Entidades pedem retirada do ar de comerciais do Conar

Campanha ridiculariza as demandas dos cidadãos e dissemina informações incorretas sobre a defesa do consumidor Por Redação...

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Campanha ridiculariza as demandas dos cidadãos e dissemina informações incorretas sobre a defesa do consumidor

Por Redação

Diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas, protocolaram na sexta-feira (4) carta em que manifestam indignação por campanha veiculada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e pedem a retirada dos comerciais do ar. Conforme entendimento das entidades, a campanha não trata com seriedade as demandas de alguns grupos sociais. Os vídeos “palhaço” e “feijoada” são abusivos por disseminar informações incorretas, ridicularizar e desqualificar as reclamações dos consumidores.

Os signatários esperam que o órgão reconheça seu equívoco e sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade. As entidades encaminharam o documento ao Conselho de Ética do Conar para que ele “cumpra com o seu papel de atuar de maneira atenta às demandas do cidadão, com eficiência e respeito”.

Em trecho da carta, as organizações enfatizam que o Conar intitula-se, nessas propagandas, como o responsável por coibir abusos na publicidade, quando, na verdade, esse poder é bastante restrito. A associação civil, formada por empresários e representantes de agências de publicidade, pode apenas recomendar alterações ou suspensões de campanhas que ainda estiverem no ar.

Segundo as entidades, cabe ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor impor sanções mais efetivas quando há o desrespeito ao consumidor, com a aplicação de multas ou a determinação de uma contrapropaganda, por exemplo. Os vídeos omitem ainda que a publicidade é regulada por lei, o Código de Defesa do Consumidor (CDC),  junto com a Constituição Federal.

Conforme o artigo 37, § 2° do CDC, “é abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”.

Confira os comerciais veiculados na TV:

Filme “Feijoada”

Filme “Palhaço”

(Crédito da foto da capa: Reprodução)



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8 comments

  1. Higor Costa Responder

    Realmente, deu um tom de ridicularização de temas como o feminismo e a sustentabilidade. Fico imaginando quem aprovou esta campanha de mau gosto.

    [saindo do assunto] Achei a imagem do palhaço tão expressiva. Poderia passar horas olhando para ele.

    1. Willian Responder

      Ridicularização? KKKKKKKKKKK
      Cara, pelo amor… O comercial só queria mostrar o que algumas denúncias são sem noção, exageradas, sem sentido. São esses tipos de denúncias que atrapalham o serviço do Conar, então, fizeram esse comercial para evitar tais atos.

  2. agamemnon Responder

    Isso é totalitarismo. Por acaso há “A Sociedade”, que tem uma e só uma opinião? Evidentemente que não. No entanto, à esquerda e seus pendores totalitários não basta a liberdade de expressão e a possibilidade do contraditório. O que querem mesmo é calar quem pensa diferente na marra. E depois vem falar de ditadura mimimi – com que moral?

  3. JASTWT Responder

    Gostei dos comerciais, é uma clara provocação, mostrou quanto imbecil é a atitute dos ditos politicamente corretos, eles se viram nessa propaganda e quão imbecis são. Tocou vossas feridas idiotas, no alvo.

  4. Carlos Prallini Responder

    A regra é clara: mexeu com a histeria politicamente correta, tem que ser censurado.
    Esquerdistas, sempre democráticos.

  5. Jorge Gomes Responder

    O CONAR entende de quê? De corporativismo?

  6. Daniel Responder

    A piada é sempre boa quando não mexe com nossas fraquezas. De fato causa um mal estar a propaganda. Não é questão de ser politicamente correto, trata-se de ridicularizar a luta de alguns grupos que sentem na pele os efeitos da segregação velada que vivemos… mulheres que ganham menos realizando a mesma atividade de homens (isto vale para negros e para mulheres negras nem se fala). Retrocede na luta dos ambientalistas que precisam enfrentar diariamente as criticas de serem “ecochatos”. Podem me dizer… “mas uma publicidade não causaria este estrago todo”… Ora, considerando que o senso comum é construído e fortalecido pela mídia de massa, esta campanha reforça a ideia de que estes grupos não fazem outra coisa a não ser “encher o saco”.


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