeitura, que estava protegida por cordas. O isolamento foi rompido, mas não houve enfrentamento com a Guarda Municipal. Quando alguns objetos foram arremessados em direção aos agentes, dois jatos d’água foram utilizados para afastar os manifestantes.

Às 19h30, a marcha foi iniciada. Entretanto, a Brigada Militar começou a jogar bombas de efeito moral. Ainda assim, a manifestação continuou coesa. Depois que uma agência da Caixa Econômica Federal foi depredada, alguns policiais começaram a arremessar bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral por trás dos manifestantes. Nesse momento, houve correria e o ato se dispersou totalmente.

Porto Alegre foi a primeira cidade a conquistar a revogação do aumento da passagem em 2013. Os manifestantes começaram a tomar as ruas da cidade em março após o aumento do valor para R$ 3,05 e, no dia 5 de abril, foi anunciada a revogação do aumento.



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