Preço de passagens de Porto Alegre pode aumentar

Um ano após a revogação do aumento, Bloco de Luta pelo Transporte Público volta para as ruas

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Um ano após a revogação do aumento, Bloco de Luta pelo Transporte Público volta para as ruas

Por Isadora Otoni

Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, foi a primeira cidade a conquistar a revogação do aumento da tarifa do transporte público em março de 2013. Agora, o prefeito José Fortunati (PDT) parece ter mudado de ideia e, na segunda-feira (7), entrou em vigor o novo preço da passagem, que passou de R$ 2,80 para R$ 2,95. Por isso, o Bloco de Luta pelo Transporte Público voltou para as ruas com o objetivo de barrar o reajuste.

Está marcado para esta quinta-feira (10) um novo protesto contra a tarifa. O ato tem concentração marcada para as 18h no Largo Jornalista Glênio Peres, em frente à prefeitura. Além da manifestação, um grupo começará a coletar assinaturas a partir do meio dia para o projeto de tarifa zero.

Segundo o Bloco de Luta, a manifestação deve vir com mais força do que ano passado. “Mesmo em janeiro, quando grande parte da população sai da cidade, houve manifestações de rua significativas. A primeira do ano contou com cerca de três mil pessoas, enquanto em 2013 eram cerca de duzentas”, declarou a Comissão de Comunicação do coletivo.

Ainda que muitas pessoas estejam nas ruas, o tratamento policial está mais negligente. “Aumentaram as prisões arbitrárias, principalmente depois das manifestações, durante a dispersão, quando os manifestantes estão mais vulneráveis. Também neste ano houve o indiciamento de alguns militantes do Bloco por ‘formação de milícia’, cujo intuito é a criminalização dos movimentos sociais e o amedrontamento, já que a acusação é ridícula”, denunciaram.

No dia 2 de abril, a marcha organizada pelo Bloco de Luta foi dispersada pela polícia em aproximadamente 15 minutos. “Pela primeira vez foram utilizados jatos de água, e a passeata durou menos de meia hora, já que polícia deliberadamente dispersou a manifestação com o uso de bombas e da cavalaria”, contaram.

Além dos policiais disfarçados nos atos, os militantes também cogitam a ideia de grupos de oposição frequentarem as marchas. “Há possibilidade também de infiltração promovida por grupos que têm seus interesses prejudicados pelas pautas do Bloco, tentando dar outro foco para atividades que realizamos’.

(Créditos da foto da capa: Mídia Ninja)



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